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5 de novembro de 2012

Um olhar sobre o amor e o feeling

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Achei em uns e-mails não lidos, um da minha irmã que tinha no assunto: "Bonito". Depois de ler, também achei bonito. E, mais do que isso, achei inteligente. É uma inteligência natural, que fica clara no final do texto.

"Se me pedissem para responder em poucas palavras por que tem tanta gente interessante sozinha e infeliz por aí, eu não iria hesitar muito em responder: porque eles não querem estar sozinhos, mas não sabem estar juntos. Porque, na primeira oportunidade, tem muita gente que se agarra desesperadamente à chance de encontrar o amor da sua vida, mas não está nem um pouco interessado em construir uma relação de verdade com o príncipe encantado, quer ver logo a coroa de princesa e as declarações apaixonadas do lado de um cavalo branco.


E quem procura até acha, mas acaba se contentado com o primeiro que encontra. Ninguém mais está preocupado em se dedicar à pessoa certa, mesmo que ela seja apenas uma das dezenas que estão por aí no mundo e que combinariam muito com seus planos na vida. Na esperança de achar uma alma gêmea que nem sempre existe, se desesperam e vão com muita sede a um pote vazio, que deveria ser completado não com suas expectativas inalcançáveis sobre relacionamento, mas o que ela tem a oferecer a quem diz que ama.


Outro dia li em um comentário por aí dizendo que o problema é sempre quando alguém tenta fazer outro feliz. Que ninguém tem a obrigação de fazer uma pessoa feliz que não seja ele mesmo. Fiquei bastante escandalizada. Quem disse que é uma obrigação? A palavra relacionamento acabou substituindo a palavra amor e tudo virou uma ciência, repleta de estatísticas, jeitos de se fazer. Homens preferem isso e aquilo na cama. Mulheres são mais assim e assado, mas também não dispensam um pau com mais do que tantos centímetros, diz pesquisa.


Tem coisa melhor nessa vida do que saber que o outro está precisando de um colo e fazer de tudo para ser esse ombro amigo? Tem coisa melhor do que ser melhor amigo de quem se ama? Tem coisa melhor do que só parar de se divertir com os errados quando realmente achar o certo? Muito se diz sobre relacionamentos que acabam por que virou só amizade, mas pouco sobre os que acabam porque nunca foram. Intimidade, cumplicidade, não se paga com nenhum tipo de falsa liberdade. Não se engane, experiência nenhuma que vale a pena vai manter você nos seus eixos. E é preciso estar preparado para que sua vida seja chacoalhada de um jeito que você, se tudo der certo, não vai nem querer controlar. Paixão é assim. Amor continua sendo assim, você vai se entregando à vida, vai se entregando a quem ama, vai deixando de pensar só em si.


Se você quiser que o seu namoro/casamento/relacionamento – que o seu amor – dure, que ele marque sua vida de um jeito que vai ser difícil viver depois sem estar rodeado, repleto de uma felicidade absurda, se você quer realmente experimentar um amor de alma, um amor de olhar no fundo dos olhos e entender em dois segundos quem é o outro, do que ele precisa para ser feliz – e que ele faça o mesmo por você -, vai ter que abrir mão da postura individualista de querer tudo e não dar nada.


De uns tempos para cá, comecei a me sentir a mulher mais feliz do mundo por nunca ter tido um desses relacionamentos de estatística, planejado, pensado, calculado para não dar intimidade demais nem resultar em liberdade de menos. Eu só amei, amei, amei, amei muito. Sem ficar podando arestas e vivendo com medo de como as coisas vão se sair. Porque bom mesmo é acordar todos os dias, olhar pro lado e não acreditar em quanta felicidade o destino te reservou. Não por uma noite, nem por seis meses, mas por anos e anos. Infelizmente, isso é muito raro. E não porque é impossível, como os mais desiludidos acreditam às vezes. Mas porque tem muita gente querendo amor, e pouca gente sabendo o que é isso."


Esse texto é de autoria desconhecida pra mim. Se você for a autora, identifique-se! Darei os créditos com gosto. Ele reflete bem a minha visão do amor. O amor não é desesperado, é construção, é dia-a-dia, são os pequenos detalhes do cotidiano, as pedrinhas colocadas pouco a pouco. Isso é muito bonito de se dizer e parece muito fácil, mas não vamos nos iludir. Vamos pensar de modo realista? São os pequenos desafios que o casal vence juntos que vão construindo uma terceira personalidade, mas mantendo as duas anteriores. E isso é o que dá tesão de amar.

É engraçado como hoje as pessoas não criam tempo. Ontem estava discutindo sobre isso em relação a amizades, durante um almoço no trabalho. Antigamente, as pessoas disponibilizavam tempo pros amigos. Hoje, o tempo que se tem é o login no Facebook. Ninguém visita mais, poucos saem juntos pra uma conversa mais longa do que um check-in no Foursquare porque lá vai mostrar que esteve com você. Poucos discorrem sobre filosofias, religião, humanidade e assuntos mais profundos que o final da novela. Não me entendam mal. Eu adorei imaginar finais alternativos pra Carminha e Nina, mas ao mesmo tempo que sou totalmente tecnológico, antenado, amante de pop (cinema, música, arte, cultura), também sou muito analógico. Gosto de uma conversa olho no olho, abraço, carinho entre pessoas queridas (família, amigos, etc.), toque, cheiro, e por aí vai.

Não sei se isso foi resultado da explosão das redes sociais ou do não preparo das pessoas pra recebê-las. Essas mídias são fantásticas tanto pra manter contato cotidiano com pessoas que você nunca teria oportunidade de ficar "tão próximo" se não fosse a Internet como para conhecer gente nova. E sou super adepto a elas. Mas eu acho que elas acabam vazias se não servirem de ponte e sim como fim. O gostoso é usá-las pra marcar um reecontro com os colegas de colégio, por exemplo, mas ir ao encontro, ver as pessoas, rir com elas, falar bastante besteira e esquecer da vida por alguns momentos é mais legal ainda.

E tenho a impressão de que o processo das relações não importa mais. Para o amor, é tão gratificante quando depois de anos, você olha pra trás e vê a evolução, a construção conjunta. É um orgulho que ninguém tira dos dois, independentemente do futuro. E você se sente completo com essas sensações.
Ninguém ama de um dia pro outro. Não funciona assim tão rápido. A gente se apaixona sim. Mas a paixão ela é mais singular e meteórica. Geralmente nos apaixonamos pelo sorriso, pelo jeito, pela química na cama. E é uma delícia curtir a paixão. Mas ela passa. E se o processo não estiver sendo cultivado, sobra o que?

Concordo com a autora quando ela diz que as relações não são tão regradas. Se eu tive um jantar ou uma noite agradável e tenho vontade de ligar ou dar sinal de vida no dia seguinte, porque deveria me privar? "Pra não assustar o outro", muitos responderiam. Eu sou assim, quero ser espontâneo. E se a pessoa gostar disso, ótimo! Se se assustar, paciência, mas não é pra durar mesmo. É tudo simples, mas a gente complica. Se você desrespeita a "regra dos 3 dias" pode arruinar o relacionamento... Sério? Sou retrô e antiquado pra isso. Me sinto feliz de ver como conquista coisas como conhecer os pais de quem você ama. E aquela primeira festa em família? O frio na barriga de apresentar pra todo mundo como "meu namorado". A primeira noite que você dorme na casa dele e ele na sua. Acordar mais cedo que ele e ficar olhando ele dormindo. São coisas tão banais e desvalorizadas hoje que desanima um pouco. Mas sei que existem outros velhos como eu, que amam tecnologia, mas também se veriam felizes se tivessem nascido nos anos 20.

Sou retrô, mas não careta. Muita gente quer só uma curtição carnal. Não é errado isso, mas não adianta procurar romance no sexo casual nem sexo casual no romance, certo? O "feeling", tão pouco usado ultimamente, ajuda bastante a definir os caminhos que você deve tomar.
Seja feliz.
Use-o.
Apaixone-se.
Curta o processo.
Ame.
Seja feliz.

[ATUALIZAÇÃO] Graças à minha querida amiga Gabi, descobri que a autora do texto é a Vana Medeiros e o texto foi originalmente publicado aqui ó: http://www.casalsemvergonha.com.br/2012/09/25/porque-nao-se-diz-eu-te-amo-para-qualquer-um/

15 de maio de 2011

A saga para ser um NET Babaca

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Se você está pensando em comprar um serviço de TV por assinatura + Internet + telefone em São Paulo, pense 40 vezes antes de escolher a NET. Entenda um pouco da minha saga.

Depois de pesquisar algumas operadoras, descobri que havia uma consultora/vendedora da NET, a Rita Amaral, que atendia o meu novo prédio. Liguei pra ela, ela me atendeu bem, mas não tive nenhum preço mais baixo como achei que teria por ter um atendimento em condomínio. Fechei um pacote com ela, um dos mais básicos, só pra eu conseguir ter um acesso à Internet, que era minha intenção inicial.

Foi agendada a instalação para 07/05/2011, sábado pré-Dia das Mães, entre 12h e 18h. Como sempre acontece com todo mundo, tive que ficar plantado em casa o dia todo esperando. Por orientação da vendedora, liguei às 8h para a central de agendamento para confirmar a instalação. A atendente me confirmou. Por volta de 12h, recebi uma ligação da central confirmando novamente a instalação. Às 16h30, a central me liga informando que não fariam mais a instalação naquele dia. Informei a ela que só fechei o pacote com eles porque a instalação havia sido prometida para aquele sábado, pois durante a semana não poderia atender. Ela me perguntou se poderia ser feito depois das 18h, na intenção de que eu respondesse que o condomínio não autorizaria. Mas eu já tinha conversado no condomínio e eles já haviam me autorizado a instalação pós-18h. Ela me enrolou mais 1h30 e disse que não tinha conseguido agendar para aquele dia. Ou seja, deixei de sair pra comprar o presente de Dia das Mães pra minha mãe por conta disso e fiquei sem Internet, sem TV, sem telefone e minha mãe sem presente.
Notem que todas essas ligações (entre 10 e 20 minutos cada, recheadas de "só um momento, senhor") estavam sendo feitas do meu celular, já que o telefone fixo ainda não havia sido instalado.

No final das contas, pedi para que um amigo ficasse aqui em casa para receber a instalação na quarta-feira, 11/05/2011. Reagendei a visita para esse dia no período da manhã (das 8h às 12h). Pedi para que fosse feito no primeiro horário, já que meu amigo tinha se disponibilizado para ficar aqui. As (más) atendentes da central de agendamento (Aloísia, Vivian e Tássia) 'nada podiam fazer' para recompensar um cliente pela incompetência da empresa. Nesse período, encontrei os perfis da NET no Twitter (pode reclamar: @NEToficial e @NETatende), vi um monte de gente reclamando pelo mesmo motivo e endossei o coro. Na terça, 10/05/2011, recebi uma ligação do atendimento da NET do Twitter, no meu celular e a atendente quis ouvir o que tinha acontecido. Expliquei a situação pra ela, informei o reagendamento para o dia seguinte e ela disse que eu podia ficar sossegado, que a partir de então eles estariam monitorando a situação e que seria registrado um pedido de urgência para o atendimento no primeiro horário.

Na quarta-feira, 11/05/2011, liguei às 8h para confirmar a instalação. Eles me confirmaram, inclusive o pedido de urgência. Meu chamado realmente foi o primeiro atendimento do técnico Alisson, mas o detalhe é que quarta-feira é rodízio dele, então o primeiro atendimento (o meu) ele iniciou às 10h20. Isso pôde ser ouvido numa conversa dele com outro técnico por celular enquanto ele realizava a instalação. Da hora que ele chegou, verificando os cabos, ele demorou cerca de 20/30 minutos para 'pegar os modems no carro'. Ele deve ter aproveitado pra tomar um café. Afinal, né gente, 10h é quase madrugada!

A instalação terminou quase 11h30 da manhã. A Internet estava funcionando, o telefone eu não tinha como testar, pois estava sem o aparelho e a TV estava funcionando somente os canais abertos. De acordo com o Alisson, os canais demorariam cerca de 40 minutos para serem liberados e sintonizados, então não deveríamos desligar da tomada. Assim foi feito. Quando cheguei do trabalho à noite, os canais ainda não estavam funcionando. Na mesma hora liguei (do celular novamente) para o atendimento NET e o rapaz (Alisson também, por sinal) tentou solucionar o problema via telefone, fazendo testes por lá, em uma ligação que também beirou os 20 minutos. Ele não resolveu. E disse que teria que agendar um retorno do técnico à minha residência (protocolo de atendimento 003110525111815). Depois de muito stress, reagendei para domingo, hoje, 15/05/2011, entre 12h e 18h.

Hoje por volta de 12h liguei para a central (dessa vez já do meu 'super' NET Fone) e falei com a Ingrid (protocolo de atendimento 003110527504439) para confirmar a visita técnica. Ela me confirmou e disse para aguardar que o técnico viria hoje. Enquanto esperava ser atendido pela Ingrid, a gravação eletrônica me informou que eu poderia fazer muitos serviços pelo site da NET, inclusive confirmar e reagendar visitas técnicas. Depois de desligar tentei, então, me cadastrar no site, sem sucesso. Tanto na hora que liguei pra Ingrid quanto na hora que tentei me cadastrar, o sistema dizia que meu código NET estava incorreto. Liguei novamente para eles e, em mais uma ligação de 20 minutos, a Tatiana tentou fazer o cadastro, não conseguiu e disse que passaria para a supervisora dela (protocolo de atendimento 003110527508042), que liberaria meu cadastro em 24h. Essa supervisora desconhecida foi a única que cumpriu prazos desde o início do meu contato com a NET. Por volta de 17h30, ainda esperando o técnico, tentei me cadastrar no site e tive sucesso. Entrei na área de visitas técnicas e não constava nenhuma agendada.

Liguei novamente para a central e dessa vez quem me atendeu em mais 20 minutos de NET-Tortura foi o Jorge (protocolo de atendimento 003110527567147) que me disse que não sabia porque não estava aparecendo no site, mas eu podia ficar tranquilo que o técnico apareceria. Nas palavras dele: "pode até passar um pouco das 18h, mas que ele vai, ele vai, fique tranquilo". Eu, tranquilamente, manifestei minha intenção de cancelar o contrato caso ninguém aparecesse, assim como fiz com a Ingrid mais cedo. Ele registrou isso no sistema, de acordo com ele. Enquanto ele fazia o registro, pude ouvir uma outra atendente falando com outro cliente. Falando não, ela estava gritando com o cara, e assim que desligou, a fala dela foi a seguinte: "A NET agradece tenha uma boa noite. Seu filho da puta, babaca do caralho, vai tomar no seu cu", seguida por risadas das demais atendentes que deveriam estar fazendo seu trabalho. É esse o atendimento da NET, minha gente.

Pois bem, passadas 1h15, já depois das 19h, liguei novamente para a central de atendimento, para saber se o técnico ainda estava vivo ou tinha sido abduzido por extra-terrestres. Para minha não-surpresa, o Fábio me informou que 'realmente o técnico não vai poder comparecer à sua residência, para quando podemos reagendar a visita, senhor?" (protocolo de atendimento 003110527606853). Minha perplexidade com a cara-de-pau desses cidadãos explodiu. Mas não importa o que eu dissesse, a única coisa que o Fábio sabia responder era "teremos que reagendar a visita, senhor, para quando podemos reagendar, senhor?". Minha vontade era mandar ele enfiar o senhor, a visita e o técnico tudo em um só lugar, mas disse que não iria reagendar, iria entrar em contato com a Anatel, o Procon e os demais meios que conseguir e em muito breve realizar o cancelamento.

Assim que tiver novidades sobre a saga, esse post será atualizado. Todas as informações ficarão registradas.

1 de abril de 2011

1º de Abril, o April Fool's Day

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E essa quinta-feira foi 1º de Abril, o Dia da Mentira, que no mundo é conhecido como April Fool's Day. E além da minha mentira de que eu ia voltar a morar em Londres a partir do próximo mês (que todo mundo caiu), outras mentiras ou brincadeiras surgiram na web. O Google é rei em fazer isso. Todo ano tem alguma coisa diferente. Já teve ano de mudarem o logo do Orkut pra Yogurt, lembram?

doodle whiteback Orkut ganha novo nome: Yogurt

E esse ano, o Google preparou algumas coisas bem interessantes. Já pensou em ser um "Autocompletador" da empresa?



Agora, se você procura inovação relacionada aos seus e-mails, eis a solução: GMail Motion!



Teve também uma brincadeira para os designers. Se você digitasse "Helvetica", uma das fontes mais populares no mundo do design, na caixa de busca, você receberia como resultado, uma página um pouco diferente. Olha só!





E eles ainda aprontaram mais duas brincadeiras. Uma acaba divulgando o browser deles, Chrome. É um vídeo chamado Everybody Chromercise onde os dedos se exercitam. Até um formulário para você fazer o pedido dessas polainas de dedo eles criaram! Show!



Na última brincadeira, eles fingem que o YouTube tem 100 anos de idade e mostram os Top 5 Virais de 1911.



E o Google UK lançou uma app exclusiva para Android: Google Translator para Animais! Tenho medo do que meu cachorro possa me dizer. Enfim...



Dicas do blog It's Over.

6 de janeiro de 2010

Avatarize-se

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Numa parceria do McDonald's Espanha com o filme Avatar, novo blockbuster da Fox Films, esse site oferece a possibilidade de ver como você ficaria se estivesse vivendo no mundo retratado no filme. Avaratize-se você também!



Caso a animação acima não funcione ou expire, esse é o resultado final da minha pessoa em Avatar.



E depois de pronto, claro, você pode se avatarizar em diversas redes sociais, como publicação instantânea no Facebook, como já se tornou praxe (e obrigação) pras novas campanhas publicitárias.

Ainda não vi o filme, mas somando essas estratégias de divulgação com os comentários positivos do boca-a-boca também quero conferir o filme mais caro da história... e em 3D, claro!

18 de novembro de 2009

Não nascemos prontos

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O jeito como o mundo caminha e como as pessoas encaram as coisas que se apresentam na sua vida (a tecnologia sendo uma delas), é um tema recorrente no emaranhado da minha cabeça, no meio dos meus pensamentos.

Algumas coisas consigo entender e justificar pra mim mesmo em favor da pessoa. Outras vezes, simplesmente não consigo entender como a lógica de uma pessoa pode funcionar da maneira como ela demonstra. Muitas vezes chega a ser surreal! E já conheci muita gente que se encaixa nessa categoria.

E vendo meus e-mails, recebi um do meu pai, com o link pra uma série de vídeos de um seminário falando sobre educação e de como a tecnologia impacta nela. Já recebi muitos textos, vídeos, PPS's sobre o assunto, mas a maioria moralista ao extremo. Esse, mesmo tendo seu quê de retrógrado e hiperbólico, me chamou a atenção por mostrar de modo simples algumas ideias nas quais acredito e luto internamente para manter no meu dia-a-dia. Então achei por bem compartilhar com vocês essa série "Não Nascemos Prontos" que pra mim está principalmente apoiada no argumento de que tudo leva um tempo para acontecer.

Eu pertenço a essa geração tecnológica, mas minha ansiedade e paciência são sempre confrontadas por mim mesmo com a máxima que sempre compreendi da educação que recebi dos meus pais; que tudo tem o seu tempo para acontecer. E é dessa maneira que procuro direcionar minha vida. E fico contente de já ter ouvido várias vezes e de pessoas completamente diferentes, que elas admiram o jeito que eu conduzo minha vida, a maneira que enxergo as coisas. Hoje mesmo recebi um e-mail de alguém muito especial me falando justamente isso, dizendo que procura me ter como exemplo em alguns aspectos. Isso me deixa muito feliz, porque mesmo tendo absoluta certeza de que ainda sei do mundo muito pouco, já consigo fazer a vida de alguém um pouquinho melhor; e também por saber que meus pais acertaram e são os melhores pais do mundo.

E essa série de vídeos demonstra muito bem esse tipo de conduta que procuro ter. Em coisas simples, como sempre que vou dar um presente, procuro alguma coisa que de fato caiba à pessoa. Não gosto de vale-CD's também. Também acho que um pequeno exercício na nossa rotina (mover uma massa no espaço) não faz mal a ninguém. Essa é a conduta que procuro ter. Obviamente, também falho nessas tentativas e já perdi muitos almoços de família, muitos jantares foram trocados pelo isolamento no quarto etc.. Mas acredito que por ter essa ideia constantemente comigo, eu mesmo me policio, me julgo e me condeno por minhas atitudes (salve a gastrite!).

O vídeo , dividido em 4 partes, é um pouco longo, mas se chegou até aqui, vale a pena ver o que o seminarista Mario Sergio Cortella tem a dizer.







24 de agosto de 2009

Conheça o novo RG, o RIC (Registro Único de Identidade Civil)

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O Governo Federal tem projeto há algum tempo de fazer um único documento de identificação. Um projeto para ter um único registro data de 1997, ainda no governo Fernando Henrique. Em 2004, o governo Lula deu continuidade com um investimento de 35 milhões de dólares, adquirindo o Sistema Automatizado de Identificação de Impressões Digitais (o AFIS, do inglês Automated Fingerprint Identification System). E como resultado disso tudo, em 2009 entra em vigor o Registro Único de Identidade Civil, o RIC.



Esse novo documento facilitará a vida dos cidadãos, pois ao fazer um novo cadastro, qualquer que seja, não precisaremos mais informar e tirar cópia de diversos documentos, resumindo esse processo a apenas um cartão magnético como os de banco, munido de um chip que armazenará os dados biométricos do cidadão (altura e impressões digitais, por exemplo) além de documentos como RG (Registro Geral), CPF (Cadastro de Pessoa Física), CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social), Título de Eleitor, PIS/PASEP e CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

O Baixaki fez um review sobre a nova documentação, que começa a valer já em 2009. Confira abaixo um trecho do texto ou veja a matéria completa.

Vamos pontuar alguns pontos positivos desta nova carteira de identidade. Talvez a primeira e principal delas seja a praticidade conferida por um registro único, que nos livrará de ter que informar várias sequências de números toda vez em que um cadastro for realizado, ou então tirar várias cópias de vários documentos diferentes para motivo semelhante. Depois do RIC, apenas um documento, uma sequência numérica será o suficiente.

Outro ponto interessante é a praticidade para retirar novas vias. Se você mora fora de seu estado de origem e já precisou retirar novas vias de seus documentos, já sentiu na pele esta burocracia para conseguir alguns deles, como RG e título de eleitor. Com o RIC, por meio do número, será possível fazer isso em qualquer estado brasileiro sem maiores dificuldades.

A segurança também é ponto-chave deste novo projeto. Com a novidade, ficará ainda mais difícil falsificar documentos, pois um chip presente no cartão garantirá a autenticidade das informações ali prestadas. Além disso, no verso do cartão estarão presentes uma série de códigos e também uma pequena reprodução da foto do cidadão, mais dois obstáculos contra falsificadores.

Por fim, a impressão a laser em um cartão de policarbonato preparado especialmente para isso evitará que o cartão se desgaste ou se quebre com facilidade. Este tipo de impressão não é removido com produtos químicos, e além de ajudar a proteger contra fraudes, garante ainda a durabilidade e a legibilidade do documento. É o Brasil um passo adiante de outras nações quando o assunto é identificação civil.


Para entender um pouco melhor como funciona esse novo documento de identificação, veja o vídeo institucional do Registro Único de Identidade Civil abaixo.



Vocês acham que esse novo documento único é uma boa? Comentem o que acharam dele.

3 de agosto de 2009

Impressoras 3D ficarão populares

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Adorei essa matéria mostrando a evolução das impressoras, agora imprimindo moldes em 3D e ficando cada dia mais populares. É o tipo de coisa que encanta pela inovação e tecnologia envolvidos, mas ao mesmo tempo começo a me questionar quando será o dia que seremos controlados pelas máquinas (se é que isso já não começa a acontecer).

De qualquer modo, é bem interessante ver. Dá uma boa visão do que a tecnologia ainda nos aguarda.

30 de julho de 2009

Ditados digitais

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Mais uma das recebidas por e-mail:

Como estamos na 'Era Digital', foi necessário rever os velhos ditados existentes e adaptá-los à nova realidade. Veja alguns:

1. A pressa é inimiga da conexão.

2. Amigos, amigos, senhas à parte.

3. Antes só, do que em chats aborrecidos.

4. A arquivo dado não se olha o formato.

5. Diga-me que chat freqüentas e te direi quem és.

6. Para bom provedor uma senha basta.

7. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.

8. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.

9. Em terra off-line, quem tem 486 é rei.

10. Hacker que ladra, não morde.

11. Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.

12. Mouse sujo se limpa em casa.

13. Melhor prevenir do que formatar.

14. O barato sai caro. E lento.

15. Quando a esmola é demais, o santo desconfia que tem vírus anexado.

16. Quando um não quer, dois não teclam.

17. Quem ama um 486, Pentium 5 lhe parece.

18. Quem clica seus males multiplica.

19. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.

20. Quem envia o que quer, recebe o que não quer.

21. Quem não tem banda larga, caça com modem.

22. Quem nunca errou, que aperte a primeira tecla.

23. Quem semeia e-mails, colhe spams.

24. Quem tem dedo vai a Roma.com

25. Um é pouco, dois é bom, três é chat ou lista virtual.

26. Vão-se os arquivos, ficam os back-ups.

27. Diga-me que computador tens e direi quem és.

28. Há dois tipos de pessoas na informática. Os que perderam o HD e os que ainda vão perder...

29. Uma impressora disse para outra: Essa folha é sua ou é impressão minha?

30. Aluno de informática não cola, faz backup.

31. O problema do computador é o USB (Usuário Super Burro).

32. Na informática nada se perde, nada se cria. Tudo se copia... e depois se cola.

33. O Natal das pessoas viciadas em computador é diferente. No dia 25 de Dezembro, o Papai Noel desce pelo cabo de rede, sai pela porta serial e diz: Feliz Natal, ROM, ROM, ROM!

29 de julho de 2009

Bola pra frente que pra trás ficou a Imovelweb

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Hey, pessoas!

Ontem foi meu último dia de trabalho na Imovelweb, um portal de busca de imóveis. O site é líder no segmento e é, dentre os concorrentes, o que apresenta o melhor resultado, não pela quantidade, mas pela qualidade.

Ficando um pouco menos de 1 ano lá, desenvolvi alguns projetos que me ensinaram bastante. Logo que entrei, peguei um projeto em andamento para a nova página de detalhes de anúncio, que tinha essa cara da imagem abaixo (peço desculpas pela qualidade da imagem).



E fizemos um retrabalho de design e depois fiz vários ajustes de HTML/CSS para poder mandar pra frente. E eu gostei do resultado final, que foi pro ar já há algum tempo.



No rodapé do site, em todas as páginas, havia um amontoado de texto que virou uma sequência de links mais buscados no site e eu fiz um CSS pra esse espaço. O resultado final ficou mais limpo e organizado do que antes.



Agora o projeto mais legal, desafiador e trabalhoso foi o Seguro Residencial. Ainda não entrou no ar, tá em fase de programação e deve ainda levar algumas semanas pra sair, por isso não vou divulgar nada antecipadamente além da imagem abaixo. Fica como teaser!



Quando ele entrar no ar aviso aqui. Esse é meu filhinho do coração. O logo, apesar de não ser a sétima maravilha do mundo, é meu também.

Houveram alguns outros projetinhos pequenos, como ajustes (que ainda não foram pro ar) no canal de imóveis do MSN, que tem parceria com o Imovelweb, mas coisas pequenas e pontuais. O restante foram projetos internos (como a Intranet), ou pequenos e não muito empolgantes. Esse foi um dos principais motivos da minha insatisfação em continuar trabalhando lá, o que acabou culminando na minha saída da empresa. Mas aprendi bastante, conheci muita gente legal, e fiz algumas amizades pro resto da vida (beijo "amika").

Próximooo...

6 de julho de 2009

A influência das redes sociais na relação empresa-consumidor

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O texto abaixo foi publicado no Portal Imprensa. Entitulado "O Twitter e a derrocada do autoritarismo na comunicação", apesar de longo, é extremamente interessante para compreender as mudanças que essa era de redes sociais vem trazendo para a relação das empresas (sejam públicas, privadas, multinacionais, artistas, políticos, entre outros) com o consumidor.


"Nenhuma organização se sente confortável quando um consumidor tece críticas a ela, particularmente quando isso acontece publicamente, sobretudo tendo a mídia como caixa de ressonância. Ela sempre imagina que a sua imagem resultará arranhada, o que pode ser absolutamente verdade (mas será que ela não mereceu o puxão de orelhas?).

É razoável aceitar que, quase sempre, ao ser criticada, uma organização (ou mesmo uma pessoa) entra mesmo nessa zona de desconforto, se coloca na defensiva ou busca argumentos contrários (mas nem sempre verdadeiros) para neutralizar crítica etc. Esta postura é normal porque esse negócio de dar a outra face depois de levar uma bofetada não se aplica bem ao universo dos negócios.

Mas não é normal, (na verdade, parece doentio) quando uma organização se empenha para calar as críticas, promove represálias aos descontentes ou ameaça com processos jornalistas e cidadãos que, merecidamente, resolvem pisar-lhe no pé. Encastelada na sua arrogância, não admite que possa estar errada ou que deva existir espaço no mercado e na sociedade para posições divergentes. Querem governar magnanimamente e desfilar sob aplausos. Mas está cada vez
mais difícil conseguir ou impor unanimidade.

Há uma explicação (justificativa nunca!) para essa postura: as organizações costumam ser autoritárias simplesmente porque seus diretores (ou gestores em geral) ainda estão, em sua esmagadora maioria, amarrados a uma cultura retrógrada, dinossáurica, que encara as críticas como ameaças. Eles não conseguem perceber sinais de alerta ou mesmo sugestões brilhantes que brotam do terreno da boca ou da pena (mais recentemente da tecla) do adversário.

As empresas privadas ou públicas muitas vezes assumem esta atitude autoritária com o objetivo de instituir o silêncio, a falsa excelência de ações e processos, porque não estão dispostas, capacitadas a enfrentar as divergências. Fala-se muito em diversidade cultural, mas, na prática, são transgênicas, não diversas, defendem a tese da opinião unânime e, evidentemente, a seu favor. Proclamam-se sustentáveis, mas praticam o marketing verde e usam o discurso da responsabilidade social como disfarce.

A cultura da arrogância pode ser vista na postura da Petrobrás (a empresa camaleão - meio pública e meio privada) e, em particular do seu presidente (ganhou por causa disso até editorial do Estadão), que busca a todo custo, valendo-se do seu lado público (relação não transparente com governos e partidos), impedir que a CPI coloque o dedo nas suas feridas (vai ver elas são muitas e a Petrobras é muito sensível a dores!). Criou blog (e fez bem), afrontou os jornalistas (aí fez mal) e, respaldada no seu imenso poder econômico (seu lado privado), continua tentando, a todo momento, sufocar as divergências (mas, como diz o ditado, algumas coisas tendem a cheirar mal quanto mais se cutuca), hasteando a bandeira da transparência.

A cultura da arrogância pode ser encontrada na Telefônica que sempre buscou mascarar as suas mazelas tecnológicas e de pessoal até que os apagões e caladões na banda larga e na telefonia fixa não couberam mais debaixo do tapete. Fingiu pedir desculpas (funcionou uma vez), usou a mesma estratégia novamente, insistiu ainda de novo, mas, como só o discurso não resolve problemas reais, teve que pedir arrego e prometer investimentos imediatos (é bom ficar de olho porque culturas assim são melhores para prometer do que para cumprir). Está com a venda do Speedy suspensa, o que deveria mesmo acontecer até que ela arrumasse a casa, um desarranjo de dar dó (ostenta com galhardia o título de campeã de reclamações há muito tempo).

O momento exige mudanças. As organizações precisam, por uma questão de sobrevivência, conviver com a divergência porque ela será sempre maior, tendo em vista o aumento da concorrência, a visão mais crítica dos consumidores e o avanço da legislação que tolera cada vez menos abusos (embora a Justiça seja conivente com os faltosos, vide o Senado brasileiro, paraíso de mordomos, sobrinhos, netos e mausoléus!).

Um exemplo interessante foi relatado em reportagem da BusinessWeek, publicada no Valor Econômico (22/06/2009, p. B3) sob o título "Na Nokia, falar 'mal' da companhia dá recompensa". Segundo matéria assinada por Jack Ewing, diretamente de Frankfurt, Alemanha, " no terceiro trimestre de 2008, a Nokia estabeleceu uma intranet chamada Blog-Hub, abrindo a rede aos funcionários blogueiros de todas as partes do mundo. Escrevendo sob pseudônimos como "Hulk" e "Agulha", os funcionários podem ser cruéis, atacando seus empregadores por tudo, desde as práticas de compras à velocidade do software dos celulares. Em vez de 'acabar com a festa', os administradores da Nokia querem que eles 'botem tudo para fora".

É evidente que as críticas toleráveis, mesmo na Nokia, limitam-se a produtos e processos, mas isso já é um avanço. Falar das chefias incompetentes talvez não seja razoável na Dinamarca como não costuma ser em qualquer empresa brasileira. Que funcionário da Petrobras teria coragem de dizer ao Gabrielli que ele é arrogante? Que funcionário da Telefônica terá coragem de dizer ao Valente (com esse nome fica mais difícil mesmo!) para ele parar de vender Speedy porque não há estrutura que suporte tanta ligação? Mas a gente pode, o Estadão pode, a Aneel pode e, eles gostem ou não, vão ter, como diz o Zagalo, que
engolir sem mastigar.

As empresas não estão mais, embora algumas insistam em fechar os olhos para a realidade, blindadas contra as críticas porque as redes sociais, o Twitter, o Orkut, os blogs, os grupos de discussão, passaram a ser ambiente propício para esta modalidade nova de "rádio peão"eletrônica para a qual não há controle e censura que dêem jeito. Basta não andar na linha, basta desrespeitar o consumidor, praticar o assédio moral contra funcionários (será que o ambiente da AmBev já melhorou depois de tantos processos movidos por ex-colaboradores?) ou prejudicar os investidores (que a Aracruz e a Sadia tenham aprendido a lição!) para que a comunicação máquina-a-máquina funcione a todo vapor. E o ruído silencioso das redes sociais , da comunicação eletrônica é mais devastador do que o dos megafones e carros de som tradicionais.

Não há saída: a sociedade conectada não favorece o controle, torna ineficaz a estratégia antiga (infelizmente ainda utilizada em centenas de cidades brasileiras por empresas e autoridades) de cooptar veículos de comunicação em troca de anúncios, por amizade etc ou mesmo de ameaçar jornalistas/radialistas que insistem em denunciar escândalos políticos ou econômicos.

Hoje somos milhões de cidadãos mobilizados e munidos de trombones digitais para literalmente botarmos a boca no mundo, se necessário. Não dá para subornar todos nós, silenciar todos nós, mesmo porque, felizmente, sempre existirão muitos, cada vez mais, que repudiam ameaças e não se vendem por coisa alguma. Há um rascunho de cidadania planetária sendo escrito em cada jovem que nasce neste mundo conectado, mas ainda devastado, contaminado por agrotóxico, sem ética e sem solidariedade humana. Essa geração, se não reprimida, pode alterar as regras do jogo que foram impostas há tempo por corporações poderosas, governos totalitários, parlamentares corruptos e empresários inescrupulosos.

As empresas devem contemplar as críticas como sinais de alerta porque boa parte delas se origina de motivos concretos ou até da sua incompetência em estabelecer diálogo com os seus públicos de interesse. Muitas preferem monitorá-las com o objetivo de desenvolver ações de intimidação ou de cooptação (continuam acreditando que toda pessoa tem seu preço!) em vez de ouvirem com mais cuidado e respeito porque consumidores, funcionários, na maioria dos casos, apenas querem colaborar, ainda que o tom não seja em princípio cordial (o que faria você se ficasse sem telefone ou internet o dia todo e dependesse deles para fechar negócios, conversar com parentes e amigos?).

As organizações precisam recrutar pessoas, especialmente líderes autênticos (há chefes que não lideram coisa alguma e que só se impõem pela possibilidade que as empresas lhes dão de chicotear aqueles que os contestam), que estejam dispostos a esta interação com humildade, praticando, interna e externamente, uma autêntica gestão de informações e de conhecimentos.

Os consumidores e a sociedade tendem a ser cada vez mais plurais em contraposição à tendência monopolista dos mercados. Mas essa conta, que não fecha, não será resolvida com tranqüilidade porque os espaços de comunicação e de crítica se tornarão cada vez maiores e mais ruidosos. Contra a pressão de gravadoras e editoras, compartilhamento de material (arquivos, músicas) na web; contra software proprietários, o software livre. Contra Gabriellis e Agnellis, se postarão Silvas, Joãos e Antônios que não curvam a espinha. Contra congressistas sem ética, existirão blogueiros e twitteiros com a língua afiada e os dedos ligeiros.

Seremos todos piratas (no bom sentido) no futuro, mesmo que essa realidade pareça distante neste momento. Teremos que compartilhar valores, saberes, informações, conhecimentos se quisermos sobreviver em paz.

Até que isso aconteça, o negócio é resistir ao autoritarismo (o exemplo de Honduras indica que as ditaduras são cada vez menos toleráveis) de chefias, de empresas, de governos. Contra a censura, a auto-censura e o grito, usaremos o sarcasmo, a ironia, a conversa ao pé do fogo. Contra Davos o Fórum Social. Contra latifúndios (na agricultura e na mente), lançaremos mão da nossa opinião diversa, avessa à transgenia cultural e defenderemos, com veemência, a bio e a sociodiversidade.

Comunicação democrática, diálogo, relacionamento saudável são atributos de uma organização moderna e, ainda que lentamente, a utopia da prevalência da solidariedade humana se fortalecerá porque, gradativamente, este será o desejo (e a necessidade) de todos nós.

As mulheres do Irã, os agricultores familiares, os excluídos pelas barragens, os indígenas e quilombolas expulsos pelos grandes projetos de mineração e de papel e celulose (vide Aracruz no Espírito Santo!), os trabalhadores escravizados por madeireiras e usineiros sem escrúpulos encontrarão mais facilmente vozes para defendê-los. O meio ambiente preservado já é, por exemplo, uma aspiração de todos nós e essa luta nos mobiliza planetariamente. Bush já era, assim como perderão voz e vez o presidentes arrogantes das empresas nacionais e internacionais.

Entramos na era das redes, dos movimentos organizados, da comunicação crítica e, neste novo cenário, as organizações e os governos terão que fazer o jogo da contemporaneidade.

Twitter, Orkut, "rádio peão" e blogs irreverentes serão nossas enxadas eletrônicas contra empresas e chefias autoritárias. Um dia, aquela frase hipócrita - "o funcionário é o nosso maior patrimônio " (não é, Embraer?) - deixará de ser apenas um discurso vazio que freqüenta folders e vídeos institucionais e vigorará na prática.

As organizações e governos que quiserem "pagar para ver" levarão um tranco fenomenal. Quando a utopia se transformar em realidade, não haverá espaço para ditadores ou privilegiados, em Honduras ou no Senado. E isso só acontecerá, se acreditarmos nisso e estivermos dispostos a realizar as mudanças necessárias. O Twitter, o Orkut, os portais, os blogs são a nossa nova arma. Estamos nos preparando para a luta. E você está convidado.

As novas gerações darão o golpe fatal nas empresas, governos, oligarquias e patrões que, depois de terem avançado sobre o nosso passado, ainda tentam impedir no presente que a gente construa o nosso futuro.

Twittemos todos. A verdade é filha do tempo e não da autoridade (Goeth?)."

[Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor da UMESP e da USP, diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa. Editor de 4 sites temáticos e de 4 revistas digitais de comunicação.]

23 de junho de 2009

Microsoft compara IE8 com Firefox e Chrome... é pra rir?

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A Microsoft publicou em seu site uma comparação (no mínimo hilária) de seu mais recente navegador, o "menos pior" Internet Explorer 8 com os dois navagadores de melhor compatibilidade com os novos padrões da web e que oferecem uma melhor experiência ao usuário: Firefox, da Mozilla e Chrome, da Google.

Isso por estar perdendo mercado para eles, em especial o browser da Fundação Mozilla, que já possui boa parte do mercado.

Agora pra quem trabalha com web soa não só estranho e irônico, mas mentiroso. É a Microsoft tentando ludibriar os seus "fãs". Dummies for dummies!

E eles apostaram "Of course Internet Explorer 8 wins this one" (É óbvio que o Internet Explorer ganha essa) justamente no item de ferramentas para desenvolvedor? É a parte grifada na imagem. Com certeza alguém deve ter reclamado, pois no site da Microsoft o texto já foi "melhorado".

Depois de uma palestra um tanto quanto marketeira no 11º Encontro Locaweb de Profissionais de Internet semana passada, ver isso é ainda pior. Em softwares, ainda podemos dar crédito à empresa do Conta de Portões (Bill Gates), mas em navegador já passou da hora de a Micro se colocar no seu lugar.

Obrigado, Jornal Tecnologia.

22 de junho de 2009

iPod é coisa do demo, mas salva vida de menina inglesa

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Essa semana vi no blog de uma Igreja um post que argumentava longamente sobre o porque a Apple é uma empresa do demo! Lá eles falam coisa desse tipo:

O fato de um pedaço estar faltando é evidência irrefutável que trata-se de uma referência ao pecado original. O que muita gente infelizmente não sabe, seja por ignorância, ou seja por obra do Satanás, é que a empresa em questão foi fundada às escondidas em 1945 por uma seita satânica nos Estados Unidos, mas apenas em 1976 se tornou pública, sendo assumida por Steve Jobs (Esteves Trabalho). Para conseguir poder econômico, lançam produtos eletrônicos consagrados ao Satanás com a referência à maçã do pecado. Assim, ao comprar um produto dessa empresa, é como se o comprador estivesse cometendo o mesmo pecado de Adão e Eva, ofendendo o Senhor Jesus Cristo, distanciando-se do paraíso e resignando-se a uma vida de eterno sofrimento.


Não, não é brincadeira, dá uma conferida no post completo! Eu inicialmente achei que era uma brincadeira, mas depois percebi que o negócio é sério, e aí sim fiquei assustado. Procurei me conter e comentei apenas o seguinte:

Assinado: Microsoft, é isso???
Esse post só pode ser uma brincadeira.

Steve Jobs virando Esteves Trabalho foi a melhor tradução que já ouvi! hahahahaha Não, não… a melhor foi a Conta dos Portões pro Bill Gates. Ótimo!

Não, talvez a melhor parte seja o iXbox da Apple hahaha Ai, é tanta coisa boa que fica difícil. Dá pra dividir em mais posts? rs

Ai ai ai…


Mas depois disso, li uma notícia no site da Época Negócios que mudou um pouco minha perspectiva: iPod salvou a minha vida, diz menina atingida por raio.

Eu TIVE que voltar no site e deixar mais um comentário (com o link da matéria, claro)

Gente, o iPod se converteu! Ele até salvou a vida de uma menina, olha só! Acho que ele não é mais coisa do demo!
Vivaaaaaa!!! \o/


Os comentários estão aguardando aprovação... de Deus!

28 de maio de 2009

Quero um iMac ou um iPod Touch

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Pessoas, preciso que me ajudem! rs
Estou participando dessa promoção para ganhar um iMac ou no segundo lugar um iPod Touch! Clicando na imagem acima e fazendo o cadastro a partir desse caminho, você me ajuda a concorrer. Vai que eu tiro a sorte grande de novo. Juro que me contento com o iPod Touch!

E clicando aí você ainda tem chance de concorrer também! Aproveite!
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