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14 de dezembro de 2012
É difícil falar português pra ser ouvido
Para um estrangeiro, a nossa língua mãe é um tanto complicada de se aprender. São inúmeras flexões verbais e composições de palavras que geram entonações completamente diferentes e isso é extremamente complicado para alguém que vem do inglês modular. Até nós, quando questionados por eles, temos certa dificuldade de explicar algumas coisas. Não é só "saudade" que tem uma explicação complexa. Aliás, é sobre nós mesmos que eu gostaria de falar.
Para nós, brasileiros, o português é quase um tabu. Se escrevemos uma mensagem como manda a ortografia e gramática, somos muito formais ou certinhos demais. Se usamos nosso idioma para expressar aqueles sentimentos um pouco mais íntimos ou reflexões da alma, é inevitável o medo do julgamento. E isso nós levamos a sério! Não é uma simples invasão norte-americana/inglesa em terras tupiniquins. São índios tentando se comunicar com quem não é índio. Nossas tribos nunca estão boas o suficiente. Passando batido pelo nacionalismo, meu foco é mais em como o português é usado, principalmente em redes sociais, para se expressar. Pouca gente vai assumir publicamente para seus "amigos" da Internet "estou me sentindo sozinho, sentindo falta de alguém especial ao meu lado". Mas quantas vezes você já não se deparou com frases como "feeling alone, miss someone by my side"? E não é que é a mesmíssima coisa?
É muito mais "cool" falar "cool" do que "legal", que aliás, soa brega para alguns. E quanto mais indecifrável for seu enigma nas redes, mais importante você se torna, mais holofotes você angaria pra você mesmo. Se eu quisesse dizer que não sei como lidar com situações da minha vida e soubesse húngaro, eu mandaria um "Nem tudom, hogyan kell kezelni" que ia me dar muito mais status e proteção para não ser julgado tão facilmente. Somente os mais interessados na minha vida, iriam parar 5 minutos para "Googlar" o que escrevi e isso fazer sentido. E esses teriam o prêmio de me entender melhor. Mas me questiono porque fazemos essa escolha? E fazemos todos, sem exceção. Mesmo quando em português, a frase tem que ser de impacto. "Refletindo..." é um bom enigma para gerar dezenas de comentários e aplacar um pouco das dores que essas reflexões podem ter causado. E as pessoas farão a boa ação de nos ajudar sem nem mesmo saber qual é o nosso problema. Não é fantástico?
Talvez. Mas há sempre o outro lado de cada questão. Será que não estamos ficando cada vez mais superficiais e deixando de aproveitar as coisas boas que cada pessoa pode nos oferecer de verdade? Peneirar, via enigmas, os verdadeiros interessados na nossa vida (à nossa maneira, sempre) é mais enriquecedor do que uma conversa sobre amenidades e coisas profundas com alguém numa mesa de bar, num café ou mesmo numa visita àquele amigos que nunca mais visitamos porque não temos tempo para muita coisa além de todos os nossos afazeres diários e o tempo despendido atualizando os amigos virtuais com coisas tão interessantes e importantes na nossa vida, quanto uma reclamação sobre o calor que tem feito ou o trânsito infernal que se enfrenta em São Paulo? Não acredito muito nisso.
Quando nosso perfil é um pouco mais observador, começamos a notar em pouco tempo de convivência, as pessoas que valem a pena ter um pouco mais de profundidade nas relações. E se formos espertos, saberemos como nos aproveitar disso para o bem de ambos. E profundidade pode vir dos mais diversos tipos de relação: amigos, colegas de trabalho, amores, rolos e affairs, família e até o porteiro do prédio. Tudo depende de quanto estamos dispostos a nos doar pro mundo. Dar a cara a tapa falando o português claramente não é fácil, mas é muito, muito mais gostoso do que se esconder atrás de pseudo-escudos. A liberdade se busca assim. Ser independente não significa que não podemos criar na gente certa dependência dos outros, mas sim que sabemos gerenciar essa dependência. Fácil não é, mas o caminho das pedras ensina a cada dia.
O medo de sofrer nos faz seguir por regras racionalmente estabelecidas. Seguindo-as, nos preservamos e não sofreremos no futuro. Pode até ser verdade, mas o presente deixa de ser vivido com a intensidade que poderia ter sido. Fui há pouco apresentado a uma música (em português) que diz: "quem vive de princípios, não tem meios nem fins / eu quebro as minhas leis pois só assim elas pertencem a mim". E esses versos têm muito a ver com o significado de um símbolo africano chamado Sesa Wo Suban. Traduzindo para o nosso português, ele ganha força se lido com cautela: "eu transformo a minha vida, minha personalidade". Ora, se o poder de transformação da nossa vida está somente em nossas mãos, porque temos tanto medo de expor algumas dores e medos?
É porque é difícil. É muito difícil falar português para ser ouvido.
15 de setembro de 2011
Gráficos que você não pode deixar de ver
15 de maio de 2011
A saga para ser um NET Babaca
Se você está pensando em comprar um serviço de TV por assinatura + Internet + telefone em São Paulo, pense 40 vezes antes de escolher a NET. Entenda um pouco da minha saga.
Depois de pesquisar algumas operadoras, descobri que havia uma consultora/vendedora da NET, a Rita Amaral, que atendia o meu novo prédio. Liguei pra ela, ela me atendeu bem, mas não tive nenhum preço mais baixo como achei que teria por ter um atendimento em condomínio. Fechei um pacote com ela, um dos mais básicos, só pra eu conseguir ter um acesso à Internet, que era minha intenção inicial.
Foi agendada a instalação para 07/05/2011, sábado pré-Dia das Mães, entre 12h e 18h. Como sempre acontece com todo mundo, tive que ficar plantado em casa o dia todo esperando. Por orientação da vendedora, liguei às 8h para a central de agendamento para confirmar a instalação. A atendente me confirmou. Por volta de 12h, recebi uma ligação da central confirmando novamente a instalação. Às 16h30, a central me liga informando que não fariam mais a instalação naquele dia. Informei a ela que só fechei o pacote com eles porque a instalação havia sido prometida para aquele sábado, pois durante a semana não poderia atender. Ela me perguntou se poderia ser feito depois das 18h, na intenção de que eu respondesse que o condomínio não autorizaria. Mas eu já tinha conversado no condomínio e eles já haviam me autorizado a instalação pós-18h. Ela me enrolou mais 1h30 e disse que não tinha conseguido agendar para aquele dia. Ou seja, deixei de sair pra comprar o presente de Dia das Mães pra minha mãe por conta disso e fiquei sem Internet, sem TV, sem telefone e minha mãe sem presente.
Notem que todas essas ligações (entre 10 e 20 minutos cada, recheadas de "só um momento, senhor") estavam sendo feitas do meu celular, já que o telefone fixo ainda não havia sido instalado.
No final das contas, pedi para que um amigo ficasse aqui em casa para receber a instalação na quarta-feira, 11/05/2011. Reagendei a visita para esse dia no período da manhã (das 8h às 12h). Pedi para que fosse feito no primeiro horário, já que meu amigo tinha se disponibilizado para ficar aqui. As (más) atendentes da central de agendamento (Aloísia, Vivian e Tássia) 'nada podiam fazer' para recompensar um cliente pela incompetência da empresa. Nesse período, encontrei os perfis da NET no Twitter (pode reclamar: @NEToficial e @NETatende), vi um monte de gente reclamando pelo mesmo motivo e endossei o coro. Na terça, 10/05/2011, recebi uma ligação do atendimento da NET do Twitter, no meu celular e a atendente quis ouvir o que tinha acontecido. Expliquei a situação pra ela, informei o reagendamento para o dia seguinte e ela disse que eu podia ficar sossegado, que a partir de então eles estariam monitorando a situação e que seria registrado um pedido de urgência para o atendimento no primeiro horário.
Na quarta-feira, 11/05/2011, liguei às 8h para confirmar a instalação. Eles me confirmaram, inclusive o pedido de urgência. Meu chamado realmente foi o primeiro atendimento do técnico Alisson, mas o detalhe é que quarta-feira é rodízio dele, então o primeiro atendimento (o meu) ele iniciou às 10h20. Isso pôde ser ouvido numa conversa dele com outro técnico por celular enquanto ele realizava a instalação. Da hora que ele chegou, verificando os cabos, ele demorou cerca de 20/30 minutos para 'pegar os modems no carro'. Ele deve ter aproveitado pra tomar um café. Afinal, né gente, 10h é quase madrugada!
A instalação terminou quase 11h30 da manhã. A Internet estava funcionando, o telefone eu não tinha como testar, pois estava sem o aparelho e a TV estava funcionando somente os canais abertos. De acordo com o Alisson, os canais demorariam cerca de 40 minutos para serem liberados e sintonizados, então não deveríamos desligar da tomada. Assim foi feito. Quando cheguei do trabalho à noite, os canais ainda não estavam funcionando. Na mesma hora liguei (do celular novamente) para o atendimento NET e o rapaz (Alisson também, por sinal) tentou solucionar o problema via telefone, fazendo testes por lá, em uma ligação que também beirou os 20 minutos. Ele não resolveu. E disse que teria que agendar um retorno do técnico à minha residência (protocolo de atendimento 003110525111815). Depois de muito stress, reagendei para domingo, hoje, 15/05/2011, entre 12h e 18h.
Hoje por volta de 12h liguei para a central (dessa vez já do meu 'super' NET Fone) e falei com a Ingrid (protocolo de atendimento 003110527504439) para confirmar a visita técnica. Ela me confirmou e disse para aguardar que o técnico viria hoje. Enquanto esperava ser atendido pela Ingrid, a gravação eletrônica me informou que eu poderia fazer muitos serviços pelo site da NET, inclusive confirmar e reagendar visitas técnicas. Depois de desligar tentei, então, me cadastrar no site, sem sucesso. Tanto na hora que liguei pra Ingrid quanto na hora que tentei me cadastrar, o sistema dizia que meu código NET estava incorreto. Liguei novamente para eles e, em mais uma ligação de 20 minutos, a Tatiana tentou fazer o cadastro, não conseguiu e disse que passaria para a supervisora dela (protocolo de atendimento 003110527508042), que liberaria meu cadastro em 24h. Essa supervisora desconhecida foi a única que cumpriu prazos desde o início do meu contato com a NET. Por volta de 17h30, ainda esperando o técnico, tentei me cadastrar no site e tive sucesso. Entrei na área de visitas técnicas e não constava nenhuma agendada.
Liguei novamente para a central e dessa vez quem me atendeu em mais 20 minutos de NET-Tortura foi o Jorge (protocolo de atendimento 003110527567147) que me disse que não sabia porque não estava aparecendo no site, mas eu podia ficar tranquilo que o técnico apareceria. Nas palavras dele: "pode até passar um pouco das 18h, mas que ele vai, ele vai, fique tranquilo". Eu, tranquilamente, manifestei minha intenção de cancelar o contrato caso ninguém aparecesse, assim como fiz com a Ingrid mais cedo. Ele registrou isso no sistema, de acordo com ele. Enquanto ele fazia o registro, pude ouvir uma outra atendente falando com outro cliente. Falando não, ela estava gritando com o cara, e assim que desligou, a fala dela foi a seguinte: "A NET agradece tenha uma boa noite. Seu filho da puta, babaca do caralho, vai tomar no seu cu", seguida por risadas das demais atendentes que deveriam estar fazendo seu trabalho. É esse o atendimento da NET, minha gente.
Pois bem, passadas 1h15, já depois das 19h, liguei novamente para a central de atendimento, para saber se o técnico ainda estava vivo ou tinha sido abduzido por extra-terrestres. Para minha não-surpresa, o Fábio me informou que 'realmente o técnico não vai poder comparecer à sua residência, para quando podemos reagendar a visita, senhor?" (protocolo de atendimento 003110527606853). Minha perplexidade com a cara-de-pau desses cidadãos explodiu. Mas não importa o que eu dissesse, a única coisa que o Fábio sabia responder era "teremos que reagendar a visita, senhor, para quando podemos reagendar, senhor?". Minha vontade era mandar ele enfiar o senhor, a visita e o técnico tudo em um só lugar, mas disse que não iria reagendar, iria entrar em contato com a Anatel, o Procon e os demais meios que conseguir e em muito breve realizar o cancelamento.
Assim que tiver novidades sobre a saga, esse post será atualizado. Todas as informações ficarão registradas.
Depois de pesquisar algumas operadoras, descobri que havia uma consultora/vendedora da NET, a Rita Amaral, que atendia o meu novo prédio. Liguei pra ela, ela me atendeu bem, mas não tive nenhum preço mais baixo como achei que teria por ter um atendimento em condomínio. Fechei um pacote com ela, um dos mais básicos, só pra eu conseguir ter um acesso à Internet, que era minha intenção inicial.
Foi agendada a instalação para 07/05/2011, sábado pré-Dia das Mães, entre 12h e 18h. Como sempre acontece com todo mundo, tive que ficar plantado em casa o dia todo esperando. Por orientação da vendedora, liguei às 8h para a central de agendamento para confirmar a instalação. A atendente me confirmou. Por volta de 12h, recebi uma ligação da central confirmando novamente a instalação. Às 16h30, a central me liga informando que não fariam mais a instalação naquele dia. Informei a ela que só fechei o pacote com eles porque a instalação havia sido prometida para aquele sábado, pois durante a semana não poderia atender. Ela me perguntou se poderia ser feito depois das 18h, na intenção de que eu respondesse que o condomínio não autorizaria. Mas eu já tinha conversado no condomínio e eles já haviam me autorizado a instalação pós-18h. Ela me enrolou mais 1h30 e disse que não tinha conseguido agendar para aquele dia. Ou seja, deixei de sair pra comprar o presente de Dia das Mães pra minha mãe por conta disso e fiquei sem Internet, sem TV, sem telefone e minha mãe sem presente.
Notem que todas essas ligações (entre 10 e 20 minutos cada, recheadas de "só um momento, senhor") estavam sendo feitas do meu celular, já que o telefone fixo ainda não havia sido instalado.
No final das contas, pedi para que um amigo ficasse aqui em casa para receber a instalação na quarta-feira, 11/05/2011. Reagendei a visita para esse dia no período da manhã (das 8h às 12h). Pedi para que fosse feito no primeiro horário, já que meu amigo tinha se disponibilizado para ficar aqui. As (más) atendentes da central de agendamento (Aloísia, Vivian e Tássia) 'nada podiam fazer' para recompensar um cliente pela incompetência da empresa. Nesse período, encontrei os perfis da NET no Twitter (pode reclamar: @NEToficial e @NETatende), vi um monte de gente reclamando pelo mesmo motivo e endossei o coro. Na terça, 10/05/2011, recebi uma ligação do atendimento da NET do Twitter, no meu celular e a atendente quis ouvir o que tinha acontecido. Expliquei a situação pra ela, informei o reagendamento para o dia seguinte e ela disse que eu podia ficar sossegado, que a partir de então eles estariam monitorando a situação e que seria registrado um pedido de urgência para o atendimento no primeiro horário.
Na quarta-feira, 11/05/2011, liguei às 8h para confirmar a instalação. Eles me confirmaram, inclusive o pedido de urgência. Meu chamado realmente foi o primeiro atendimento do técnico Alisson, mas o detalhe é que quarta-feira é rodízio dele, então o primeiro atendimento (o meu) ele iniciou às 10h20. Isso pôde ser ouvido numa conversa dele com outro técnico por celular enquanto ele realizava a instalação. Da hora que ele chegou, verificando os cabos, ele demorou cerca de 20/30 minutos para 'pegar os modems no carro'. Ele deve ter aproveitado pra tomar um café. Afinal, né gente, 10h é quase madrugada!
A instalação terminou quase 11h30 da manhã. A Internet estava funcionando, o telefone eu não tinha como testar, pois estava sem o aparelho e a TV estava funcionando somente os canais abertos. De acordo com o Alisson, os canais demorariam cerca de 40 minutos para serem liberados e sintonizados, então não deveríamos desligar da tomada. Assim foi feito. Quando cheguei do trabalho à noite, os canais ainda não estavam funcionando. Na mesma hora liguei (do celular novamente) para o atendimento NET e o rapaz (Alisson também, por sinal) tentou solucionar o problema via telefone, fazendo testes por lá, em uma ligação que também beirou os 20 minutos. Ele não resolveu. E disse que teria que agendar um retorno do técnico à minha residência (protocolo de atendimento 003110525111815). Depois de muito stress, reagendei para domingo, hoje, 15/05/2011, entre 12h e 18h.
Hoje por volta de 12h liguei para a central (dessa vez já do meu 'super' NET Fone) e falei com a Ingrid (protocolo de atendimento 003110527504439) para confirmar a visita técnica. Ela me confirmou e disse para aguardar que o técnico viria hoje. Enquanto esperava ser atendido pela Ingrid, a gravação eletrônica me informou que eu poderia fazer muitos serviços pelo site da NET, inclusive confirmar e reagendar visitas técnicas. Depois de desligar tentei, então, me cadastrar no site, sem sucesso. Tanto na hora que liguei pra Ingrid quanto na hora que tentei me cadastrar, o sistema dizia que meu código NET estava incorreto. Liguei novamente para eles e, em mais uma ligação de 20 minutos, a Tatiana tentou fazer o cadastro, não conseguiu e disse que passaria para a supervisora dela (protocolo de atendimento 003110527508042), que liberaria meu cadastro em 24h. Essa supervisora desconhecida foi a única que cumpriu prazos desde o início do meu contato com a NET. Por volta de 17h30, ainda esperando o técnico, tentei me cadastrar no site e tive sucesso. Entrei na área de visitas técnicas e não constava nenhuma agendada.
Liguei novamente para a central e dessa vez quem me atendeu em mais 20 minutos de NET-Tortura foi o Jorge (protocolo de atendimento 003110527567147) que me disse que não sabia porque não estava aparecendo no site, mas eu podia ficar tranquilo que o técnico apareceria. Nas palavras dele: "pode até passar um pouco das 18h, mas que ele vai, ele vai, fique tranquilo". Eu, tranquilamente, manifestei minha intenção de cancelar o contrato caso ninguém aparecesse, assim como fiz com a Ingrid mais cedo. Ele registrou isso no sistema, de acordo com ele. Enquanto ele fazia o registro, pude ouvir uma outra atendente falando com outro cliente. Falando não, ela estava gritando com o cara, e assim que desligou, a fala dela foi a seguinte: "A NET agradece tenha uma boa noite. Seu filho da puta, babaca do caralho, vai tomar no seu cu", seguida por risadas das demais atendentes que deveriam estar fazendo seu trabalho. É esse o atendimento da NET, minha gente.
Pois bem, passadas 1h15, já depois das 19h, liguei novamente para a central de atendimento, para saber se o técnico ainda estava vivo ou tinha sido abduzido por extra-terrestres. Para minha não-surpresa, o Fábio me informou que 'realmente o técnico não vai poder comparecer à sua residência, para quando podemos reagendar a visita, senhor?" (protocolo de atendimento 003110527606853). Minha perplexidade com a cara-de-pau desses cidadãos explodiu. Mas não importa o que eu dissesse, a única coisa que o Fábio sabia responder era "teremos que reagendar a visita, senhor, para quando podemos reagendar, senhor?". Minha vontade era mandar ele enfiar o senhor, a visita e o técnico tudo em um só lugar, mas disse que não iria reagendar, iria entrar em contato com a Anatel, o Procon e os demais meios que conseguir e em muito breve realizar o cancelamento.
Assim que tiver novidades sobre a saga, esse post será atualizado. Todas as informações ficarão registradas.
1 de abril de 2011
1º de Abril, o April Fool's Day
E essa quinta-feira foi 1º de Abril, o Dia da Mentira, que no mundo é conhecido como April Fool's Day. E além da minha mentira de que eu ia voltar a morar em Londres a partir do próximo mês (que todo mundo caiu), outras mentiras ou brincadeiras surgiram na web. O Google é rei em fazer isso. Todo ano tem alguma coisa diferente. Já teve ano de mudarem o logo do Orkut pra Yogurt, lembram?

E esse ano, o Google preparou algumas coisas bem interessantes. Já pensou em ser um "Autocompletador" da empresa?
Agora, se você procura inovação relacionada aos seus e-mails, eis a solução: GMail Motion!
Teve também uma brincadeira para os designers. Se você digitasse "Helvetica", uma das fontes mais populares no mundo do design, na caixa de busca, você receberia como resultado, uma página um pouco diferente. Olha só!


E eles ainda aprontaram mais duas brincadeiras. Uma acaba divulgando o browser deles, Chrome. É um vídeo chamado Everybody Chromercise onde os dedos se exercitam. Até um formulário para você fazer o pedido dessas polainas de dedo eles criaram! Show!
Na última brincadeira, eles fingem que o YouTube tem 100 anos de idade e mostram os Top 5 Virais de 1911.
E o Google UK lançou uma app exclusiva para Android: Google Translator para Animais! Tenho medo do que meu cachorro possa me dizer. Enfim...
Dicas do blog It's Over.
E esse ano, o Google preparou algumas coisas bem interessantes. Já pensou em ser um "Autocompletador" da empresa?
Agora, se você procura inovação relacionada aos seus e-mails, eis a solução: GMail Motion!
Teve também uma brincadeira para os designers. Se você digitasse "Helvetica", uma das fontes mais populares no mundo do design, na caixa de busca, você receberia como resultado, uma página um pouco diferente. Olha só!


E eles ainda aprontaram mais duas brincadeiras. Uma acaba divulgando o browser deles, Chrome. É um vídeo chamado Everybody Chromercise onde os dedos se exercitam. Até um formulário para você fazer o pedido dessas polainas de dedo eles criaram! Show!
Na última brincadeira, eles fingem que o YouTube tem 100 anos de idade e mostram os Top 5 Virais de 1911.
E o Google UK lançou uma app exclusiva para Android: Google Translator para Animais! Tenho medo do que meu cachorro possa me dizer. Enfim...
Dicas do blog It's Over.
2 de dezembro de 2010
Se Harry Potter fosse Brasileiro...

Rolou no Twitter um movimento com a hashtag #SeHarryPotterFosseBrasileiro. E o pessoal completava com as continuações mais inusitadas possível. Houveram algumas memoráveis, que vale a pena o registro. Aí vão!
#SeHarryPotterFosseBrasileiro
- O Rony se chamaria Ronyscleidson Wesley da Silva, e teria entrado em Hogwarts pelo PROUNI.
- Quadribol seria narrado pelo Galvão Bueno, gravado no Morumbi, e existiria tráfico de poções alucinógenas.
- Ele subiria na vassoura e gritaria: “É nóis que voa, bruxão!
- O ‘Chapéu Seletor Falante’ seria um boné de aba reta.
- Tiririca seria Ministro da Magia.
- A Murta-Que-Geme seria a Joelma do Calypso.
- Hermione estaria grávida no segundo filme.
- Hogwarts teria que ter cotas para nascidos trouxas.
- O "Avada Kedrava" seria "Morre, diabo!"
- Tom Riddle diria: “Tom Riddle o caralho! Meu nome agora é Voldemort, porra!
- Grifinória, Sonserina, Lufa-Lufa e Corvinal seriam escolas de samba.
- Os N.I.E.M’s iam ser cancelados por erros no pergaminho-resposta.
- Hermione estaria protestando contra o INEP por ter pego a prova amarela.
- A escola Hogwarts estaria de greve.
- Os filmes seriam "A Pedra do Crack", "A Câmara de Gás", "O Prisioneiro do Carandiru", "O Cálice de Vodka", "A Ordem do Urubu".
- Nicolas Flamel seria José Alencar.
- Os alunos pegariam o metrô pra ir pra Hogwarts!
- Xuxa seria a rainha dos bruxinhos.
- Hogwarts e o Ministério da Magia seriam cheios de curvas e teriam sido projetados por Niemeyer.
- Gringotes teria uma enorme fila!
- Luna Lovegood seria uma loira do Tchan.
- Os Comensais da Morte seriam os traficantes do Rio de Janeiro e a Ordem da Fênix, o BOPE.
- Draco Malfoy iria de revólver calibre 38 para Hogwarts.
- O Torneio Tribruxo iria virar uma micareta de 3 dias com bebida liberada.
- Dolores Umbridge seria Dilma Rousseff.
- A tia dos doces no trem a caminho de hogwarts estaria sempre dizendo ‘eu podia estar matando, roubando..’.
- A tia que vende doces no trem ia gritar “MINDUIM 50 CENTAVOS MINDUIIIIM”
- Em vez de Corujas, seriam Urubus!
- A banda preferida de Lord Voldemort seria INIMIGOS DO HP.
- O Ministro da Magia seria acusado de participar de esquemas de desvio de dinheiro e mensalão.
- O beco diagonal seria a 25 de Março.
- O Hagrid não ia ter um dedinho da mão e ia se chamar Lula.
- Snape se chamaria Severino Cobra Souza.
10 de novembro de 2009
Gif's (toscos e ótimos) animados
26 de outubro de 2009
Governo Federal disponibiliza cultura brasileira para download gratuito
Você já ouviu falar de Domínio Público?
Quando uma coisa "cai" em domínio público é porque estão, digamos, livres para circulação. É quando deixa-se de pagar royalties. Isso demora um pouco pra acontecer. Depois de 70 anos da morte de um autor, por exemplo, as coisas podem cair em domínio público.
Pois então, pra quem não sabe, o Governo Federal do Brasil tem um site voltado para obras que se encaixam nesse quesito. É o Domínio Público. E de lá, recebi por e-mail 225 títulos de obras muito conhecidas e que já estão disponíveis. Segue a pequena listinha. E quem quiser ver outras coisas, incluindo músicas, entra no site e pode conferir. Tem bastante conteúdo bacana pra fechar a boca daqueles que falam que brasileiro não tem cultura.
; )
1. A Divina Comédia - Dante Alighieri
2. A Comédia dos Erros - William Shakespeare
3. Poemas de Fernando Pessoa - Fernando Pessoa
4. Dom Casmurro - Machado de Assis
5. Cancioneiro - Fernando Pessoa
6. Romeu e Julieta - William Shakespeare
7. A Cartomante - Machado de Assis
8. Mensagem - Fernando Pessoa
9. A Carteira - Machado de Assis
10. A Megera Domada - William Shakespeare
11. A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca - William Shakespeare
12. Sonho de Uma Noite de Verão - William Shakespeare
13. O Eu profundo e os outros Eus. - Fernando Pessoa
14. Dom Casmurro - Machado de Assis
15. Do Livro do Desassossego - Fernando Pessoa
16. Poesias Inéditas - Fernando Pessoa
17. Tudo Bem Quando Termina Bem - William Shakespeare
18. A Carta - Pero Vaz de Caminha
19. A Igreja do Diabo - Machado de Assis
20. Macbeth - William Shakespeare
21. Este mundo da injustiça globalizada - José Saramago
22. A Tempestade - William Shakespeare
23. O pastor amoroso - Fernando Pessoa
24. A Cidade e as Serras - José Maria Eça de Queirós
25. Livro do Desassossego - Fernando Pessoa
26. A Carta de Pero Vaz de Caminha - Pero Vaz de Caminha
27. O Guardador de Rebanhos - Fernando Pessoa
28. O Mercador de Veneza - William Shakespeare
29. A Esfinge sem Segredo - Oscar Wilde
30. Trabalhos de Amor Perdidos - William Shakespeare
31. Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
32. A Mão e a Luva - Machado de Assis
33. Arte Poética - Aristóteles
34. Conto de Inverno - William Shakespeare
35. Otelo, O Mouro de Veneza - William Shakespeare
36. Antônio e Cleópatra - William Shakespeare
37. Os Lusíadas - Luís Vaz de Camões
38. A Metamorfose - Franz Kafka
39. A Cartomante - Machado de Assis
40. Rei Lear - William Shakespeare
41. A Causa Secreta - Machado de Assis
42. Poemas Traduzidos - Fernando Pessoa
43. Muito Barulho Por Nada - William Shakespeare
44. Júlio César - William Shakespeare
45. Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente
46. Poemas de Álvaro de Campos - Fernando Pessoa
47. Cancioneiro - Fernando Pessoa
48. Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público - Fundação Biblioteca Nacional
49. A Ela - Machado de Assis
50. O Banqueiro Anarquista - Fernando Pessoa
51. Dom Casmurro - Machado de Assis
52. A Dama das Camélias - Alexandre Dumas Filho
53. Poemas de Álvaro de Campos - Fernando Pessoa
54. Adão e Eva - Machado de Assis
55. A Moreninha - Joaquim Manuel de Macedo
56. A Chinela Turca - Machado de Assis
57. As Alegres Senhoras de Windsor - William Shakespeare
58. Poemas Selecionados - Florbela Espanca
59. As Vítimas-Algozes - Joaquim Manuel de Macedo
60. Iracema - José de Alencar
61. A Mão e a Luva - Machado de Assis
62. Ricardo III - William Shakespeare
63. O Alienista - Machado de Assis
64. Poemas Inconjuntos - Fernando Pessoa
65. A Volta ao Mundo em 80 Dias - Júlio Verne
66. A Carteira - Machado de Assis
67. Primeiro Fausto - Fernando Pessoa
68. Senhora - José de Alencar
69. A Escrava Isaura - Bernardo Guimarães
70. Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
71. A Mensageira das Violetas - Florbela Espanca
72. Sonetos - Luís Vaz de Camões
73. Eu e Outras Poesias - Augusto dos Anjos
74. Fausto - Johann Wolfgang von Goethe
75. Iracema - José de Alencar
76. Poemas de Ricardo Reis - Fernando Pessoa
77. Os Maias - José Maria Eça de Queirós
78. O Guarani - José de Alencar
79. A Mulher de Preto - Machado de Assis
80. A Desobediência Civil - Henry David Thoreau
81. A Alma Encantadora das Ruas - João do Rio
82. A Pianista - Machado de Assis
83. Poemas em Inglês - Fernando Pessoa
84. A Igreja do Diabo - Machado de Assis
85. A Herança - Machado de Assis
86.. A chave - Machado de Assis
87. Eu - Augusto dos Anjos
88. As Primaveras - Casimiro de Abreu
89. A Desejada das Gentes - Machado de Assis
90. Poemas de Ricardo Reis - Fernando Pessoa
91. Quincas Borba - Machado de Assis
92. A Segunda Vida - Machado de Assis
93. Os Sertões - Euclides da Cunha
94. Poemas de Álvaro de Campos - Fernando Pessoa
95. O Alienista - Machado de Assis
96. Don Quixote. Vol. 1 - Miguel de Cervantes Saavedra
97. Medida Por Medida - William Shakespeare
98. Os Dois Cavalheiros de Verona - William Shakespeare
99. A Alma do Lázaro - José de Alencar
100. A Vida Eterna - Machado de Assis
101. A Causa Secreta - Machado de Assis
102. 14 de Julho na Roça - Raul Pompéia
103. Divina Comedia - Dante Alighieri
104. O Crime do Padre Amaro - José Maria Eça de Queirós
105. Coriolano - William Shakespeare
106. Astúcias de Marido - Machado de Assis
107. Senhora - José de Alencar
108. Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente
109. Noite na Taverna - Manuel Antônio Álvares de Azevedo
110. Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
111. A 'Não-me-toques' ! - Artur Azevedo
112. Os Maias - José Maria Eça de Queirós
113. Obras Seletas - Rui Barbosa
114. A Mão e a Luva - Machado de Assis
115.. Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco
116. Aurora sem Dia - Machado de Assis
117. Édipo-Rei - Sófocles
118. O Abolicionismo - Joaquim Nabuco
119. Pai Contra Mãe - Machado de Assis
120. O Cortiço - Aluísio de Azevedo
121. Tito Andrônico - William Shakespeare
122. Adão e Eva - Machado de Assis
123. Os Sertões - Euclides da Cunha
124. Esaú e Jacó - Machado de Assis
125. Don Quixote - Miguel de Cervantes
126. Camões - Joaquim Nabuco
127. Antes que Cases - Machado de Assis
128. A melhor das noivas - Machado de Assis
129. Livro de Mágoas - Florbela Espanca
130. O Cortiço - Aluísio de Azevedo
131. A Relíquia - José Maria Eça de Queirós
132. Helena - Machado de Assis
133. Contos - José Maria Eça de Queirós
134. A Sereníssima República - Machado de Assis
135. Iliada - Homero
136. Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco
137. A Brasileira de Prazins - Camilo Castelo Branco
138. Os Lusíadas - Luís Vaz de Camões
139. Sonetos e Outros Poemas - Manuel Maria de Barbosa du Bocage
140. Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco. - Fernando Pessoa
141. Anedota Pecuniária - Machado de Assis
142. A Carne - Júlio Ribeiro
143. O Primo Basílio - José Maria Eça de Queirós
144. Don Quijote - Miguel de Cervantes
145. A Volta ao Mundo em Oitenta Dias - Júlio Verne
146. A Semana - Machado de Assis
147. A viúva Sobral - Machado de Assis
148. A Princesa de Babilônia - Voltaire
149. O Navio Negreiro - Antônio Frederico de Castro Alves
150. Catálogo de Publicações da Biblioteca Nacional - Fundação Biblioteca Nacional
151. Papéis Avulsos - Machado de Assis
152. Eterna Mágoa - Augusto dos Anjos
153. Cartas D'Amor - José Maria Eça de Queirós
154. O Crime do Padre Amaro - José Maria Eça de Queirós
155. Anedota do Cabriolet - Machado de Assis
156. Canção do Exílio - Antônio Gonçalves Dias
157. A Desejada das Gentes - Machado de Assis
158. A Dama das Camélias - Alexandre Dumas Filho
159. Don Quixote. Vol. 2 - Miguel de Cervantes Saavedra
160. Almas Agradecidas - Mac hado de Assis
161. Cartas D'Amor - O Efêmero Feminino - José Maria Eça de Queirós
162. Contos Fluminenses - Machado de Assis
163. Odisséia - Homero
164. Quincas Borba - Machado de Assis
165. A Mulher de Preto - Machado de Assis
166. Balas de Estalo - Machado de Assis
167. A Senhora do Galvão - Machado de Assis
168. O Primo Basílio - José Maria Eça de Queirós
169. A Inglezinha Barcelos - Machado de Assis
170. Capítulos de História Colonial (1500-1800) - João Capistrano de Abreu
171. CHARNECA EM FLOR - Florbela Espanca
172. Cinco Minutos - José de Alencar
173. Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida
174. Lucíola - José de Alencar
175. A Parasita Azul - Machado de Assis
176. A Viuvinha - José de Alencar
177. Utopia - Thomas Morus
178. Missa do Galo - Machado de Assis
179. Espumas Flutuantes - Antônio Frederico de Castro Alves
180. História da Literatura Brasileira: Fatores da Literatura Brasileira - Sílvio Romero
181.. Hamlet - William Shakespeare
182. A Ama-Seca - Artur Azevedo
183. O Espelho - Machado de Assis
184. Helena - Machado de Assis
185. As Academias de Sião - Machado de Assis
186. A Carne - Júlio Ribeiro
187. A Ilustre Casa de Ramires - José Maria Eça de Queirós
188. Como e Por Que Sou Romancista - José de Alencar
189. Antes da Missa - Machado de Assis
190. A Alma Encantadora das Ruas - João do Rio
191. A Carta - Pero Vaz de Caminha
192. LIVRO DE SÓROR SAUDADE - Florbela Espanca
193. A mulher Pálida - Machado de Assis
194. Americanas - Machado de Assis
195. Cândido - Voltaire
196. Viagens de Gulliver - Jonathan Swift
197. El Arte de la Guerra - Sun Tzu
198. Conto de Escola - Machado de Assis
199. Redondilhas - Luís Vaz de Camões
200. Iluminuras - Arthur Rimbaud
201.. Schopenhauer - Thomas Mann
202. Carolina - Casimiro de Abreu
203. A esfinge sem segredo - Oscar Wilde
204. Carta de Pero Vaz de Caminha. - Pero Vaz de Caminha
205. Memorial de Aires - Machado de Assis
206. Triste Fim de Policarpo Quaresma - Afonso Henriques de Lima Barreto
207. A última receita - Machado de Assis
208. 7 Canções - Salomão Rovedo
209. Antologia - Antero de Quental
210. O Alienista - Machado de Assis
211. Outras Poesias - Augusto dos Anjos
212. Alma Inquieta - Olavo Bilac
213. A Dança dos Ossos - Bernardo Guimarães
214. A Semana - Machado de Assis
215. Diário Íntimo - Afonso Henriques de Lima Barreto
216. A Casadinha de Fresco - Artur Azevedo
217. Esaú e Jacó - Machado de Assis
218. Canções e Elegias - Luís Vaz de Camões
219. História da Literatura Brasileira - José Veríssimo Dias de Matos
220. A mágoa do Infeliz Cosme - Machado de Assis
221. Seleção de Obras Poéticas - Gregório de Matos
222. Contos de Lima Barreto - Afonso Henriques de Lima Barreto
223. Farsa de Inês Pereira - Gil Vicente
224. A Condessa Vésper - Aluísio de Azevedo
225. Confissões de uma Viúva - Machado de Assis
Quando uma coisa "cai" em domínio público é porque estão, digamos, livres para circulação. É quando deixa-se de pagar royalties. Isso demora um pouco pra acontecer. Depois de 70 anos da morte de um autor, por exemplo, as coisas podem cair em domínio público.
Pois então, pra quem não sabe, o Governo Federal do Brasil tem um site voltado para obras que se encaixam nesse quesito. É o Domínio Público. E de lá, recebi por e-mail 225 títulos de obras muito conhecidas e que já estão disponíveis. Segue a pequena listinha. E quem quiser ver outras coisas, incluindo músicas, entra no site e pode conferir. Tem bastante conteúdo bacana pra fechar a boca daqueles que falam que brasileiro não tem cultura.
; )
1. A Divina Comédia - Dante Alighieri
2. A Comédia dos Erros - William Shakespeare
3. Poemas de Fernando Pessoa - Fernando Pessoa
4. Dom Casmurro - Machado de Assis
5. Cancioneiro - Fernando Pessoa
6. Romeu e Julieta - William Shakespeare
7. A Cartomante - Machado de Assis
8. Mensagem - Fernando Pessoa
9. A Carteira - Machado de Assis
10. A Megera Domada - William Shakespeare
11. A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca - William Shakespeare
12. Sonho de Uma Noite de Verão - William Shakespeare
13. O Eu profundo e os outros Eus. - Fernando Pessoa
14. Dom Casmurro - Machado de Assis
15. Do Livro do Desassossego - Fernando Pessoa
16. Poesias Inéditas - Fernando Pessoa
17. Tudo Bem Quando Termina Bem - William Shakespeare
18. A Carta - Pero Vaz de Caminha
19. A Igreja do Diabo - Machado de Assis
20. Macbeth - William Shakespeare
21. Este mundo da injustiça globalizada - José Saramago
22. A Tempestade - William Shakespeare
23. O pastor amoroso - Fernando Pessoa
24. A Cidade e as Serras - José Maria Eça de Queirós
25. Livro do Desassossego - Fernando Pessoa
26. A Carta de Pero Vaz de Caminha - Pero Vaz de Caminha
27. O Guardador de Rebanhos - Fernando Pessoa
28. O Mercador de Veneza - William Shakespeare
29. A Esfinge sem Segredo - Oscar Wilde
30. Trabalhos de Amor Perdidos - William Shakespeare
31. Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
32. A Mão e a Luva - Machado de Assis
33. Arte Poética - Aristóteles
34. Conto de Inverno - William Shakespeare
35. Otelo, O Mouro de Veneza - William Shakespeare
36. Antônio e Cleópatra - William Shakespeare
37. Os Lusíadas - Luís Vaz de Camões
38. A Metamorfose - Franz Kafka
39. A Cartomante - Machado de Assis
40. Rei Lear - William Shakespeare
41. A Causa Secreta - Machado de Assis
42. Poemas Traduzidos - Fernando Pessoa
43. Muito Barulho Por Nada - William Shakespeare
44. Júlio César - William Shakespeare
45. Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente
46. Poemas de Álvaro de Campos - Fernando Pessoa
47. Cancioneiro - Fernando Pessoa
48. Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público - Fundação Biblioteca Nacional
49. A Ela - Machado de Assis
50. O Banqueiro Anarquista - Fernando Pessoa
51. Dom Casmurro - Machado de Assis
52. A Dama das Camélias - Alexandre Dumas Filho
53. Poemas de Álvaro de Campos - Fernando Pessoa
54. Adão e Eva - Machado de Assis
55. A Moreninha - Joaquim Manuel de Macedo
56. A Chinela Turca - Machado de Assis
57. As Alegres Senhoras de Windsor - William Shakespeare
58. Poemas Selecionados - Florbela Espanca
59. As Vítimas-Algozes - Joaquim Manuel de Macedo
60. Iracema - José de Alencar
61. A Mão e a Luva - Machado de Assis
62. Ricardo III - William Shakespeare
63. O Alienista - Machado de Assis
64. Poemas Inconjuntos - Fernando Pessoa
65. A Volta ao Mundo em 80 Dias - Júlio Verne
66. A Carteira - Machado de Assis
67. Primeiro Fausto - Fernando Pessoa
68. Senhora - José de Alencar
69. A Escrava Isaura - Bernardo Guimarães
70. Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
71. A Mensageira das Violetas - Florbela Espanca
72. Sonetos - Luís Vaz de Camões
73. Eu e Outras Poesias - Augusto dos Anjos
74. Fausto - Johann Wolfgang von Goethe
75. Iracema - José de Alencar
76. Poemas de Ricardo Reis - Fernando Pessoa
77. Os Maias - José Maria Eça de Queirós
78. O Guarani - José de Alencar
79. A Mulher de Preto - Machado de Assis
80. A Desobediência Civil - Henry David Thoreau
81. A Alma Encantadora das Ruas - João do Rio
82. A Pianista - Machado de Assis
83. Poemas em Inglês - Fernando Pessoa
84. A Igreja do Diabo - Machado de Assis
85. A Herança - Machado de Assis
86.. A chave - Machado de Assis
87. Eu - Augusto dos Anjos
88. As Primaveras - Casimiro de Abreu
89. A Desejada das Gentes - Machado de Assis
90. Poemas de Ricardo Reis - Fernando Pessoa
91. Quincas Borba - Machado de Assis
92. A Segunda Vida - Machado de Assis
93. Os Sertões - Euclides da Cunha
94. Poemas de Álvaro de Campos - Fernando Pessoa
95. O Alienista - Machado de Assis
96. Don Quixote. Vol. 1 - Miguel de Cervantes Saavedra
97. Medida Por Medida - William Shakespeare
98. Os Dois Cavalheiros de Verona - William Shakespeare
99. A Alma do Lázaro - José de Alencar
100. A Vida Eterna - Machado de Assis
101. A Causa Secreta - Machado de Assis
102. 14 de Julho na Roça - Raul Pompéia
103. Divina Comedia - Dante Alighieri
104. O Crime do Padre Amaro - José Maria Eça de Queirós
105. Coriolano - William Shakespeare
106. Astúcias de Marido - Machado de Assis
107. Senhora - José de Alencar
108. Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente
109. Noite na Taverna - Manuel Antônio Álvares de Azevedo
110. Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
111. A 'Não-me-toques' ! - Artur Azevedo
112. Os Maias - José Maria Eça de Queirós
113. Obras Seletas - Rui Barbosa
114. A Mão e a Luva - Machado de Assis
115.. Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco
116. Aurora sem Dia - Machado de Assis
117. Édipo-Rei - Sófocles
118. O Abolicionismo - Joaquim Nabuco
119. Pai Contra Mãe - Machado de Assis
120. O Cortiço - Aluísio de Azevedo
121. Tito Andrônico - William Shakespeare
122. Adão e Eva - Machado de Assis
123. Os Sertões - Euclides da Cunha
124. Esaú e Jacó - Machado de Assis
125. Don Quixote - Miguel de Cervantes
126. Camões - Joaquim Nabuco
127. Antes que Cases - Machado de Assis
128. A melhor das noivas - Machado de Assis
129. Livro de Mágoas - Florbela Espanca
130. O Cortiço - Aluísio de Azevedo
131. A Relíquia - José Maria Eça de Queirós
132. Helena - Machado de Assis
133. Contos - José Maria Eça de Queirós
134. A Sereníssima República - Machado de Assis
135. Iliada - Homero
136. Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco
137. A Brasileira de Prazins - Camilo Castelo Branco
138. Os Lusíadas - Luís Vaz de Camões
139. Sonetos e Outros Poemas - Manuel Maria de Barbosa du Bocage
140. Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco. - Fernando Pessoa
141. Anedota Pecuniária - Machado de Assis
142. A Carne - Júlio Ribeiro
143. O Primo Basílio - José Maria Eça de Queirós
144. Don Quijote - Miguel de Cervantes
145. A Volta ao Mundo em Oitenta Dias - Júlio Verne
146. A Semana - Machado de Assis
147. A viúva Sobral - Machado de Assis
148. A Princesa de Babilônia - Voltaire
149. O Navio Negreiro - Antônio Frederico de Castro Alves
150. Catálogo de Publicações da Biblioteca Nacional - Fundação Biblioteca Nacional
151. Papéis Avulsos - Machado de Assis
152. Eterna Mágoa - Augusto dos Anjos
153. Cartas D'Amor - José Maria Eça de Queirós
154. O Crime do Padre Amaro - José Maria Eça de Queirós
155. Anedota do Cabriolet - Machado de Assis
156. Canção do Exílio - Antônio Gonçalves Dias
157. A Desejada das Gentes - Machado de Assis
158. A Dama das Camélias - Alexandre Dumas Filho
159. Don Quixote. Vol. 2 - Miguel de Cervantes Saavedra
160. Almas Agradecidas - Mac hado de Assis
161. Cartas D'Amor - O Efêmero Feminino - José Maria Eça de Queirós
162. Contos Fluminenses - Machado de Assis
163. Odisséia - Homero
164. Quincas Borba - Machado de Assis
165. A Mulher de Preto - Machado de Assis
166. Balas de Estalo - Machado de Assis
167. A Senhora do Galvão - Machado de Assis
168. O Primo Basílio - José Maria Eça de Queirós
169. A Inglezinha Barcelos - Machado de Assis
170. Capítulos de História Colonial (1500-1800) - João Capistrano de Abreu
171. CHARNECA EM FLOR - Florbela Espanca
172. Cinco Minutos - José de Alencar
173. Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida
174. Lucíola - José de Alencar
175. A Parasita Azul - Machado de Assis
176. A Viuvinha - José de Alencar
177. Utopia - Thomas Morus
178. Missa do Galo - Machado de Assis
179. Espumas Flutuantes - Antônio Frederico de Castro Alves
180. História da Literatura Brasileira: Fatores da Literatura Brasileira - Sílvio Romero
181.. Hamlet - William Shakespeare
182. A Ama-Seca - Artur Azevedo
183. O Espelho - Machado de Assis
184. Helena - Machado de Assis
185. As Academias de Sião - Machado de Assis
186. A Carne - Júlio Ribeiro
187. A Ilustre Casa de Ramires - José Maria Eça de Queirós
188. Como e Por Que Sou Romancista - José de Alencar
189. Antes da Missa - Machado de Assis
190. A Alma Encantadora das Ruas - João do Rio
191. A Carta - Pero Vaz de Caminha
192. LIVRO DE SÓROR SAUDADE - Florbela Espanca
193. A mulher Pálida - Machado de Assis
194. Americanas - Machado de Assis
195. Cândido - Voltaire
196. Viagens de Gulliver - Jonathan Swift
197. El Arte de la Guerra - Sun Tzu
198. Conto de Escola - Machado de Assis
199. Redondilhas - Luís Vaz de Camões
200. Iluminuras - Arthur Rimbaud
201.. Schopenhauer - Thomas Mann
202. Carolina - Casimiro de Abreu
203. A esfinge sem segredo - Oscar Wilde
204. Carta de Pero Vaz de Caminha. - Pero Vaz de Caminha
205. Memorial de Aires - Machado de Assis
206. Triste Fim de Policarpo Quaresma - Afonso Henriques de Lima Barreto
207. A última receita - Machado de Assis
208. 7 Canções - Salomão Rovedo
209. Antologia - Antero de Quental
210. O Alienista - Machado de Assis
211. Outras Poesias - Augusto dos Anjos
212. Alma Inquieta - Olavo Bilac
213. A Dança dos Ossos - Bernardo Guimarães
214. A Semana - Machado de Assis
215. Diário Íntimo - Afonso Henriques de Lima Barreto
216. A Casadinha de Fresco - Artur Azevedo
217. Esaú e Jacó - Machado de Assis
218. Canções e Elegias - Luís Vaz de Camões
219. História da Literatura Brasileira - José Veríssimo Dias de Matos
220. A mágoa do Infeliz Cosme - Machado de Assis
221. Seleção de Obras Poéticas - Gregório de Matos
222. Contos de Lima Barreto - Afonso Henriques de Lima Barreto
223. Farsa de Inês Pereira - Gil Vicente
224. A Condessa Vésper - Aluísio de Azevedo
225. Confissões de uma Viúva - Machado de Assis
2 de setembro de 2009
Harry Potter sai pra beber com Edward Cullen, da saga Crepúsculo
O site Charges.com.br colocou no ar uma charge mostrando uma conversa inusitada no mundo da fantasia: Harry Potter bêbado com um cálice "de fogo" conversando com Edward Cullen, de Crepúsculo sobre o sucesso das duas séries.
Vale a pena conferir!
5 de agosto de 2009
Direito de resposta sobre suposta falta de ética
Eu tinha ideia de fazer um outro post, mas acabei de receber um link por e-mail e mudei os planos, por enquanto.
Há alguns dias, fiz um post comentando minha saída da Imovelweb e os projetos que desenvolvi lá. Talvez tenha cometido o "erro" de não destacar que todos os projetos foram desenvolvidos em equipe e não sozinho. Mas inocentemente acreditei que as pessoas (principalmente as que trabalham com web) soubessem que um projeto web não se desenvolve sozinho. Ainda mais uma pessoa que já trabalhou para a mesma empresa que eu. Tudo bem que nesse caso, ainda não havia equipe, mas acredito que devia haver bom senso.
Dos projetos citados no meu post, tanto a Página de Detalhes como o projeto do Seguro Residencial foram feitos em equipe. Nesse último, principalmente, o projeto quase como um todo foi desenvolvido por três cabeças; 2 webdesigners e 1 arquiteta da informação. E em nenhum momento no post eu disse ter feito as coisas sozinho. O que eu disse sobre o projeto segue abaixo:
A imagem que usei para ilustrar esse pedaço do texto foi a seguinte:

Conforme descrevi no texto citado acima, essa imagem foi somente um teaser, nada do projeto em si pois como ele ainda não está no ar, não posso fazer esse tipo de divulgação antecipada. Também conforme eu disse, o logo (eu só falei no logo) foi criação minha, com apoio e dicas de todos os outros membros da equipe - agora é bom fazer essa ressalva.
Para entenderem do que estou falando, esse é o link que recebi por e-mail:
http://www.fotolog.com.br/meninoegipcio/84573500
Continuando, essas "bolinhas" com os ícones em azul não foram feitos por mim de fato. E em nenhum momento disse isso ou me apropriei do trabalho de alguém como meu. Se alguém entendeu da mesma forma que o Sr. MVRA, pseudômino do autor, ex-parceiro de trabalhos free-lancers e que já trabalhou na Imovelweb na mesma função que ocupei junto com o autor das "bolinhas", peço perdão pois a arte das tais "bolinhas" são do Sr. José, que prefere ser conhecido por Alix Malchik.
Eu, como considero sempre o trabalho em equipe a melhor solução (e sempre deixei isso claro para todos que trabalharam comigo, inclusive o profissional em questão), não tenho por objetivo assinar meus trabalhos como um artista. O design não é arte e isso, um profissional com a trajetória tão auto-vangloriada do Sr. MVRA, acredito que já saiba. Mas também acredito que eu não seja a melhor pessoa para ouvir dele sobre ÉTICA (em letras garrafais conforme ele usou). Não sou o tipo de pessoa que abandona os projetos que pego no meio do caminho simplesmente porque cansei. Também não faço o gênero de desistir de um trabalho sem avisar, e quando as pessoas tentam me cobrar eu, sim, atendo o telefone e respondo e-mail. Se isso não é ética, deveria ser entendido como responsabilidade, e isso eu achava que o Sr. MVRA tinham até que me provou o contrário. E mesmo assim não achei ético espalhar isso nem para os envolvidos e nem mesmo para os meus amigos que o conheceram. Nem mesmo quando meu salário foi reduzido pela metade na contratação por conta de duas indicações que ele fez sem ter previamente avisado: a minha e a do Sr. José. Acredito que ética e responsabilidade não me faltaram em nenhum momento.
Juntando tudo isso, fui buscar um outro lugar onde eu pudesse ouvir o que o próprio Sr. José teria a dizer sobre o assunto, e encontrei isso em sua página do Twitter:
Com um pouquinho mais de análise coerente e observação além do superficial que o Sr. José prefere dar sempre, podemos perceber que no meu texto não falei mal da empresa, pelo contrário, coloquei sua posição de destaque no mercado e mostrei o que pude desenvolver para eles (com ajuda, é bom ressaltar de novo). O que eu disse foi que para mim, as coisas não estavam sendo como eu esperava e por isso fiquei insatisfeito, o que culminou na minha saída. A empresa não é ruim, pelo contrário. O que estraga são aquelas pessoas que se preocupam mais com o social, com a "fama" e com fofocas do que com o próprio trabalho. Nunca deixei de elogiar o trabalho dos outros quando achei bom, assim como fiz quando vi pela primeira vez essa imagem que gerou o burburinho e fiz isso direto para o autor. Mas nunca me preocupei em ressaltar os defeitos. Se eu tivesse feito isso, poderia ter falado sobre deficiências que ficaram claras no back-end desse mesmo projeto. Mesmo assim, o que eu tinha pra dizer, falei diretamente para o autor e com uma delicadeza profissional, que falta a essas duas pessoas, infelizmente.
Por esse motivo, e só por esse motivo, me senti no direito e no dever de publicar aqui minha resposta a isso. Minha intenção não é atacar e sim me defender. De verdade, gostaria que esse assunto se encerrasse por aqui, mesmo duvidando um pouco que a outra parte concorde com isso.
Se faltei ou não com ética, vocês podem (e devem) decidir melhor do que eu. Se esse for o caso, peço minhas desculpas antecipadamente. Mas pela minha longa explicação acho que deu pra acompanhar meu raciocínio.
De qualquer modo, senhoras e senhores, peço por favor e de coração que dêem créditos, palmas e atenção para @AleMalchik e @marcosrazuk porque eles realmente valorizam isso mais do que eu.
Como vocês podem perceber, sou seguido além do Twitter... =P
[ATT] Caso alguém não consiga acessar o link do fotolog por estar fora do ar, com agora, ou por qualquer outro motivo, clique aqui para ver o print da tela.
[ATT2] A publicação do nome completo do autor das "bolinhas" o incomodou e ele solicitou aqui no blog (o primeiro dos comentários desse post) para que retirasse seu nome completo. Apenas para identificação, ele é tratado nesse post como "Sr. José", estando somente seu nome profissional identificado. Do restante, mais nada aqui será modificado. O interessante é sempre medir as nossas ações e estar preparado para as reações. Obrigado pelos comentários.
Há alguns dias, fiz um post comentando minha saída da Imovelweb e os projetos que desenvolvi lá. Talvez tenha cometido o "erro" de não destacar que todos os projetos foram desenvolvidos em equipe e não sozinho. Mas inocentemente acreditei que as pessoas (principalmente as que trabalham com web) soubessem que um projeto web não se desenvolve sozinho. Ainda mais uma pessoa que já trabalhou para a mesma empresa que eu. Tudo bem que nesse caso, ainda não havia equipe, mas acredito que devia haver bom senso.
Dos projetos citados no meu post, tanto a Página de Detalhes como o projeto do Seguro Residencial foram feitos em equipe. Nesse último, principalmente, o projeto quase como um todo foi desenvolvido por três cabeças; 2 webdesigners e 1 arquiteta da informação. E em nenhum momento no post eu disse ter feito as coisas sozinho. O que eu disse sobre o projeto segue abaixo:
Agora o projeto mais legal, desafiador e trabalhoso foi o Seguro Residencial. Ainda não entrou no ar, tá em fase de programação e deve ainda levar algumas semanas pra sair, por isso não vou divulgar nada antecipadamente além da imagem abaixo. Fica como teaser!
Quando ele entrar no ar aviso aqui. Esse é meu filhinho do coração. O logo, apesar de não ser a sétima maravilha do mundo, é meu também.
A imagem que usei para ilustrar esse pedaço do texto foi a seguinte:
Conforme descrevi no texto citado acima, essa imagem foi somente um teaser, nada do projeto em si pois como ele ainda não está no ar, não posso fazer esse tipo de divulgação antecipada. Também conforme eu disse, o logo (eu só falei no logo) foi criação minha, com apoio e dicas de todos os outros membros da equipe - agora é bom fazer essa ressalva.
Para entenderem do que estou falando, esse é o link que recebi por e-mail:
http://www.fotolog.com.br/meninoegipcio/84573500
Continuando, essas "bolinhas" com os ícones em azul não foram feitos por mim de fato. E em nenhum momento disse isso ou me apropriei do trabalho de alguém como meu. Se alguém entendeu da mesma forma que o Sr. MVRA, pseudômino do autor, ex-parceiro de trabalhos free-lancers e que já trabalhou na Imovelweb na mesma função que ocupei junto com o autor das "bolinhas", peço perdão pois a arte das tais "bolinhas" são do Sr. José, que prefere ser conhecido por Alix Malchik.
Eu, como considero sempre o trabalho em equipe a melhor solução (e sempre deixei isso claro para todos que trabalharam comigo, inclusive o profissional em questão), não tenho por objetivo assinar meus trabalhos como um artista. O design não é arte e isso, um profissional com a trajetória tão auto-vangloriada do Sr. MVRA, acredito que já saiba. Mas também acredito que eu não seja a melhor pessoa para ouvir dele sobre ÉTICA (em letras garrafais conforme ele usou). Não sou o tipo de pessoa que abandona os projetos que pego no meio do caminho simplesmente porque cansei. Também não faço o gênero de desistir de um trabalho sem avisar, e quando as pessoas tentam me cobrar eu, sim, atendo o telefone e respondo e-mail. Se isso não é ética, deveria ser entendido como responsabilidade, e isso eu achava que o Sr. MVRA tinham até que me provou o contrário. E mesmo assim não achei ético espalhar isso nem para os envolvidos e nem mesmo para os meus amigos que o conheceram. Nem mesmo quando meu salário foi reduzido pela metade na contratação por conta de duas indicações que ele fez sem ter previamente avisado: a minha e a do Sr. José. Acredito que ética e responsabilidade não me faltaram em nenhum momento.
Juntando tudo isso, fui buscar um outro lugar onde eu pudesse ouvir o que o próprio Sr. José teria a dizer sobre o assunto, e encontrei isso em sua página do Twitter:
Admiradores: usam minha arte, não colocam o crédito , fala mal de onde eu trabalho. Falta tudo nesse ser, começando por competencia...
Com um pouquinho mais de análise coerente e observação além do superficial que o Sr. José prefere dar sempre, podemos perceber que no meu texto não falei mal da empresa, pelo contrário, coloquei sua posição de destaque no mercado e mostrei o que pude desenvolver para eles (com ajuda, é bom ressaltar de novo). O que eu disse foi que para mim, as coisas não estavam sendo como eu esperava e por isso fiquei insatisfeito, o que culminou na minha saída. A empresa não é ruim, pelo contrário. O que estraga são aquelas pessoas que se preocupam mais com o social, com a "fama" e com fofocas do que com o próprio trabalho. Nunca deixei de elogiar o trabalho dos outros quando achei bom, assim como fiz quando vi pela primeira vez essa imagem que gerou o burburinho e fiz isso direto para o autor. Mas nunca me preocupei em ressaltar os defeitos. Se eu tivesse feito isso, poderia ter falado sobre deficiências que ficaram claras no back-end desse mesmo projeto. Mesmo assim, o que eu tinha pra dizer, falei diretamente para o autor e com uma delicadeza profissional, que falta a essas duas pessoas, infelizmente.
Por esse motivo, e só por esse motivo, me senti no direito e no dever de publicar aqui minha resposta a isso. Minha intenção não é atacar e sim me defender. De verdade, gostaria que esse assunto se encerrasse por aqui, mesmo duvidando um pouco que a outra parte concorde com isso.
Se faltei ou não com ética, vocês podem (e devem) decidir melhor do que eu. Se esse for o caso, peço minhas desculpas antecipadamente. Mas pela minha longa explicação acho que deu pra acompanhar meu raciocínio.
De qualquer modo, senhoras e senhores, peço por favor e de coração que dêem créditos, palmas e atenção para @AleMalchik e @marcosrazuk porque eles realmente valorizam isso mais do que eu.
Como vocês podem perceber, sou seguido além do Twitter... =P
[ATT] Caso alguém não consiga acessar o link do fotolog por estar fora do ar, com agora, ou por qualquer outro motivo, clique aqui para ver o print da tela.
[ATT2] A publicação do nome completo do autor das "bolinhas" o incomodou e ele solicitou aqui no blog (o primeiro dos comentários desse post) para que retirasse seu nome completo. Apenas para identificação, ele é tratado nesse post como "Sr. José", estando somente seu nome profissional identificado. Do restante, mais nada aqui será modificado. O interessante é sempre medir as nossas ações e estar preparado para as reações. Obrigado pelos comentários.
30 de julho de 2009
Ditados digitais
Mais uma das recebidas por e-mail:
Como estamos na 'Era Digital', foi necessário rever os velhos ditados existentes e adaptá-los à nova realidade. Veja alguns:
1. A pressa é inimiga da conexão.
2. Amigos, amigos, senhas à parte.
3. Antes só, do que em chats aborrecidos.
4. A arquivo dado não se olha o formato.
5. Diga-me que chat freqüentas e te direi quem és.
6. Para bom provedor uma senha basta.
7. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.
8. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.
9. Em terra off-line, quem tem 486 é rei.
10. Hacker que ladra, não morde.
11. Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.
12. Mouse sujo se limpa em casa.
13. Melhor prevenir do que formatar.
14. O barato sai caro. E lento.
15. Quando a esmola é demais, o santo desconfia que tem vírus anexado.
16. Quando um não quer, dois não teclam.
17. Quem ama um 486, Pentium 5 lhe parece.
18. Quem clica seus males multiplica.
19. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.
20. Quem envia o que quer, recebe o que não quer.
21. Quem não tem banda larga, caça com modem.
22. Quem nunca errou, que aperte a primeira tecla.
23. Quem semeia e-mails, colhe spams.
24. Quem tem dedo vai a Roma.com
25. Um é pouco, dois é bom, três é chat ou lista virtual.
26. Vão-se os arquivos, ficam os back-ups.
27. Diga-me que computador tens e direi quem és.
28. Há dois tipos de pessoas na informática. Os que perderam o HD e os que ainda vão perder...
29. Uma impressora disse para outra: Essa folha é sua ou é impressão minha?
30. Aluno de informática não cola, faz backup.
31. O problema do computador é o USB (Usuário Super Burro).
32. Na informática nada se perde, nada se cria. Tudo se copia... e depois se cola.
33. O Natal das pessoas viciadas em computador é diferente. No dia 25 de Dezembro, o Papai Noel desce pelo cabo de rede, sai pela porta serial e diz: Feliz Natal, ROM, ROM, ROM!
29 de julho de 2009
Bola pra frente que pra trás ficou a Imovelweb
Hey, pessoas!
Ontem foi meu último dia de trabalho na Imovelweb, um portal de busca de imóveis. O site é líder no segmento e é, dentre os concorrentes, o que apresenta o melhor resultado, não pela quantidade, mas pela qualidade.
Ficando um pouco menos de 1 ano lá, desenvolvi alguns projetos que me ensinaram bastante. Logo que entrei, peguei um projeto em andamento para a nova página de detalhes de anúncio, que tinha essa cara da imagem abaixo (peço desculpas pela qualidade da imagem).

E fizemos um retrabalho de design e depois fiz vários ajustes de HTML/CSS para poder mandar pra frente. E eu gostei do resultado final, que foi pro ar já há algum tempo.

No rodapé do site, em todas as páginas, havia um amontoado de texto que virou uma sequência de links mais buscados no site e eu fiz um CSS pra esse espaço. O resultado final ficou mais limpo e organizado do que antes.

Agora o projeto mais legal, desafiador e trabalhoso foi o Seguro Residencial. Ainda não entrou no ar, tá em fase de programação e deve ainda levar algumas semanas pra sair, por isso não vou divulgar nada antecipadamente além da imagem abaixo. Fica como teaser!

Quando ele entrar no ar aviso aqui. Esse é meu filhinho do coração. O logo, apesar de não ser a sétima maravilha do mundo, é meu também.
Houveram alguns outros projetinhos pequenos, como ajustes (que ainda não foram pro ar) no canal de imóveis do MSN, que tem parceria com o Imovelweb, mas coisas pequenas e pontuais. O restante foram projetos internos (como a Intranet), ou pequenos e não muito empolgantes. Esse foi um dos principais motivos da minha insatisfação em continuar trabalhando lá, o que acabou culminando na minha saída da empresa. Mas aprendi bastante, conheci muita gente legal, e fiz algumas amizades pro resto da vida (beijo "amika").
Próximooo...
Ontem foi meu último dia de trabalho na Imovelweb, um portal de busca de imóveis. O site é líder no segmento e é, dentre os concorrentes, o que apresenta o melhor resultado, não pela quantidade, mas pela qualidade.
Ficando um pouco menos de 1 ano lá, desenvolvi alguns projetos que me ensinaram bastante. Logo que entrei, peguei um projeto em andamento para a nova página de detalhes de anúncio, que tinha essa cara da imagem abaixo (peço desculpas pela qualidade da imagem).
E fizemos um retrabalho de design e depois fiz vários ajustes de HTML/CSS para poder mandar pra frente. E eu gostei do resultado final, que foi pro ar já há algum tempo.
No rodapé do site, em todas as páginas, havia um amontoado de texto que virou uma sequência de links mais buscados no site e eu fiz um CSS pra esse espaço. O resultado final ficou mais limpo e organizado do que antes.
Agora o projeto mais legal, desafiador e trabalhoso foi o Seguro Residencial. Ainda não entrou no ar, tá em fase de programação e deve ainda levar algumas semanas pra sair, por isso não vou divulgar nada antecipadamente além da imagem abaixo. Fica como teaser!
Quando ele entrar no ar aviso aqui. Esse é meu filhinho do coração. O logo, apesar de não ser a sétima maravilha do mundo, é meu também.
Houveram alguns outros projetinhos pequenos, como ajustes (que ainda não foram pro ar) no canal de imóveis do MSN, que tem parceria com o Imovelweb, mas coisas pequenas e pontuais. O restante foram projetos internos (como a Intranet), ou pequenos e não muito empolgantes. Esse foi um dos principais motivos da minha insatisfação em continuar trabalhando lá, o que acabou culminando na minha saída da empresa. Mas aprendi bastante, conheci muita gente legal, e fiz algumas amizades pro resto da vida (beijo "amika").
Próximooo...
18 de julho de 2009
Novo layout do blog!
É com alegria que "inauguro" um novo layout aqui!
O design foi criado especialmente para o blog e tenta trazer minha essência para a tela, além de seguir a identidade visual do meu portifólio digital, que tenho ideia de reformular em breve também.
No topo, há uma nova estrutura de navegação, com links para a página inicial do blog (clicando no logo), meu portifólio digital, o perfil que criei no Google Profiles, além do meu currículo e de uma página com um formulário de contato direto para o meu e-mail.
Também no topo, há um campo para pesquisa de conteúdo no blog e uma breve descrição minha.
Já do lado direito, uma foto que pode ser trocada de tempos em tempos e um link para o RSS do blog. Uma novidade interessante são os links que levam para o meu perfil em algumas redes sociais: Twitter, Flickr, Facebook, Last.fm, YouTube e Drimio - uma rede social brasileira de marcas.
Ainda na sidebar, alguns widgets que serão modificados com o tempo. Por enquanto, temos o Arquivo do Blog, uma seção de vídeos do meu canal do YouTube, além das tags (marcadores) do blog e a área de Seguidores. Espero que vocês curtam e resolvam seguir o blog também!
Na postagem a novidade é uma área com maior largura, que permite fotos maiores, dando foco pro visual. Do lado direito do título da postagem um balão indica o número de comentários dela. Para comentar clique no balão (aproveite e diga se gostou do novo layout).
No rodapé da postagem, além das tags, temos o ícone de "Enviar para amigo".
Mas apesar de tudo isso, o grande "tchan" desse novo visual é o fundo do blog. Ele contém desenhos de coisas que marcaram de alguma forma a minha vida. Se você tem uma resolução de tela menor, você verá apenas uma "coluna" de desenhos, mas se tiver uma resolução maior, verá outros.
Pra montar isso tudo, usei basicamente Photoshop e Dreamweaver (ambos da Adobe) e refinei CSS no próprio editor HTML do Blogger. Pesquisei bastante coisa no Templates Novo Blogger, deu uma ajuda e tanto!
Bom, chega de falar!
Eu curti essa mudança, essa nova cara. Quero saber o que vocês acharam.
Elogiem, critiquem, sugiram, reclamem. Comentem!
O design foi criado especialmente para o blog e tenta trazer minha essência para a tela, além de seguir a identidade visual do meu portifólio digital, que tenho ideia de reformular em breve também.
No topo, há uma nova estrutura de navegação, com links para a página inicial do blog (clicando no logo), meu portifólio digital, o perfil que criei no Google Profiles, além do meu currículo e de uma página com um formulário de contato direto para o meu e-mail.
Também no topo, há um campo para pesquisa de conteúdo no blog e uma breve descrição minha.
Já do lado direito, uma foto que pode ser trocada de tempos em tempos e um link para o RSS do blog. Uma novidade interessante são os links que levam para o meu perfil em algumas redes sociais: Twitter, Flickr, Facebook, Last.fm, YouTube e Drimio - uma rede social brasileira de marcas.
Ainda na sidebar, alguns widgets que serão modificados com o tempo. Por enquanto, temos o Arquivo do Blog, uma seção de vídeos do meu canal do YouTube, além das tags (marcadores) do blog e a área de Seguidores. Espero que vocês curtam e resolvam seguir o blog também!
Na postagem a novidade é uma área com maior largura, que permite fotos maiores, dando foco pro visual. Do lado direito do título da postagem um balão indica o número de comentários dela. Para comentar clique no balão (aproveite e diga se gostou do novo layout).
No rodapé da postagem, além das tags, temos o ícone de "Enviar para amigo".
Mas apesar de tudo isso, o grande "tchan" desse novo visual é o fundo do blog. Ele contém desenhos de coisas que marcaram de alguma forma a minha vida. Se você tem uma resolução de tela menor, você verá apenas uma "coluna" de desenhos, mas se tiver uma resolução maior, verá outros.
Pra montar isso tudo, usei basicamente Photoshop e Dreamweaver (ambos da Adobe) e refinei CSS no próprio editor HTML do Blogger. Pesquisei bastante coisa no Templates Novo Blogger, deu uma ajuda e tanto!
Bom, chega de falar!
Eu curti essa mudança, essa nova cara. Quero saber o que vocês acharam.
Elogiem, critiquem, sugiram, reclamem. Comentem!
6 de julho de 2009
A influência das redes sociais na relação empresa-consumidor
O texto abaixo foi publicado no Portal Imprensa. Entitulado "O Twitter e a derrocada do autoritarismo na comunicação", apesar de longo, é extremamente interessante para compreender as mudanças que essa era de redes sociais vem trazendo para a relação das empresas (sejam públicas, privadas, multinacionais, artistas, políticos, entre outros) com o consumidor.
"Nenhuma organização se sente confortável quando um consumidor tece críticas a ela, particularmente quando isso acontece publicamente, sobretudo tendo a mídia como caixa de ressonância. Ela sempre imagina que a sua imagem resultará arranhada, o que pode ser absolutamente verdade (mas será que ela não mereceu o puxão de orelhas?).
É razoável aceitar que, quase sempre, ao ser criticada, uma organização (ou mesmo uma pessoa) entra mesmo nessa zona de desconforto, se coloca na defensiva ou busca argumentos contrários (mas nem sempre verdadeiros) para neutralizar crítica etc. Esta postura é normal porque esse negócio de dar a outra face depois de levar uma bofetada não se aplica bem ao universo dos negócios.
Mas não é normal, (na verdade, parece doentio) quando uma organização se empenha para calar as críticas, promove represálias aos descontentes ou ameaça com processos jornalistas e cidadãos que, merecidamente, resolvem pisar-lhe no pé. Encastelada na sua arrogância, não admite que possa estar errada ou que deva existir espaço no mercado e na sociedade para posições divergentes. Querem governar magnanimamente e desfilar sob aplausos. Mas está cada vez
mais difícil conseguir ou impor unanimidade.
Há uma explicação (justificativa nunca!) para essa postura: as organizações costumam ser autoritárias simplesmente porque seus diretores (ou gestores em geral) ainda estão, em sua esmagadora maioria, amarrados a uma cultura retrógrada, dinossáurica, que encara as críticas como ameaças. Eles não conseguem perceber sinais de alerta ou mesmo sugestões brilhantes que brotam do terreno da boca ou da pena (mais recentemente da tecla) do adversário.
As empresas privadas ou públicas muitas vezes assumem esta atitude autoritária com o objetivo de instituir o silêncio, a falsa excelência de ações e processos, porque não estão dispostas, capacitadas a enfrentar as divergências. Fala-se muito em diversidade cultural, mas, na prática, são transgênicas, não diversas, defendem a tese da opinião unânime e, evidentemente, a seu favor. Proclamam-se sustentáveis, mas praticam o marketing verde e usam o discurso da responsabilidade social como disfarce.
A cultura da arrogância pode ser vista na postura da Petrobrás (a empresa camaleão - meio pública e meio privada) e, em particular do seu presidente (ganhou por causa disso até editorial do Estadão), que busca a todo custo, valendo-se do seu lado público (relação não transparente com governos e partidos), impedir que a CPI coloque o dedo nas suas feridas (vai ver elas são muitas e a Petrobras é muito sensível a dores!). Criou blog (e fez bem), afrontou os jornalistas (aí fez mal) e, respaldada no seu imenso poder econômico (seu lado privado), continua tentando, a todo momento, sufocar as divergências (mas, como diz o ditado, algumas coisas tendem a cheirar mal quanto mais se cutuca), hasteando a bandeira da transparência.
A cultura da arrogância pode ser encontrada na Telefônica que sempre buscou mascarar as suas mazelas tecnológicas e de pessoal até que os apagões e caladões na banda larga e na telefonia fixa não couberam mais debaixo do tapete. Fingiu pedir desculpas (funcionou uma vez), usou a mesma estratégia novamente, insistiu ainda de novo, mas, como só o discurso não resolve problemas reais, teve que pedir arrego e prometer investimentos imediatos (é bom ficar de olho porque culturas assim são melhores para prometer do que para cumprir). Está com a venda do Speedy suspensa, o que deveria mesmo acontecer até que ela arrumasse a casa, um desarranjo de dar dó (ostenta com galhardia o título de campeã de reclamações há muito tempo).
O momento exige mudanças. As organizações precisam, por uma questão de sobrevivência, conviver com a divergência porque ela será sempre maior, tendo em vista o aumento da concorrência, a visão mais crítica dos consumidores e o avanço da legislação que tolera cada vez menos abusos (embora a Justiça seja conivente com os faltosos, vide o Senado brasileiro, paraíso de mordomos, sobrinhos, netos e mausoléus!).
Um exemplo interessante foi relatado em reportagem da BusinessWeek, publicada no Valor Econômico (22/06/2009, p. B3) sob o título "Na Nokia, falar 'mal' da companhia dá recompensa". Segundo matéria assinada por Jack Ewing, diretamente de Frankfurt, Alemanha, " no terceiro trimestre de 2008, a Nokia estabeleceu uma intranet chamada Blog-Hub, abrindo a rede aos funcionários blogueiros de todas as partes do mundo. Escrevendo sob pseudônimos como "Hulk" e "Agulha", os funcionários podem ser cruéis, atacando seus empregadores por tudo, desde as práticas de compras à velocidade do software dos celulares. Em vez de 'acabar com a festa', os administradores da Nokia querem que eles 'botem tudo para fora".
É evidente que as críticas toleráveis, mesmo na Nokia, limitam-se a produtos e processos, mas isso já é um avanço. Falar das chefias incompetentes talvez não seja razoável na Dinamarca como não costuma ser em qualquer empresa brasileira. Que funcionário da Petrobras teria coragem de dizer ao Gabrielli que ele é arrogante? Que funcionário da Telefônica terá coragem de dizer ao Valente (com esse nome fica mais difícil mesmo!) para ele parar de vender Speedy porque não há estrutura que suporte tanta ligação? Mas a gente pode, o Estadão pode, a Aneel pode e, eles gostem ou não, vão ter, como diz o Zagalo, que
engolir sem mastigar.
As empresas não estão mais, embora algumas insistam em fechar os olhos para a realidade, blindadas contra as críticas porque as redes sociais, o Twitter, o Orkut, os blogs, os grupos de discussão, passaram a ser ambiente propício para esta modalidade nova de "rádio peão"eletrônica para a qual não há controle e censura que dêem jeito. Basta não andar na linha, basta desrespeitar o consumidor, praticar o assédio moral contra funcionários (será que o ambiente da AmBev já melhorou depois de tantos processos movidos por ex-colaboradores?) ou prejudicar os investidores (que a Aracruz e a Sadia tenham aprendido a lição!) para que a comunicação máquina-a-máquina funcione a todo vapor. E o ruído silencioso das redes sociais , da comunicação eletrônica é mais devastador do que o dos megafones e carros de som tradicionais.
Não há saída: a sociedade conectada não favorece o controle, torna ineficaz a estratégia antiga (infelizmente ainda utilizada em centenas de cidades brasileiras por empresas e autoridades) de cooptar veículos de comunicação em troca de anúncios, por amizade etc ou mesmo de ameaçar jornalistas/radialistas que insistem em denunciar escândalos políticos ou econômicos.
Hoje somos milhões de cidadãos mobilizados e munidos de trombones digitais para literalmente botarmos a boca no mundo, se necessário. Não dá para subornar todos nós, silenciar todos nós, mesmo porque, felizmente, sempre existirão muitos, cada vez mais, que repudiam ameaças e não se vendem por coisa alguma. Há um rascunho de cidadania planetária sendo escrito em cada jovem que nasce neste mundo conectado, mas ainda devastado, contaminado por agrotóxico, sem ética e sem solidariedade humana. Essa geração, se não reprimida, pode alterar as regras do jogo que foram impostas há tempo por corporações poderosas, governos totalitários, parlamentares corruptos e empresários inescrupulosos.
As empresas devem contemplar as críticas como sinais de alerta porque boa parte delas se origina de motivos concretos ou até da sua incompetência em estabelecer diálogo com os seus públicos de interesse. Muitas preferem monitorá-las com o objetivo de desenvolver ações de intimidação ou de cooptação (continuam acreditando que toda pessoa tem seu preço!) em vez de ouvirem com mais cuidado e respeito porque consumidores, funcionários, na maioria dos casos, apenas querem colaborar, ainda que o tom não seja em princípio cordial (o que faria você se ficasse sem telefone ou internet o dia todo e dependesse deles para fechar negócios, conversar com parentes e amigos?).
As organizações precisam recrutar pessoas, especialmente líderes autênticos (há chefes que não lideram coisa alguma e que só se impõem pela possibilidade que as empresas lhes dão de chicotear aqueles que os contestam), que estejam dispostos a esta interação com humildade, praticando, interna e externamente, uma autêntica gestão de informações e de conhecimentos.
Os consumidores e a sociedade tendem a ser cada vez mais plurais em contraposição à tendência monopolista dos mercados. Mas essa conta, que não fecha, não será resolvida com tranqüilidade porque os espaços de comunicação e de crítica se tornarão cada vez maiores e mais ruidosos. Contra a pressão de gravadoras e editoras, compartilhamento de material (arquivos, músicas) na web; contra software proprietários, o software livre. Contra Gabriellis e Agnellis, se postarão Silvas, Joãos e Antônios que não curvam a espinha. Contra congressistas sem ética, existirão blogueiros e twitteiros com a língua afiada e os dedos ligeiros.
Seremos todos piratas (no bom sentido) no futuro, mesmo que essa realidade pareça distante neste momento. Teremos que compartilhar valores, saberes, informações, conhecimentos se quisermos sobreviver em paz.
Até que isso aconteça, o negócio é resistir ao autoritarismo (o exemplo de Honduras indica que as ditaduras são cada vez menos toleráveis) de chefias, de empresas, de governos. Contra a censura, a auto-censura e o grito, usaremos o sarcasmo, a ironia, a conversa ao pé do fogo. Contra Davos o Fórum Social. Contra latifúndios (na agricultura e na mente), lançaremos mão da nossa opinião diversa, avessa à transgenia cultural e defenderemos, com veemência, a bio e a sociodiversidade.
Comunicação democrática, diálogo, relacionamento saudável são atributos de uma organização moderna e, ainda que lentamente, a utopia da prevalência da solidariedade humana se fortalecerá porque, gradativamente, este será o desejo (e a necessidade) de todos nós.
As mulheres do Irã, os agricultores familiares, os excluídos pelas barragens, os indígenas e quilombolas expulsos pelos grandes projetos de mineração e de papel e celulose (vide Aracruz no Espírito Santo!), os trabalhadores escravizados por madeireiras e usineiros sem escrúpulos encontrarão mais facilmente vozes para defendê-los. O meio ambiente preservado já é, por exemplo, uma aspiração de todos nós e essa luta nos mobiliza planetariamente. Bush já era, assim como perderão voz e vez o presidentes arrogantes das empresas nacionais e internacionais.
Entramos na era das redes, dos movimentos organizados, da comunicação crítica e, neste novo cenário, as organizações e os governos terão que fazer o jogo da contemporaneidade.
Twitter, Orkut, "rádio peão" e blogs irreverentes serão nossas enxadas eletrônicas contra empresas e chefias autoritárias. Um dia, aquela frase hipócrita - "o funcionário é o nosso maior patrimônio " (não é, Embraer?) - deixará de ser apenas um discurso vazio que freqüenta folders e vídeos institucionais e vigorará na prática.
As organizações e governos que quiserem "pagar para ver" levarão um tranco fenomenal. Quando a utopia se transformar em realidade, não haverá espaço para ditadores ou privilegiados, em Honduras ou no Senado. E isso só acontecerá, se acreditarmos nisso e estivermos dispostos a realizar as mudanças necessárias. O Twitter, o Orkut, os portais, os blogs são a nossa nova arma. Estamos nos preparando para a luta. E você está convidado.
As novas gerações darão o golpe fatal nas empresas, governos, oligarquias e patrões que, depois de terem avançado sobre o nosso passado, ainda tentam impedir no presente que a gente construa o nosso futuro.
Twittemos todos. A verdade é filha do tempo e não da autoridade (Goeth?)."
[Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor da UMESP e da USP, diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa. Editor de 4 sites temáticos e de 4 revistas digitais de comunicação.]
"Nenhuma organização se sente confortável quando um consumidor tece críticas a ela, particularmente quando isso acontece publicamente, sobretudo tendo a mídia como caixa de ressonância. Ela sempre imagina que a sua imagem resultará arranhada, o que pode ser absolutamente verdade (mas será que ela não mereceu o puxão de orelhas?).
É razoável aceitar que, quase sempre, ao ser criticada, uma organização (ou mesmo uma pessoa) entra mesmo nessa zona de desconforto, se coloca na defensiva ou busca argumentos contrários (mas nem sempre verdadeiros) para neutralizar crítica etc. Esta postura é normal porque esse negócio de dar a outra face depois de levar uma bofetada não se aplica bem ao universo dos negócios.
Mas não é normal, (na verdade, parece doentio) quando uma organização se empenha para calar as críticas, promove represálias aos descontentes ou ameaça com processos jornalistas e cidadãos que, merecidamente, resolvem pisar-lhe no pé. Encastelada na sua arrogância, não admite que possa estar errada ou que deva existir espaço no mercado e na sociedade para posições divergentes. Querem governar magnanimamente e desfilar sob aplausos. Mas está cada vez
mais difícil conseguir ou impor unanimidade.
Há uma explicação (justificativa nunca!) para essa postura: as organizações costumam ser autoritárias simplesmente porque seus diretores (ou gestores em geral) ainda estão, em sua esmagadora maioria, amarrados a uma cultura retrógrada, dinossáurica, que encara as críticas como ameaças. Eles não conseguem perceber sinais de alerta ou mesmo sugestões brilhantes que brotam do terreno da boca ou da pena (mais recentemente da tecla) do adversário.
As empresas privadas ou públicas muitas vezes assumem esta atitude autoritária com o objetivo de instituir o silêncio, a falsa excelência de ações e processos, porque não estão dispostas, capacitadas a enfrentar as divergências. Fala-se muito em diversidade cultural, mas, na prática, são transgênicas, não diversas, defendem a tese da opinião unânime e, evidentemente, a seu favor. Proclamam-se sustentáveis, mas praticam o marketing verde e usam o discurso da responsabilidade social como disfarce.
A cultura da arrogância pode ser vista na postura da Petrobrás (a empresa camaleão - meio pública e meio privada) e, em particular do seu presidente (ganhou por causa disso até editorial do Estadão), que busca a todo custo, valendo-se do seu lado público (relação não transparente com governos e partidos), impedir que a CPI coloque o dedo nas suas feridas (vai ver elas são muitas e a Petrobras é muito sensível a dores!). Criou blog (e fez bem), afrontou os jornalistas (aí fez mal) e, respaldada no seu imenso poder econômico (seu lado privado), continua tentando, a todo momento, sufocar as divergências (mas, como diz o ditado, algumas coisas tendem a cheirar mal quanto mais se cutuca), hasteando a bandeira da transparência.
A cultura da arrogância pode ser encontrada na Telefônica que sempre buscou mascarar as suas mazelas tecnológicas e de pessoal até que os apagões e caladões na banda larga e na telefonia fixa não couberam mais debaixo do tapete. Fingiu pedir desculpas (funcionou uma vez), usou a mesma estratégia novamente, insistiu ainda de novo, mas, como só o discurso não resolve problemas reais, teve que pedir arrego e prometer investimentos imediatos (é bom ficar de olho porque culturas assim são melhores para prometer do que para cumprir). Está com a venda do Speedy suspensa, o que deveria mesmo acontecer até que ela arrumasse a casa, um desarranjo de dar dó (ostenta com galhardia o título de campeã de reclamações há muito tempo).
O momento exige mudanças. As organizações precisam, por uma questão de sobrevivência, conviver com a divergência porque ela será sempre maior, tendo em vista o aumento da concorrência, a visão mais crítica dos consumidores e o avanço da legislação que tolera cada vez menos abusos (embora a Justiça seja conivente com os faltosos, vide o Senado brasileiro, paraíso de mordomos, sobrinhos, netos e mausoléus!).
Um exemplo interessante foi relatado em reportagem da BusinessWeek, publicada no Valor Econômico (22/06/2009, p. B3) sob o título "Na Nokia, falar 'mal' da companhia dá recompensa". Segundo matéria assinada por Jack Ewing, diretamente de Frankfurt, Alemanha, " no terceiro trimestre de 2008, a Nokia estabeleceu uma intranet chamada Blog-Hub, abrindo a rede aos funcionários blogueiros de todas as partes do mundo. Escrevendo sob pseudônimos como "Hulk" e "Agulha", os funcionários podem ser cruéis, atacando seus empregadores por tudo, desde as práticas de compras à velocidade do software dos celulares. Em vez de 'acabar com a festa', os administradores da Nokia querem que eles 'botem tudo para fora".
É evidente que as críticas toleráveis, mesmo na Nokia, limitam-se a produtos e processos, mas isso já é um avanço. Falar das chefias incompetentes talvez não seja razoável na Dinamarca como não costuma ser em qualquer empresa brasileira. Que funcionário da Petrobras teria coragem de dizer ao Gabrielli que ele é arrogante? Que funcionário da Telefônica terá coragem de dizer ao Valente (com esse nome fica mais difícil mesmo!) para ele parar de vender Speedy porque não há estrutura que suporte tanta ligação? Mas a gente pode, o Estadão pode, a Aneel pode e, eles gostem ou não, vão ter, como diz o Zagalo, que
engolir sem mastigar.
As empresas não estão mais, embora algumas insistam em fechar os olhos para a realidade, blindadas contra as críticas porque as redes sociais, o Twitter, o Orkut, os blogs, os grupos de discussão, passaram a ser ambiente propício para esta modalidade nova de "rádio peão"eletrônica para a qual não há controle e censura que dêem jeito. Basta não andar na linha, basta desrespeitar o consumidor, praticar o assédio moral contra funcionários (será que o ambiente da AmBev já melhorou depois de tantos processos movidos por ex-colaboradores?) ou prejudicar os investidores (que a Aracruz e a Sadia tenham aprendido a lição!) para que a comunicação máquina-a-máquina funcione a todo vapor. E o ruído silencioso das redes sociais , da comunicação eletrônica é mais devastador do que o dos megafones e carros de som tradicionais.
Não há saída: a sociedade conectada não favorece o controle, torna ineficaz a estratégia antiga (infelizmente ainda utilizada em centenas de cidades brasileiras por empresas e autoridades) de cooptar veículos de comunicação em troca de anúncios, por amizade etc ou mesmo de ameaçar jornalistas/radialistas que insistem em denunciar escândalos políticos ou econômicos.
Hoje somos milhões de cidadãos mobilizados e munidos de trombones digitais para literalmente botarmos a boca no mundo, se necessário. Não dá para subornar todos nós, silenciar todos nós, mesmo porque, felizmente, sempre existirão muitos, cada vez mais, que repudiam ameaças e não se vendem por coisa alguma. Há um rascunho de cidadania planetária sendo escrito em cada jovem que nasce neste mundo conectado, mas ainda devastado, contaminado por agrotóxico, sem ética e sem solidariedade humana. Essa geração, se não reprimida, pode alterar as regras do jogo que foram impostas há tempo por corporações poderosas, governos totalitários, parlamentares corruptos e empresários inescrupulosos.
As empresas devem contemplar as críticas como sinais de alerta porque boa parte delas se origina de motivos concretos ou até da sua incompetência em estabelecer diálogo com os seus públicos de interesse. Muitas preferem monitorá-las com o objetivo de desenvolver ações de intimidação ou de cooptação (continuam acreditando que toda pessoa tem seu preço!) em vez de ouvirem com mais cuidado e respeito porque consumidores, funcionários, na maioria dos casos, apenas querem colaborar, ainda que o tom não seja em princípio cordial (o que faria você se ficasse sem telefone ou internet o dia todo e dependesse deles para fechar negócios, conversar com parentes e amigos?).
As organizações precisam recrutar pessoas, especialmente líderes autênticos (há chefes que não lideram coisa alguma e que só se impõem pela possibilidade que as empresas lhes dão de chicotear aqueles que os contestam), que estejam dispostos a esta interação com humildade, praticando, interna e externamente, uma autêntica gestão de informações e de conhecimentos.
Os consumidores e a sociedade tendem a ser cada vez mais plurais em contraposição à tendência monopolista dos mercados. Mas essa conta, que não fecha, não será resolvida com tranqüilidade porque os espaços de comunicação e de crítica se tornarão cada vez maiores e mais ruidosos. Contra a pressão de gravadoras e editoras, compartilhamento de material (arquivos, músicas) na web; contra software proprietários, o software livre. Contra Gabriellis e Agnellis, se postarão Silvas, Joãos e Antônios que não curvam a espinha. Contra congressistas sem ética, existirão blogueiros e twitteiros com a língua afiada e os dedos ligeiros.
Seremos todos piratas (no bom sentido) no futuro, mesmo que essa realidade pareça distante neste momento. Teremos que compartilhar valores, saberes, informações, conhecimentos se quisermos sobreviver em paz.
Até que isso aconteça, o negócio é resistir ao autoritarismo (o exemplo de Honduras indica que as ditaduras são cada vez menos toleráveis) de chefias, de empresas, de governos. Contra a censura, a auto-censura e o grito, usaremos o sarcasmo, a ironia, a conversa ao pé do fogo. Contra Davos o Fórum Social. Contra latifúndios (na agricultura e na mente), lançaremos mão da nossa opinião diversa, avessa à transgenia cultural e defenderemos, com veemência, a bio e a sociodiversidade.
Comunicação democrática, diálogo, relacionamento saudável são atributos de uma organização moderna e, ainda que lentamente, a utopia da prevalência da solidariedade humana se fortalecerá porque, gradativamente, este será o desejo (e a necessidade) de todos nós.
As mulheres do Irã, os agricultores familiares, os excluídos pelas barragens, os indígenas e quilombolas expulsos pelos grandes projetos de mineração e de papel e celulose (vide Aracruz no Espírito Santo!), os trabalhadores escravizados por madeireiras e usineiros sem escrúpulos encontrarão mais facilmente vozes para defendê-los. O meio ambiente preservado já é, por exemplo, uma aspiração de todos nós e essa luta nos mobiliza planetariamente. Bush já era, assim como perderão voz e vez o presidentes arrogantes das empresas nacionais e internacionais.
Entramos na era das redes, dos movimentos organizados, da comunicação crítica e, neste novo cenário, as organizações e os governos terão que fazer o jogo da contemporaneidade.
Twitter, Orkut, "rádio peão" e blogs irreverentes serão nossas enxadas eletrônicas contra empresas e chefias autoritárias. Um dia, aquela frase hipócrita - "o funcionário é o nosso maior patrimônio " (não é, Embraer?) - deixará de ser apenas um discurso vazio que freqüenta folders e vídeos institucionais e vigorará na prática.
As organizações e governos que quiserem "pagar para ver" levarão um tranco fenomenal. Quando a utopia se transformar em realidade, não haverá espaço para ditadores ou privilegiados, em Honduras ou no Senado. E isso só acontecerá, se acreditarmos nisso e estivermos dispostos a realizar as mudanças necessárias. O Twitter, o Orkut, os portais, os blogs são a nossa nova arma. Estamos nos preparando para a luta. E você está convidado.
As novas gerações darão o golpe fatal nas empresas, governos, oligarquias e patrões que, depois de terem avançado sobre o nosso passado, ainda tentam impedir no presente que a gente construa o nosso futuro.
Twittemos todos. A verdade é filha do tempo e não da autoridade (Goeth?)."
[Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor da UMESP e da USP, diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa. Editor de 4 sites temáticos e de 4 revistas digitais de comunicação.]
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