Mais de meio século de harmonia total naquele casamento.
Daí ele morre e, não demora muito, ela também morre e vai para o céu.
Lá encontra o marido e corre até ele:
- Queriiiiidoooooo! Que bom te reencontrar!! Estava morrendo de saudades!!!
E o marido, ríspido, responde:
- Não vem não, assombração! O trato foi: "ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE.... AGORA...VAZA!!!"
20 de julho de 2009
Crítica de cinema: Harry Potter e o Enigma do Príncipe
Estreou nessa quarta-feira, 15, o 6º filme da franquia cinematográfica para a saga literária de J.K. Rowling: Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Eu, como bom fã da série, fui à pré-estreia do dia 14 para o dia 15, às 0h01 (esse 1 minuto é só pra dizer que foi dia 15?) no Shopping Anália Franco, em São Paulo. Uma parada no meio do filme, com luzes acesas e sua retomada 2 minutos depois não atrapalharam o andamento.
Devo começar dizendo que é uma adaptação um pouco diferente das anteriores. Primeiro por ser a que é menos fiel ao livro. Muitas das passagens foram rearranjadas para caber melhor na tela. O resultado foi satisfatório. Mesmo sabendo que algumas cenas não eram bem daquele jeito, o filme ficou conciso, redondinho. A exclusão de Rufo Scrimgeour, o novo Ministro da Magia, e de outros personagens, como os Dursley, não fizeram tanta falta assim, apesar de achar que eles ajudariam a dar mais frescor à série, com novas caras. Mas Jim Broadbent, o cômico Prof. Horácio Slughorn, preenche muito bem esse papel, ajudado (em menor escala) por Jessie Cave, que interpreta a efusiva Lilá Brown.
O segundo ponto que o faz diferente de seus antecessores é ele não ser somente "mais sombrio" como vinham sendo os filmes. Nesse sexto ano em Hogwarts vemos mais humor, apoiado nos romances adolescentes que cercam Harry (Daniel Radcliffe), Rony (Rupert Grint), Hermione (Emma Watson) e Gina (Bonnie Wright). Mas ainda acredito que justamente por isso ele é ainda mais sombrio, pois mostra as coisas puras e boas da adolescência acontecendo, mas no pano de fundo sentimos um perigo iminente que virá à tona somente no próximo episódio: Relíquias da Morte, que terá sua primeira parte lançada em novembro de 2010.
E acredito que justamente por ter esses dois pontos contrastantes com os filmes anteriores, somado a uma ótima fotografia, trilha sonora primorosa e efeitos especiais que enchem os olhos mas só nos momentos certos (como nas entradas na Penseira), esse longa tenha muito mais alcance e possivelmente possa chegar às indicações do próximo Oscar. Pessoalmente torço para Jim Broadbent ser indicado e levar o prêmio como ator coadjuvante, mesmo que Rupert Grint e Emma Watson tenham se saído ainda melhor dessa vez, às sombras do protagonista.
Mesmo assim, fiquei um pouco decepcionado com a ausência de uma batalha um pouco mais intensa após a morte de um dos principais aliados de Harry. Acho que talvez por essa ausência, essa morte tenha passado quase tão seca quanto a de Sirius Black em Ordem da Fênix. Nesse ponto acho que faltou emocionar um pouco mais o espectador. Eu que chorei lendo essa passagem do livro pela primeira vez passei imune pelo cinema.
Outro ponto que não ficou muito bem esclarecido foram as extensas explicações de Dumbledore sobre as Horcruxes para Harry. Muita coisa deixou de ser dita, mas ouvi dizer que coisas que faltaram no sexto filme iriam aparecer no sétimo. Vamos esperar e ver como essa busca pelas horcruxes de Voldemort vai se desenrolar.
Por falar em Dumbledore, tenho que dizer que finalmente Michael Gambon achou o tom correto pra interpretar o diretor que nos dois primeiros filmes foi brilhantemente criado pelo americano Richard Harris e a partir de Prisioneiro de Azkaban foi destruído por Gambon, que dava autoridade, rispidez, severidade e agitação ao maior personagem de Rowling na minha opinião. Dessa vez Gambon acertou em um Dumbledore mais calmo, pausado, intenso. Ainda não é o Richard Harris, mas já me convenceu melhor.
Nesse filme, o Voldemort interpretado por Ralph Fiennes não dá as caras. Mas nas lembranças vistas na Penseira, ele aparece com 11 anos, interpretado pelo sobrinho de Ralph, Hero Fiennes-Tiffin, e com 16 anos por Frank Dillane. E os dois conseguiram uma boa interpretação para a personagem, mas o garoto Hero Fiennes-Tiffin causa alguns arrepios com sua intensidade dramática.
Outros personagens que gosto bastante tiveram pouco tempo em tela, como Minerva McGonagall (Maggie Smith) e Luna Lovegood (Evanna Lynch), mas enquanto apareceu deixou sua marca. E o dúbio Severo Snape (Alan Rickman), que sempre sonhou em assumir o cargo de professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, não teve nenhuma aula na tela. Mas um que teve seu tempo relativamente aumentado e que soube aproveitá-lo bem foi Tom Felton, que deu o crescimento adequado a Draco Malfoy, que deixa de ser o garotinho enjoado para se tornar um Comensal da Morte com uma missão arriscada. A relação de inimizade entre Harry e Draco dessa vez evolui para extremo ódio mútuo e que acaba em um duelo sangrento em um banheiro da escola. Helena Bonham Carter, como Bellatrix Lestrange também impôs sua presença, mas o lobisomem Fenrir Greyback (Dave Legeno) passou quase batido.
É um filme com muitas qualidades. E valeu a pena assistí-lo pela segunda vez na sexta-feira, 17, mas dessa vez na sala IMAX do Shopping Bourbon Pompéia, com os 15 primeiros minutos em 3D. Pena que não foi o filme todo.
Agora guenta a ansiedade para Relíquias da Morte!
18 de julho de 2009
Novo layout do blog!
É com alegria que "inauguro" um novo layout aqui!
O design foi criado especialmente para o blog e tenta trazer minha essência para a tela, além de seguir a identidade visual do meu portifólio digital, que tenho ideia de reformular em breve também.
No topo, há uma nova estrutura de navegação, com links para a página inicial do blog (clicando no logo), meu portifólio digital, o perfil que criei no Google Profiles, além do meu currículo e de uma página com um formulário de contato direto para o meu e-mail.
Também no topo, há um campo para pesquisa de conteúdo no blog e uma breve descrição minha.
Já do lado direito, uma foto que pode ser trocada de tempos em tempos e um link para o RSS do blog. Uma novidade interessante são os links que levam para o meu perfil em algumas redes sociais: Twitter, Flickr, Facebook, Last.fm, YouTube e Drimio - uma rede social brasileira de marcas.
Ainda na sidebar, alguns widgets que serão modificados com o tempo. Por enquanto, temos o Arquivo do Blog, uma seção de vídeos do meu canal do YouTube, além das tags (marcadores) do blog e a área de Seguidores. Espero que vocês curtam e resolvam seguir o blog também!
Na postagem a novidade é uma área com maior largura, que permite fotos maiores, dando foco pro visual. Do lado direito do título da postagem um balão indica o número de comentários dela. Para comentar clique no balão (aproveite e diga se gostou do novo layout).
No rodapé da postagem, além das tags, temos o ícone de "Enviar para amigo".
Mas apesar de tudo isso, o grande "tchan" desse novo visual é o fundo do blog. Ele contém desenhos de coisas que marcaram de alguma forma a minha vida. Se você tem uma resolução de tela menor, você verá apenas uma "coluna" de desenhos, mas se tiver uma resolução maior, verá outros.
Pra montar isso tudo, usei basicamente Photoshop e Dreamweaver (ambos da Adobe) e refinei CSS no próprio editor HTML do Blogger. Pesquisei bastante coisa no Templates Novo Blogger, deu uma ajuda e tanto!
Bom, chega de falar!
Eu curti essa mudança, essa nova cara. Quero saber o que vocês acharam.
Elogiem, critiquem, sugiram, reclamem. Comentem!
O design foi criado especialmente para o blog e tenta trazer minha essência para a tela, além de seguir a identidade visual do meu portifólio digital, que tenho ideia de reformular em breve também.
No topo, há uma nova estrutura de navegação, com links para a página inicial do blog (clicando no logo), meu portifólio digital, o perfil que criei no Google Profiles, além do meu currículo e de uma página com um formulário de contato direto para o meu e-mail.
Também no topo, há um campo para pesquisa de conteúdo no blog e uma breve descrição minha.
Já do lado direito, uma foto que pode ser trocada de tempos em tempos e um link para o RSS do blog. Uma novidade interessante são os links que levam para o meu perfil em algumas redes sociais: Twitter, Flickr, Facebook, Last.fm, YouTube e Drimio - uma rede social brasileira de marcas.
Ainda na sidebar, alguns widgets que serão modificados com o tempo. Por enquanto, temos o Arquivo do Blog, uma seção de vídeos do meu canal do YouTube, além das tags (marcadores) do blog e a área de Seguidores. Espero que vocês curtam e resolvam seguir o blog também!
Na postagem a novidade é uma área com maior largura, que permite fotos maiores, dando foco pro visual. Do lado direito do título da postagem um balão indica o número de comentários dela. Para comentar clique no balão (aproveite e diga se gostou do novo layout).
No rodapé da postagem, além das tags, temos o ícone de "Enviar para amigo".
Mas apesar de tudo isso, o grande "tchan" desse novo visual é o fundo do blog. Ele contém desenhos de coisas que marcaram de alguma forma a minha vida. Se você tem uma resolução de tela menor, você verá apenas uma "coluna" de desenhos, mas se tiver uma resolução maior, verá outros.
Pra montar isso tudo, usei basicamente Photoshop e Dreamweaver (ambos da Adobe) e refinei CSS no próprio editor HTML do Blogger. Pesquisei bastante coisa no Templates Novo Blogger, deu uma ajuda e tanto!
Bom, chega de falar!
Eu curti essa mudança, essa nova cara. Quero saber o que vocês acharam.
Elogiem, critiquem, sugiram, reclamem. Comentem!
13 de julho de 2009
Bebês viram "manos" e andam de patins em comercial
Vi esse vídeo no final de semana e achei o máximo! Os "manos-bebês" "arrasando" com seus patins "irados". Quantas aspas, né? Mas o comercial acima, de uma marca de água mineral, merece aspas, ou citação, pela criatividade.
Todos sabem que bebês e filhotes em propaganda são os itens que estatisticamente mais atraem o público. Mas além de fofinho, esse conseguiu ser mais divertido que os mamíferos da Parmalat.
6 de julho de 2009
A influência das redes sociais na relação empresa-consumidor
O texto abaixo foi publicado no Portal Imprensa. Entitulado "O Twitter e a derrocada do autoritarismo na comunicação", apesar de longo, é extremamente interessante para compreender as mudanças que essa era de redes sociais vem trazendo para a relação das empresas (sejam públicas, privadas, multinacionais, artistas, políticos, entre outros) com o consumidor.
"Nenhuma organização se sente confortável quando um consumidor tece críticas a ela, particularmente quando isso acontece publicamente, sobretudo tendo a mídia como caixa de ressonância. Ela sempre imagina que a sua imagem resultará arranhada, o que pode ser absolutamente verdade (mas será que ela não mereceu o puxão de orelhas?).
É razoável aceitar que, quase sempre, ao ser criticada, uma organização (ou mesmo uma pessoa) entra mesmo nessa zona de desconforto, se coloca na defensiva ou busca argumentos contrários (mas nem sempre verdadeiros) para neutralizar crítica etc. Esta postura é normal porque esse negócio de dar a outra face depois de levar uma bofetada não se aplica bem ao universo dos negócios.
Mas não é normal, (na verdade, parece doentio) quando uma organização se empenha para calar as críticas, promove represálias aos descontentes ou ameaça com processos jornalistas e cidadãos que, merecidamente, resolvem pisar-lhe no pé. Encastelada na sua arrogância, não admite que possa estar errada ou que deva existir espaço no mercado e na sociedade para posições divergentes. Querem governar magnanimamente e desfilar sob aplausos. Mas está cada vez
mais difícil conseguir ou impor unanimidade.
Há uma explicação (justificativa nunca!) para essa postura: as organizações costumam ser autoritárias simplesmente porque seus diretores (ou gestores em geral) ainda estão, em sua esmagadora maioria, amarrados a uma cultura retrógrada, dinossáurica, que encara as críticas como ameaças. Eles não conseguem perceber sinais de alerta ou mesmo sugestões brilhantes que brotam do terreno da boca ou da pena (mais recentemente da tecla) do adversário.
As empresas privadas ou públicas muitas vezes assumem esta atitude autoritária com o objetivo de instituir o silêncio, a falsa excelência de ações e processos, porque não estão dispostas, capacitadas a enfrentar as divergências. Fala-se muito em diversidade cultural, mas, na prática, são transgênicas, não diversas, defendem a tese da opinião unânime e, evidentemente, a seu favor. Proclamam-se sustentáveis, mas praticam o marketing verde e usam o discurso da responsabilidade social como disfarce.
A cultura da arrogância pode ser vista na postura da Petrobrás (a empresa camaleão - meio pública e meio privada) e, em particular do seu presidente (ganhou por causa disso até editorial do Estadão), que busca a todo custo, valendo-se do seu lado público (relação não transparente com governos e partidos), impedir que a CPI coloque o dedo nas suas feridas (vai ver elas são muitas e a Petrobras é muito sensível a dores!). Criou blog (e fez bem), afrontou os jornalistas (aí fez mal) e, respaldada no seu imenso poder econômico (seu lado privado), continua tentando, a todo momento, sufocar as divergências (mas, como diz o ditado, algumas coisas tendem a cheirar mal quanto mais se cutuca), hasteando a bandeira da transparência.
A cultura da arrogância pode ser encontrada na Telefônica que sempre buscou mascarar as suas mazelas tecnológicas e de pessoal até que os apagões e caladões na banda larga e na telefonia fixa não couberam mais debaixo do tapete. Fingiu pedir desculpas (funcionou uma vez), usou a mesma estratégia novamente, insistiu ainda de novo, mas, como só o discurso não resolve problemas reais, teve que pedir arrego e prometer investimentos imediatos (é bom ficar de olho porque culturas assim são melhores para prometer do que para cumprir). Está com a venda do Speedy suspensa, o que deveria mesmo acontecer até que ela arrumasse a casa, um desarranjo de dar dó (ostenta com galhardia o título de campeã de reclamações há muito tempo).
O momento exige mudanças. As organizações precisam, por uma questão de sobrevivência, conviver com a divergência porque ela será sempre maior, tendo em vista o aumento da concorrência, a visão mais crítica dos consumidores e o avanço da legislação que tolera cada vez menos abusos (embora a Justiça seja conivente com os faltosos, vide o Senado brasileiro, paraíso de mordomos, sobrinhos, netos e mausoléus!).
Um exemplo interessante foi relatado em reportagem da BusinessWeek, publicada no Valor Econômico (22/06/2009, p. B3) sob o título "Na Nokia, falar 'mal' da companhia dá recompensa". Segundo matéria assinada por Jack Ewing, diretamente de Frankfurt, Alemanha, " no terceiro trimestre de 2008, a Nokia estabeleceu uma intranet chamada Blog-Hub, abrindo a rede aos funcionários blogueiros de todas as partes do mundo. Escrevendo sob pseudônimos como "Hulk" e "Agulha", os funcionários podem ser cruéis, atacando seus empregadores por tudo, desde as práticas de compras à velocidade do software dos celulares. Em vez de 'acabar com a festa', os administradores da Nokia querem que eles 'botem tudo para fora".
É evidente que as críticas toleráveis, mesmo na Nokia, limitam-se a produtos e processos, mas isso já é um avanço. Falar das chefias incompetentes talvez não seja razoável na Dinamarca como não costuma ser em qualquer empresa brasileira. Que funcionário da Petrobras teria coragem de dizer ao Gabrielli que ele é arrogante? Que funcionário da Telefônica terá coragem de dizer ao Valente (com esse nome fica mais difícil mesmo!) para ele parar de vender Speedy porque não há estrutura que suporte tanta ligação? Mas a gente pode, o Estadão pode, a Aneel pode e, eles gostem ou não, vão ter, como diz o Zagalo, que
engolir sem mastigar.
As empresas não estão mais, embora algumas insistam em fechar os olhos para a realidade, blindadas contra as críticas porque as redes sociais, o Twitter, o Orkut, os blogs, os grupos de discussão, passaram a ser ambiente propício para esta modalidade nova de "rádio peão"eletrônica para a qual não há controle e censura que dêem jeito. Basta não andar na linha, basta desrespeitar o consumidor, praticar o assédio moral contra funcionários (será que o ambiente da AmBev já melhorou depois de tantos processos movidos por ex-colaboradores?) ou prejudicar os investidores (que a Aracruz e a Sadia tenham aprendido a lição!) para que a comunicação máquina-a-máquina funcione a todo vapor. E o ruído silencioso das redes sociais , da comunicação eletrônica é mais devastador do que o dos megafones e carros de som tradicionais.
Não há saída: a sociedade conectada não favorece o controle, torna ineficaz a estratégia antiga (infelizmente ainda utilizada em centenas de cidades brasileiras por empresas e autoridades) de cooptar veículos de comunicação em troca de anúncios, por amizade etc ou mesmo de ameaçar jornalistas/radialistas que insistem em denunciar escândalos políticos ou econômicos.
Hoje somos milhões de cidadãos mobilizados e munidos de trombones digitais para literalmente botarmos a boca no mundo, se necessário. Não dá para subornar todos nós, silenciar todos nós, mesmo porque, felizmente, sempre existirão muitos, cada vez mais, que repudiam ameaças e não se vendem por coisa alguma. Há um rascunho de cidadania planetária sendo escrito em cada jovem que nasce neste mundo conectado, mas ainda devastado, contaminado por agrotóxico, sem ética e sem solidariedade humana. Essa geração, se não reprimida, pode alterar as regras do jogo que foram impostas há tempo por corporações poderosas, governos totalitários, parlamentares corruptos e empresários inescrupulosos.
As empresas devem contemplar as críticas como sinais de alerta porque boa parte delas se origina de motivos concretos ou até da sua incompetência em estabelecer diálogo com os seus públicos de interesse. Muitas preferem monitorá-las com o objetivo de desenvolver ações de intimidação ou de cooptação (continuam acreditando que toda pessoa tem seu preço!) em vez de ouvirem com mais cuidado e respeito porque consumidores, funcionários, na maioria dos casos, apenas querem colaborar, ainda que o tom não seja em princípio cordial (o que faria você se ficasse sem telefone ou internet o dia todo e dependesse deles para fechar negócios, conversar com parentes e amigos?).
As organizações precisam recrutar pessoas, especialmente líderes autênticos (há chefes que não lideram coisa alguma e que só se impõem pela possibilidade que as empresas lhes dão de chicotear aqueles que os contestam), que estejam dispostos a esta interação com humildade, praticando, interna e externamente, uma autêntica gestão de informações e de conhecimentos.
Os consumidores e a sociedade tendem a ser cada vez mais plurais em contraposição à tendência monopolista dos mercados. Mas essa conta, que não fecha, não será resolvida com tranqüilidade porque os espaços de comunicação e de crítica se tornarão cada vez maiores e mais ruidosos. Contra a pressão de gravadoras e editoras, compartilhamento de material (arquivos, músicas) na web; contra software proprietários, o software livre. Contra Gabriellis e Agnellis, se postarão Silvas, Joãos e Antônios que não curvam a espinha. Contra congressistas sem ética, existirão blogueiros e twitteiros com a língua afiada e os dedos ligeiros.
Seremos todos piratas (no bom sentido) no futuro, mesmo que essa realidade pareça distante neste momento. Teremos que compartilhar valores, saberes, informações, conhecimentos se quisermos sobreviver em paz.
Até que isso aconteça, o negócio é resistir ao autoritarismo (o exemplo de Honduras indica que as ditaduras são cada vez menos toleráveis) de chefias, de empresas, de governos. Contra a censura, a auto-censura e o grito, usaremos o sarcasmo, a ironia, a conversa ao pé do fogo. Contra Davos o Fórum Social. Contra latifúndios (na agricultura e na mente), lançaremos mão da nossa opinião diversa, avessa à transgenia cultural e defenderemos, com veemência, a bio e a sociodiversidade.
Comunicação democrática, diálogo, relacionamento saudável são atributos de uma organização moderna e, ainda que lentamente, a utopia da prevalência da solidariedade humana se fortalecerá porque, gradativamente, este será o desejo (e a necessidade) de todos nós.
As mulheres do Irã, os agricultores familiares, os excluídos pelas barragens, os indígenas e quilombolas expulsos pelos grandes projetos de mineração e de papel e celulose (vide Aracruz no Espírito Santo!), os trabalhadores escravizados por madeireiras e usineiros sem escrúpulos encontrarão mais facilmente vozes para defendê-los. O meio ambiente preservado já é, por exemplo, uma aspiração de todos nós e essa luta nos mobiliza planetariamente. Bush já era, assim como perderão voz e vez o presidentes arrogantes das empresas nacionais e internacionais.
Entramos na era das redes, dos movimentos organizados, da comunicação crítica e, neste novo cenário, as organizações e os governos terão que fazer o jogo da contemporaneidade.
Twitter, Orkut, "rádio peão" e blogs irreverentes serão nossas enxadas eletrônicas contra empresas e chefias autoritárias. Um dia, aquela frase hipócrita - "o funcionário é o nosso maior patrimônio " (não é, Embraer?) - deixará de ser apenas um discurso vazio que freqüenta folders e vídeos institucionais e vigorará na prática.
As organizações e governos que quiserem "pagar para ver" levarão um tranco fenomenal. Quando a utopia se transformar em realidade, não haverá espaço para ditadores ou privilegiados, em Honduras ou no Senado. E isso só acontecerá, se acreditarmos nisso e estivermos dispostos a realizar as mudanças necessárias. O Twitter, o Orkut, os portais, os blogs são a nossa nova arma. Estamos nos preparando para a luta. E você está convidado.
As novas gerações darão o golpe fatal nas empresas, governos, oligarquias e patrões que, depois de terem avançado sobre o nosso passado, ainda tentam impedir no presente que a gente construa o nosso futuro.
Twittemos todos. A verdade é filha do tempo e não da autoridade (Goeth?)."
[Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor da UMESP e da USP, diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa. Editor de 4 sites temáticos e de 4 revistas digitais de comunicação.]
"Nenhuma organização se sente confortável quando um consumidor tece críticas a ela, particularmente quando isso acontece publicamente, sobretudo tendo a mídia como caixa de ressonância. Ela sempre imagina que a sua imagem resultará arranhada, o que pode ser absolutamente verdade (mas será que ela não mereceu o puxão de orelhas?).
É razoável aceitar que, quase sempre, ao ser criticada, uma organização (ou mesmo uma pessoa) entra mesmo nessa zona de desconforto, se coloca na defensiva ou busca argumentos contrários (mas nem sempre verdadeiros) para neutralizar crítica etc. Esta postura é normal porque esse negócio de dar a outra face depois de levar uma bofetada não se aplica bem ao universo dos negócios.
Mas não é normal, (na verdade, parece doentio) quando uma organização se empenha para calar as críticas, promove represálias aos descontentes ou ameaça com processos jornalistas e cidadãos que, merecidamente, resolvem pisar-lhe no pé. Encastelada na sua arrogância, não admite que possa estar errada ou que deva existir espaço no mercado e na sociedade para posições divergentes. Querem governar magnanimamente e desfilar sob aplausos. Mas está cada vez
mais difícil conseguir ou impor unanimidade.
Há uma explicação (justificativa nunca!) para essa postura: as organizações costumam ser autoritárias simplesmente porque seus diretores (ou gestores em geral) ainda estão, em sua esmagadora maioria, amarrados a uma cultura retrógrada, dinossáurica, que encara as críticas como ameaças. Eles não conseguem perceber sinais de alerta ou mesmo sugestões brilhantes que brotam do terreno da boca ou da pena (mais recentemente da tecla) do adversário.
As empresas privadas ou públicas muitas vezes assumem esta atitude autoritária com o objetivo de instituir o silêncio, a falsa excelência de ações e processos, porque não estão dispostas, capacitadas a enfrentar as divergências. Fala-se muito em diversidade cultural, mas, na prática, são transgênicas, não diversas, defendem a tese da opinião unânime e, evidentemente, a seu favor. Proclamam-se sustentáveis, mas praticam o marketing verde e usam o discurso da responsabilidade social como disfarce.
A cultura da arrogância pode ser vista na postura da Petrobrás (a empresa camaleão - meio pública e meio privada) e, em particular do seu presidente (ganhou por causa disso até editorial do Estadão), que busca a todo custo, valendo-se do seu lado público (relação não transparente com governos e partidos), impedir que a CPI coloque o dedo nas suas feridas (vai ver elas são muitas e a Petrobras é muito sensível a dores!). Criou blog (e fez bem), afrontou os jornalistas (aí fez mal) e, respaldada no seu imenso poder econômico (seu lado privado), continua tentando, a todo momento, sufocar as divergências (mas, como diz o ditado, algumas coisas tendem a cheirar mal quanto mais se cutuca), hasteando a bandeira da transparência.
A cultura da arrogância pode ser encontrada na Telefônica que sempre buscou mascarar as suas mazelas tecnológicas e de pessoal até que os apagões e caladões na banda larga e na telefonia fixa não couberam mais debaixo do tapete. Fingiu pedir desculpas (funcionou uma vez), usou a mesma estratégia novamente, insistiu ainda de novo, mas, como só o discurso não resolve problemas reais, teve que pedir arrego e prometer investimentos imediatos (é bom ficar de olho porque culturas assim são melhores para prometer do que para cumprir). Está com a venda do Speedy suspensa, o que deveria mesmo acontecer até que ela arrumasse a casa, um desarranjo de dar dó (ostenta com galhardia o título de campeã de reclamações há muito tempo).
O momento exige mudanças. As organizações precisam, por uma questão de sobrevivência, conviver com a divergência porque ela será sempre maior, tendo em vista o aumento da concorrência, a visão mais crítica dos consumidores e o avanço da legislação que tolera cada vez menos abusos (embora a Justiça seja conivente com os faltosos, vide o Senado brasileiro, paraíso de mordomos, sobrinhos, netos e mausoléus!).
Um exemplo interessante foi relatado em reportagem da BusinessWeek, publicada no Valor Econômico (22/06/2009, p. B3) sob o título "Na Nokia, falar 'mal' da companhia dá recompensa". Segundo matéria assinada por Jack Ewing, diretamente de Frankfurt, Alemanha, " no terceiro trimestre de 2008, a Nokia estabeleceu uma intranet chamada Blog-Hub, abrindo a rede aos funcionários blogueiros de todas as partes do mundo. Escrevendo sob pseudônimos como "Hulk" e "Agulha", os funcionários podem ser cruéis, atacando seus empregadores por tudo, desde as práticas de compras à velocidade do software dos celulares. Em vez de 'acabar com a festa', os administradores da Nokia querem que eles 'botem tudo para fora".
É evidente que as críticas toleráveis, mesmo na Nokia, limitam-se a produtos e processos, mas isso já é um avanço. Falar das chefias incompetentes talvez não seja razoável na Dinamarca como não costuma ser em qualquer empresa brasileira. Que funcionário da Petrobras teria coragem de dizer ao Gabrielli que ele é arrogante? Que funcionário da Telefônica terá coragem de dizer ao Valente (com esse nome fica mais difícil mesmo!) para ele parar de vender Speedy porque não há estrutura que suporte tanta ligação? Mas a gente pode, o Estadão pode, a Aneel pode e, eles gostem ou não, vão ter, como diz o Zagalo, que
engolir sem mastigar.
As empresas não estão mais, embora algumas insistam em fechar os olhos para a realidade, blindadas contra as críticas porque as redes sociais, o Twitter, o Orkut, os blogs, os grupos de discussão, passaram a ser ambiente propício para esta modalidade nova de "rádio peão"eletrônica para a qual não há controle e censura que dêem jeito. Basta não andar na linha, basta desrespeitar o consumidor, praticar o assédio moral contra funcionários (será que o ambiente da AmBev já melhorou depois de tantos processos movidos por ex-colaboradores?) ou prejudicar os investidores (que a Aracruz e a Sadia tenham aprendido a lição!) para que a comunicação máquina-a-máquina funcione a todo vapor. E o ruído silencioso das redes sociais , da comunicação eletrônica é mais devastador do que o dos megafones e carros de som tradicionais.
Não há saída: a sociedade conectada não favorece o controle, torna ineficaz a estratégia antiga (infelizmente ainda utilizada em centenas de cidades brasileiras por empresas e autoridades) de cooptar veículos de comunicação em troca de anúncios, por amizade etc ou mesmo de ameaçar jornalistas/radialistas que insistem em denunciar escândalos políticos ou econômicos.
Hoje somos milhões de cidadãos mobilizados e munidos de trombones digitais para literalmente botarmos a boca no mundo, se necessário. Não dá para subornar todos nós, silenciar todos nós, mesmo porque, felizmente, sempre existirão muitos, cada vez mais, que repudiam ameaças e não se vendem por coisa alguma. Há um rascunho de cidadania planetária sendo escrito em cada jovem que nasce neste mundo conectado, mas ainda devastado, contaminado por agrotóxico, sem ética e sem solidariedade humana. Essa geração, se não reprimida, pode alterar as regras do jogo que foram impostas há tempo por corporações poderosas, governos totalitários, parlamentares corruptos e empresários inescrupulosos.
As empresas devem contemplar as críticas como sinais de alerta porque boa parte delas se origina de motivos concretos ou até da sua incompetência em estabelecer diálogo com os seus públicos de interesse. Muitas preferem monitorá-las com o objetivo de desenvolver ações de intimidação ou de cooptação (continuam acreditando que toda pessoa tem seu preço!) em vez de ouvirem com mais cuidado e respeito porque consumidores, funcionários, na maioria dos casos, apenas querem colaborar, ainda que o tom não seja em princípio cordial (o que faria você se ficasse sem telefone ou internet o dia todo e dependesse deles para fechar negócios, conversar com parentes e amigos?).
As organizações precisam recrutar pessoas, especialmente líderes autênticos (há chefes que não lideram coisa alguma e que só se impõem pela possibilidade que as empresas lhes dão de chicotear aqueles que os contestam), que estejam dispostos a esta interação com humildade, praticando, interna e externamente, uma autêntica gestão de informações e de conhecimentos.
Os consumidores e a sociedade tendem a ser cada vez mais plurais em contraposição à tendência monopolista dos mercados. Mas essa conta, que não fecha, não será resolvida com tranqüilidade porque os espaços de comunicação e de crítica se tornarão cada vez maiores e mais ruidosos. Contra a pressão de gravadoras e editoras, compartilhamento de material (arquivos, músicas) na web; contra software proprietários, o software livre. Contra Gabriellis e Agnellis, se postarão Silvas, Joãos e Antônios que não curvam a espinha. Contra congressistas sem ética, existirão blogueiros e twitteiros com a língua afiada e os dedos ligeiros.
Seremos todos piratas (no bom sentido) no futuro, mesmo que essa realidade pareça distante neste momento. Teremos que compartilhar valores, saberes, informações, conhecimentos se quisermos sobreviver em paz.
Até que isso aconteça, o negócio é resistir ao autoritarismo (o exemplo de Honduras indica que as ditaduras são cada vez menos toleráveis) de chefias, de empresas, de governos. Contra a censura, a auto-censura e o grito, usaremos o sarcasmo, a ironia, a conversa ao pé do fogo. Contra Davos o Fórum Social. Contra latifúndios (na agricultura e na mente), lançaremos mão da nossa opinião diversa, avessa à transgenia cultural e defenderemos, com veemência, a bio e a sociodiversidade.
Comunicação democrática, diálogo, relacionamento saudável são atributos de uma organização moderna e, ainda que lentamente, a utopia da prevalência da solidariedade humana se fortalecerá porque, gradativamente, este será o desejo (e a necessidade) de todos nós.
As mulheres do Irã, os agricultores familiares, os excluídos pelas barragens, os indígenas e quilombolas expulsos pelos grandes projetos de mineração e de papel e celulose (vide Aracruz no Espírito Santo!), os trabalhadores escravizados por madeireiras e usineiros sem escrúpulos encontrarão mais facilmente vozes para defendê-los. O meio ambiente preservado já é, por exemplo, uma aspiração de todos nós e essa luta nos mobiliza planetariamente. Bush já era, assim como perderão voz e vez o presidentes arrogantes das empresas nacionais e internacionais.
Entramos na era das redes, dos movimentos organizados, da comunicação crítica e, neste novo cenário, as organizações e os governos terão que fazer o jogo da contemporaneidade.
Twitter, Orkut, "rádio peão" e blogs irreverentes serão nossas enxadas eletrônicas contra empresas e chefias autoritárias. Um dia, aquela frase hipócrita - "o funcionário é o nosso maior patrimônio " (não é, Embraer?) - deixará de ser apenas um discurso vazio que freqüenta folders e vídeos institucionais e vigorará na prática.
As organizações e governos que quiserem "pagar para ver" levarão um tranco fenomenal. Quando a utopia se transformar em realidade, não haverá espaço para ditadores ou privilegiados, em Honduras ou no Senado. E isso só acontecerá, se acreditarmos nisso e estivermos dispostos a realizar as mudanças necessárias. O Twitter, o Orkut, os portais, os blogs são a nossa nova arma. Estamos nos preparando para a luta. E você está convidado.
As novas gerações darão o golpe fatal nas empresas, governos, oligarquias e patrões que, depois de terem avançado sobre o nosso passado, ainda tentam impedir no presente que a gente construa o nosso futuro.
Twittemos todos. A verdade é filha do tempo e não da autoridade (Goeth?)."
[Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor da UMESP e da USP, diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa. Editor de 4 sites temáticos e de 4 revistas digitais de comunicação.]
1 de julho de 2009
Os 3 Novos Tenores
Meu Deus!
Fiquei arrepiado ouvindo esses caras cantando... É de dar gosto. O primeiro, que começa a cantar, o Gianluca Ginoble, de apenas 14 anos é o que manda melhor. Vale a pena dar uma olhada!
Eles estão sendo chamados de Os 3 Novos Tenores.
Você concorda? Eu sim!
Fiquei arrepiado ouvindo esses caras cantando... É de dar gosto. O primeiro, que começa a cantar, o Gianluca Ginoble, de apenas 14 anos é o que manda melhor. Vale a pena dar uma olhada!
Eles estão sendo chamados de Os 3 Novos Tenores.
Você concorda? Eu sim!
Toque com os Beatles
Os Beatles vão ter um game focado neles e nas suas músicas, dá só uma olhada no vídeo abaixo!
Essa foi uma dica de Junior Lima através de seu página oficial no Twitter.
Não entendi muito bem como vai funcionar esse jogo, mas gostei muito da estética do vídeo, da edição, das músicas etc. Aí ele explicou melhor e com link pra um outro vídeo que deixou claro o que é o jogo, um Guitar Hero, dos Beatles.
Bem legal, né?
E por falar em Twitter, agora vocês acompanham meu Twitter aqui na barra lateral do blog. Notícias em tempo quase-real.
=P
Em tempo: Por falar em grandes ídolos da música, Michael Jackson, descanse em paz e obrigado por sua obra.
Essa foi uma dica de Junior Lima através de seu página oficial no Twitter.
Não entendi muito bem como vai funcionar esse jogo, mas gostei muito da estética do vídeo, da edição, das músicas etc. Aí ele explicou melhor e com link pra um outro vídeo que deixou claro o que é o jogo, um Guitar Hero, dos Beatles.
@Junior_Lima: esse http://bit.ly/18u1Uk eh um trailer do jogo "Rock Band"q vai sair só com musicas dos beatles! http://bit.ly/mDfRr
Bem legal, né?
E por falar em Twitter, agora vocês acompanham meu Twitter aqui na barra lateral do blog. Notícias em tempo quase-real.
=P
Em tempo: Por falar em grandes ídolos da música, Michael Jackson, descanse em paz e obrigado por sua obra.
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