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6 de novembro de 2011

A Trip da Diversidade (também Sexual)

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Fazia tempo que não comprava uma revista. E fazia muito mais tempo que não ficava tão satisfeito por ter comprado uma revista ao invés de ler uma matéria na Internet.

O tema da edição de Outubro da Revista Trip é diversidade, tendo um foco maior na diversidade sexual. E, como eu tinha lido antes de pegar a revista em mãos, ela realmente é um tapa na cara... principalmente dos próprios gays. No blog que li nisso, o autor também disse algo interessante, que eu não tinha parado pra pensar. Existem duas publicações fortes voltada para o público gay: G Magazine e Junior. A primeira, tem um foco em nudez explícita tanto quanto a Playboy para o público hétero. A segunda, mais "leve" se assemelha a uma Capricho um pouco mais apimentada. Mas nenhuma das duas nunca estampou em suas capas um beijo gay. Aliás, na maioria das vezes, não saiu dos corpos masculinos trincados de malhação. Nessa, a Trip já sai na vantagem.

Zé Celso: o homem sexual

Ao abrirmos a revista, a primeira matéria com a qual nos deparamos é uma entrevista com Zé Celso, um cara que é patrimônio do teatro nacional e blá blá blá, e que hoje tem foco no teatro orgiástico de origem grega, em espetáculos de 5h de duração com muita nudez exposta. Lendo a entrevista conseguimos entender um pouco dessa mente tida como maluca. Um pouco maluco, acho que ele realmente é. Mas não é necessário pra nossa sociedade existirem os diferentes, ter a diversidade? Já no ponto de chegar na entrevista fumando maconha, ele se difere de mim. E em muitos outros pontos da entrevista, existiram divergências com minha opinião, mas aprendi um tanto com ele nessa entrevista também. E aumenta um pouco nosso leque de como olhar o mundo.

O grupo do amor livre

E essa abrangência de visões vai permeando toda edição. Desde o amor livre de um grupo de 5 mulheres e 2 homens que vivem juntos até o grupo virtual de surfistas gays, passando pela situação dos ursos (denominação para homens gays, grandes, barbudos e peludos) e travestis, que sofrem discriminação também dentro do meio gay.

Mas o norte da revista vem em uma ideia que é minha também. Eu acredito num futuro onde não haja a identidade gay, simplesmente porque ela não será necessária. Acredito num futuro onde pessoas amem pessoas, e não em homem ame homem, mulher ame mulher, homem ame mulher e por aí vai.

Há uma fala bem interessante do psicanalista Contardo Calligaris, que concedeu uma entrevista pra Trip:

A homossexualidade se tornou uma identidade necessária para tempos de luta. Nos últimos 30 ou 40 anos e certamente nas próximas décadas ainda terá que se afirmar para que haja uma paridade de direitos real e concreta. Mas, uma vez retirada essa necessidade de luta, não sei se a escolha de gênero do objeto sexual será o mais importante para definir a identidade de alguém... Sou homossexual ou sou heterossexual. Sim, e daí? Good for you. Não sei se verei esse novo mundo, mas espero que isto aconteça: que essa identidade se torne insignificante, pois não será tão necessária.

Imagem que ilustra a matéria sobre a violência contra gays em SP

Outras matérias mostram como a homossexualidade é reprimida na Jamaica o país da liberdade do "One Love, One Life"do Bob Marley, a violência contra homossexuais em São Paulo, o reencontro de Luhli & Lucina que viveram um casamento a três no início do grupo Secos & Molhados e uma reportagem sobre a Nostro Mundo, a mais antiga casa gay da América Latina ainda em funcionamento, expondo sua importância na cultura LGBT da capital paulista e como ela ganhou importância até com Silvio Santos, que apresentava as "transformistas" em seu programa e dizia que a casa era tinha shows muito bonitos e onde você podia levar sua esposa, sua família.

Também queria dar destaque a uma nota interessante sobre um artista plástico brasileiro chamado Fernando Carpaneda que criou uma obra que mostra Jair Bolsonaro (o deputado anti-gay) em uma suruba, de modo totalmente "flex", digamos assim: a Bolsonaro's Sex Party. Ou seja...

Bolsonaro's Sex Party

Se não quiser comprar a revista, o site oficial da revista Trip tem as matérias também. Mas eu não me arrependi de ter comprado a edição física. Só fiz essa "propaganda" porque achei a revista realmente boa e bem escrita.

8 de setembro de 2011

Meu aniversário, fica a dica!

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E como todos vocês sabem, meu aniversário tá aí (25 de setembro, anotem na agenda, no celular e no Google Calendar, porque o Facebook e o Orkut te avisarão).

E o mais importante de se fazer aniversário é o que? Galera reunida, amor, paz, saúde, energia positiva... Sim, sim, sim, mas o que seriam dos aniversários sem os presentes, não é mesmo? Então, como acho um saco ficar respondendo "o que você quer ganhar de presente?" todo ano, resolvi facilitar a vida de vocês e a minha, esse ano, preparando uma lista aqui mesmo. Assim coloco coisas que eu gostaria de ganhar e vocês se estapeiam pra ver quem vai me dar o que.

O CD "6º solo" da "Nêga" Luciana Mello sai dia 10 de setembro, então até lá tem tempo de comprar e me presentear. Juro que me contenho e não compro o CD antes do dia 25, ok?

O Cirque Du Soleil está de novo em São Paulo, de 15/9 a 27/11 apresentando o espetáculo Varekai. Eu amei Saltimbanco, não estava no Brasil quando teve Quidam e perdi Varekai lá em Londres, então quebra essa pra mim, vai. Entre outubro e novembro eu tô queremdo ir! =) (compre aqui)

O trio do Mmm Bop Ba Dub Dop vem pro Brasil dia 6/9 e tô muito afim de ver esse show. Os caras mandam bem nas músicas e tenho gostado bastante do novo estilo deles. Espero que não tenham mais fãs histéricas berrando agora que eles já são até papais (sim, acredite, você está ficando velho)! (compre aqui)

Os ingressos não entendi se já estão esgotados ou não, mas sempre aparece alguém que conhece alguém que está vendendo. Se souberem, belezinha! Pode ser no lugar mais longe. Só tô curioso pra ver o show no dia 18/11 e depois sair reclamando que ela não canta, não dança mais e ainda dubla fora de sincronia hehehe (compre aqui)

Também tô bem interessado pra ver o show da Laura Pausini que vai rolar aqui nos dias 21 e 22 de janeiro do ano que vem. Tá longe e tal, mas não dá pro mundo acabar sem eu assistir ao show dela, poxa! E nem vou ligar do quanto que a Elisa (minha ex-flatmate italiana) vai me encher o saco (ela odeia a Laura rs), vou feliz porque ela é italiana e simpática, pronto! (compre aqui)

Essas são só algumas 'poucas' idéias de como você pode me deixar feliz. Se não quiser nenhum desses, arrase na criatividade, porque pelo menos um cartão eu quero.
Quero deixar uma coisa clara: não quero presentes repetidos, ok? rs


[ATT.]  A Anne me mandou uma sugestão bem interessante, aproveita que tá em promoção, viu!

Boxes das edições definitivas da série Harry Potter, e tá em promoção da boa nesse site (tem que se cadastrar).

8 de junho de 2011

Epopéia urbana

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Hoje eu acordei e pensei: 'vou fazer algo diferente, vou sair no horário do trabalho'. Me fodi!
A luz piscou e fez meu computador desligar 3 vezes durante o dia. Primeiro sinal.
Deixei meu óculos bom pra arrumar a lente. Usei o reserva. Não enxergo bem nele e me deu dor de cabeça. Segundo sinal.
Pouco antes da hora de ir embora, começou a cair o mundo em chuva. Terceiro sinal.
Eu, feliz e contente, dei uma de Rei Leão e disse: 'eu rio na cara do perigo, vou embora no horário'. Período pré-clímax.
Saquei meu guarda-chuva surrado e capenga da mochila pra enfrentar a leve garoa. Música de suspense.
18h15 foi a hora que cheguei no ponto. Clímax. O céu despenca em água, vira meu surrado guarda-chuva do avesso, e nada do ônibus. Tensão.
O vento fica bem forte, as mulheres gritam no ponto, tábuas da enorme construção atingem um táxi logo em frente. Pânico.
As telhas do ponto que tinha o chão inundado balançam agourando os transeuntes. E 30min depois, nada do ônibus. Nervosismo.
As luzem se apagam na rua, raios no céu, abandono o surrado guarda-chuva e cubro a mochila com papéis importantes com o casaco. Ira.
50min depois um pedestre avisa que uma árvore não aguentou e impediu a passagem do nosso ônibus. Chuva continua.
O telefone tocando foi protegido dentro da mochila protegida pelo casaco. A ótica deixou de dar esperanças por passar a hora do fechamento.
10min de caminhada na chuva sem o surrado guarda-chuva, pego o primeiro ônibus cheio para pegar o segundo ônibus lotado que já esvaziou.
Sentado, se acalmando, tuitando uma história baseada em fatos reais. Tudo pra dizer: não vou pra academia e vou me entupir de chocolate. Fim.

Epílogo. Desço do ônibus um pinto molhado e com o óculos ruim. No mercado, compro uma torta congelada. Quase pego sacola rasgada de novo.
No hall do elevador solto um pum pra desestressar. Chegam mais 2 pessoas pra pegar elevador.
Já em casa, tiro a roupa molhada e de cueca corro pra fazer a torta antes do banho pra matar a fome. A torta demora 45min pra ficar pronta.
Dou graças a Deus por ter comprado um sanduíche Hot Pocket, que em 1min30seg tá pronto no microondas. Alívio.
Põe a torta no forno. Separa o ketchup, o prato, tira o sanduba do microondas. Ele é duro e ruim. Decepção.
Me preparo pra torta, chocolate, banho e roupa quente sentado no vaso tuitando. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. FIM

20 de maio de 2011

Carta aberta sobre a homofobia

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Essa discussão toda sobre o kit anti-homofobia que o MEC estuda distribuir em escolas, também apelidado de 'kit gay' pelos homofóbicos ainda está rendendo. Não bastam Bolsonaros e líderes de movimentos LGBT discutirem. O assunto toma uma esfera cada vez mais ampla. Isso é bom. Só assim a sociedade começa a discutir de fato o assunto e essa discussão (a saudável, eu digo) consegue gerar um desenvolvimento social muito grande.

Nesse cenário, recebi um e-mail um tanto quanto curioso de um endereço desconhecido. Não sei como chegaram ao meu endereço eletrônico, nem se é de fato um e-mail real.

Leia com atenção e vejam o que estão fazendo com nossas crianças;

Trechos do livro "Mamãe, Como Eu Nasci?", aprovado pelo MEC para alunos na faixa dos 10 anos;

"Olha, ele fica duro! O pênis do papai fica duro também?

Algumas vezes, e o papai acha muito gostoso. Os homens gostam quando o seu pênis fica duro."

"Se você abrir um pouquinho as pernas e olhar por um espelhinho, vai ver bem melhor. Aqui em cima está o seu clitóris, que faz as mulheres sentirem muito prazer ao ser tocado, porque é gostoso."

"Alguns meninos gostam de brincar com o seu pênis, e algumas meninas com a sua vulva, porque é gostoso. As pessoas grandes dizem que isso vicia ou "tira a mão daí que é feio". Só sabem abrir a boca para proibir. Mas a verdade é que essa brincadeira não causa nenhum problema".


O MEC distribuirá kit anti-homofobia em escolas públicas no segundo semestre;

Pelos cálculos do MEC, uma criança com sete anos de idade que chegar à escola e receber em mãos uma historinha de amor homossexual, terá menor probabilidade de tecer brincadeiras discriminatórias para com o coleguinha. Mas o que é difícil imaginar é o que se passará na cabeça de cada uma dessas criancinhas diante deste kit de orgulho gay do governo, será que a consequência vai ser a esperada pelo governo ou isto é uma propaganda de que é moda e normal namorar pessoas do mesmo sexo (Vejam foto exemplo abaixo).

http://cabecajovem.com/?p=1302

Até quando nós famílias, pessoas trabalhadoras com direitos e obrigações, padrões éticos e culturais, vivendo dentro dos bons costumes, ocupados com nossas vidas e dos nossos parentes próximos, sem tempo para reivindicar nossos direitos, deixaremos minorias radicais ditar novas regras padrões? Deixaremos também esta minoria ensinar nossos filhos? Vamos deixar que façam o que quiserem com nossas vidas e nosso país?

Este é um dos exemplos, de como coisas deste tipo são defendidas e aprovadas em função de pequenos grupos que tem voz ativa, pois na grande maioria por falta do que fazerem, ficam o dia inteiro a margem da sociedade trabalhando para modificar nossas vidas.

Outro exemplo é de um pequeno grupo que se dizem pertencer aos direitos humanos, que defendem o direito de bandidos, contraventores, estupradores (inclusive defendem os que praticam violência contra os homossexuais) enquanto nós cidadãos de bem que sofremos violências de todos os tipos somos privados o tempo todo dos direitos básicos, somos desrespeitados quanto à segurança, moradia, educação, saúde, etc. Quanto a isto não aparece nenhum radical para nos defender, e dar uma verdadeira ocupação para nossos queridos e ocupadíssimos congressistas e membros do nosso governo.

Ainda também poderemos citar os radicais ambientalistas que no Brasil, improvisam leis sem critérios técnicos, e se fossem aplicadas corretamente, hoje não teríamos alimentos em nossa mesa. Pois como disse, estes radicais sem conhecimento técnico aprovarão leis que não podem nem ser aplicadas e criaram um grande conflito e medo no setor agrário. Com facilidade aprovaram a nova cartilha mas não conseguem aprovar o novo código florestal que veio para corrigir os seus próprios erros.

Deixo bem claro que sou contra a homofobia . Gostaria que criassem leis mais rígidas e que punissem os praticarem deste ou qualquer outro tipo de crime, mas deixem nossas crianças fora disto.

Agora, como um pai preocupado eu peço a todos que receberem e lerem este e-mail:

Não vamos deixar estes radicais acabarem com nossas vidas e de nossos filhos.

Repasse este e-mail a toda sua lista e no dia 05/06 (Cinco de junho) vamos desligar durante 30 (trinta) minutos às 14:00hs o relógio de energia de nossas residências em sinal de protesto silencioso contra tudo isto mostrando e que não concordamos, e se preciso for vamos marcar uma data para colocarmos novamente tinta em nossa cara e vamos as ruas.


Sendo real ou não, esse e-mail despertou minha vontade de responder a tudo isso. É pouco, mas assim espero estar contribuindo com uma pequena parte na mudança (inevitável) do mundo para um lugar mais humano. A pressão em cima disso está forte. A questão, pra mim, é só quanto tempo isso vai levar pra acontecer, pois acontecer tenho certeza que vai. De qualquer maneira, me senti compelido a responder, vamos lá:

Boa noite.

Não sei como conseguiu meu e-mail, mas devo informar-lhe que você está enviando esse e-mail para um gay. Sou homossexual e não pretendo influenciar ninguém a ser gay. Assim como não acho que a sociedade deva influenciar as crianças a ser hétero. Porque eu sofri essa influência. E sei o quanto dói até você entender o que acontece com você e que isso é normal. Sim, "pai preocupado" sem nome, isso é normal, ninguém escolhe nascer gay numa sociedade preconceituosa. Então devo discordar do seu e-mail quando diz "será que a consequência vai ser a esperada pelo governo ou isto é uma propaganda de que é moda e normal namorar pessoas do mesmo sexo" e te responder que sim, é normal. Querendo ou não. A ciência já mostra que isso vem de identidade genética. Então assim como ser loiro não é anormal perante ser moreno, ser heterossexual não é anormal perante ser homossexual, e vice-versa.

Esse kit não é um "kit gay", como diz o título do seu e-mail. É um kit que faz parte de um projeto de combate à homofobia. É um kit que ajudará a sociedade no futuro (as crianças de hoje) a entender o quão errado é um ataque a homossexuais com lâmpadas somente pelo fato deles serem homossexuais. O kit tem a intenção de trazer uma maior conscientização à população de que a diversidade é parte da raça humana.

Não faço parte de nenhum movimento gay, nem nunca fui de levantar bandeira, pois assim como você não anda com um adesivo na testa dizendo "Eu sou hétero", acredito que eu não tenha que andar com um "Eu sou gay". Mas diante desses ataques homofóbicos absurdos e declarações mais absurdas e estapafúrdias ainda, como a do deputado Jair Bolsonaro, me sinto atacado, desmerecido como cidadão e perplexo de ver o preconceito tão forte e sólido em entidades que deveriam pregar o amor ao próximo, como religiões (sem nenhuma específica) e grupos de pais preocupados, como o do senhor.

Entendo a preocupação do senhor quanto à educação de seus filhos e admiro isso. Assim como admiro casais gays ou lésbicos que adotam crianças e tem as mesmas preocupações que o senhor tem em relação a seus filhos. Talvez até algumas preocupações a mais, como o preconceito que a criança sofrerá no cruel ambiente escolar por conta dos pais serem gays ou lésbicas. Tenha certeza que essa é uma preocupação desses casais e que eles com certeza gostariam de ter um mundo mais humano para os seus filhos, um mundo onde não interessa o que cada pessoa faz entre 4 paredes, não importa se ela tem desejos por homens ou mulheres. Nesse mundo ideal, o que deveria importar é o caráter da pessoa, seus valores e atitudes. Deveria importar o que a pessoa traz para o mundo. E garanto ao senhor que em qualquer 'grupo social' se encontram pessoas com bom e com mau caráter.

Falando nisso, devo discordar também de sua afirmação "na grande maioria por falta do que fazerem, ficam o dia inteiro a margem da sociedade trabalhando para modificar nossas vidas". Essa é uma visão que me assusta. Como já disse, eu sou gay. Trabalho no mesmo horário comercial que o senhor deve trabalhar. Sou graduado por uma universidade em São Paulo, moro sozinho e tenho curso e vivência no exterior, tudo pago somente com o meu esforço e por mim mesmo. Nunca recorri a ninguém para pagar as coisas pra mim. Tenho uma relação ótima com meus pais, amigos e familiares, que conheceram todos os meus namorados, mas mesmo assim, banquei tudo por conta própria. Tenho a minha vida, tenho "o que fazer", não fico o dia inteiro à margem da sociedade e muito menos fico trabalhando para modificar a sua vida. A não ser que você considere que quem trabalha honestamente contribui para modificar o andamento do país e por consequência de seus cidadãos, o senhor incluso. Então peço que o senhor tenha cuidado ao falar dessa maneira de "minorias", que não são tão minorias assim. Por menos que o senhor acredite, a população homossexual/bissexual é muito maior do que o senhor imagina. Só que muitos nunca se assumem, pois a sociedade está cheia de gente que, de graça, ataca homossexuais, seja com agressões físicas como as que ocorreram em São Paulo, seja com agressões verbais, como as declarações descabidas do deputado Bolsonaro.

Não sei se o senhor já teve a oportunidade de conhecer outros lugares fora do Brasil. Eu morei em Londres, uma das cidades mais visitadas e com maior relevância economicamente e politicamente no mundo. Não morei lá por causa disso, mas esse fato ilustra o que quero dizer. Cidades como essa, que tem um nível de desenvolvimento político e econômico avançado tem uma postura perante a assuntos sociais que fazem que com que a postura do meu amado Brasil seja retrógrada em muitos pontos. Não concordo com a premissa de que "o que é de fora é melhor do que o da gente, no Brasil". Pelo contrário, morando fora sei tudo de bom que esse país nos oferece. Mas infelizmente, em alguns pontos, principalmente de relacionamento humano, os europeus, considerados tão frios, são muito mais humanos e tem uma consciência muito mais respeitosa em relação ao "outro" do que nós, que somos tão conhecidos por ser um povo receptivo. Essas constradições me incomodam bastante e acredito fortemente que se esse tipo de consciência atingisse nossa população, teríamos um grande desenvolvimento não só social, mas político e econômico também. Tenha certeza que turistas se assustarão com a mentalidade muitas vezes medieval dos brasileiros, quando visitarem o país nos eventos esportivos de 2014 e 2016.

Como disse, como gay não quero levantar bandeira. Assim como acho que como hétero o senhor também não deva fazer isso.
Mas se como cidadão o senhor levanta uma preocupação sua, como cidadão levanto uma minha.
Dialogando, acredito que um dia possamos chegar num nível aceitável de respeito no Brasil. E é essa minha tentativa aqui.

Sou somente um cara pretendendo ser feliz, rotulado gay e fazendo valer seu direito de cidadão de ser respeitado.

Obrigado.

Rafael Leick

Caso eu receba um retorno desse e-mail, atualizarei o post. Espero que essa conversa não acabe por aqui. Sinta-se livre para usar o espaço de comentários nessa postagem para dar continuidade à discussão do assunto.

15 de maio de 2011

A saga para ser um NET Babaca

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Se você está pensando em comprar um serviço de TV por assinatura + Internet + telefone em São Paulo, pense 40 vezes antes de escolher a NET. Entenda um pouco da minha saga.

Depois de pesquisar algumas operadoras, descobri que havia uma consultora/vendedora da NET, a Rita Amaral, que atendia o meu novo prédio. Liguei pra ela, ela me atendeu bem, mas não tive nenhum preço mais baixo como achei que teria por ter um atendimento em condomínio. Fechei um pacote com ela, um dos mais básicos, só pra eu conseguir ter um acesso à Internet, que era minha intenção inicial.

Foi agendada a instalação para 07/05/2011, sábado pré-Dia das Mães, entre 12h e 18h. Como sempre acontece com todo mundo, tive que ficar plantado em casa o dia todo esperando. Por orientação da vendedora, liguei às 8h para a central de agendamento para confirmar a instalação. A atendente me confirmou. Por volta de 12h, recebi uma ligação da central confirmando novamente a instalação. Às 16h30, a central me liga informando que não fariam mais a instalação naquele dia. Informei a ela que só fechei o pacote com eles porque a instalação havia sido prometida para aquele sábado, pois durante a semana não poderia atender. Ela me perguntou se poderia ser feito depois das 18h, na intenção de que eu respondesse que o condomínio não autorizaria. Mas eu já tinha conversado no condomínio e eles já haviam me autorizado a instalação pós-18h. Ela me enrolou mais 1h30 e disse que não tinha conseguido agendar para aquele dia. Ou seja, deixei de sair pra comprar o presente de Dia das Mães pra minha mãe por conta disso e fiquei sem Internet, sem TV, sem telefone e minha mãe sem presente.
Notem que todas essas ligações (entre 10 e 20 minutos cada, recheadas de "só um momento, senhor") estavam sendo feitas do meu celular, já que o telefone fixo ainda não havia sido instalado.

No final das contas, pedi para que um amigo ficasse aqui em casa para receber a instalação na quarta-feira, 11/05/2011. Reagendei a visita para esse dia no período da manhã (das 8h às 12h). Pedi para que fosse feito no primeiro horário, já que meu amigo tinha se disponibilizado para ficar aqui. As (más) atendentes da central de agendamento (Aloísia, Vivian e Tássia) 'nada podiam fazer' para recompensar um cliente pela incompetência da empresa. Nesse período, encontrei os perfis da NET no Twitter (pode reclamar: @NEToficial e @NETatende), vi um monte de gente reclamando pelo mesmo motivo e endossei o coro. Na terça, 10/05/2011, recebi uma ligação do atendimento da NET do Twitter, no meu celular e a atendente quis ouvir o que tinha acontecido. Expliquei a situação pra ela, informei o reagendamento para o dia seguinte e ela disse que eu podia ficar sossegado, que a partir de então eles estariam monitorando a situação e que seria registrado um pedido de urgência para o atendimento no primeiro horário.

Na quarta-feira, 11/05/2011, liguei às 8h para confirmar a instalação. Eles me confirmaram, inclusive o pedido de urgência. Meu chamado realmente foi o primeiro atendimento do técnico Alisson, mas o detalhe é que quarta-feira é rodízio dele, então o primeiro atendimento (o meu) ele iniciou às 10h20. Isso pôde ser ouvido numa conversa dele com outro técnico por celular enquanto ele realizava a instalação. Da hora que ele chegou, verificando os cabos, ele demorou cerca de 20/30 minutos para 'pegar os modems no carro'. Ele deve ter aproveitado pra tomar um café. Afinal, né gente, 10h é quase madrugada!

A instalação terminou quase 11h30 da manhã. A Internet estava funcionando, o telefone eu não tinha como testar, pois estava sem o aparelho e a TV estava funcionando somente os canais abertos. De acordo com o Alisson, os canais demorariam cerca de 40 minutos para serem liberados e sintonizados, então não deveríamos desligar da tomada. Assim foi feito. Quando cheguei do trabalho à noite, os canais ainda não estavam funcionando. Na mesma hora liguei (do celular novamente) para o atendimento NET e o rapaz (Alisson também, por sinal) tentou solucionar o problema via telefone, fazendo testes por lá, em uma ligação que também beirou os 20 minutos. Ele não resolveu. E disse que teria que agendar um retorno do técnico à minha residência (protocolo de atendimento 003110525111815). Depois de muito stress, reagendei para domingo, hoje, 15/05/2011, entre 12h e 18h.

Hoje por volta de 12h liguei para a central (dessa vez já do meu 'super' NET Fone) e falei com a Ingrid (protocolo de atendimento 003110527504439) para confirmar a visita técnica. Ela me confirmou e disse para aguardar que o técnico viria hoje. Enquanto esperava ser atendido pela Ingrid, a gravação eletrônica me informou que eu poderia fazer muitos serviços pelo site da NET, inclusive confirmar e reagendar visitas técnicas. Depois de desligar tentei, então, me cadastrar no site, sem sucesso. Tanto na hora que liguei pra Ingrid quanto na hora que tentei me cadastrar, o sistema dizia que meu código NET estava incorreto. Liguei novamente para eles e, em mais uma ligação de 20 minutos, a Tatiana tentou fazer o cadastro, não conseguiu e disse que passaria para a supervisora dela (protocolo de atendimento 003110527508042), que liberaria meu cadastro em 24h. Essa supervisora desconhecida foi a única que cumpriu prazos desde o início do meu contato com a NET. Por volta de 17h30, ainda esperando o técnico, tentei me cadastrar no site e tive sucesso. Entrei na área de visitas técnicas e não constava nenhuma agendada.

Liguei novamente para a central e dessa vez quem me atendeu em mais 20 minutos de NET-Tortura foi o Jorge (protocolo de atendimento 003110527567147) que me disse que não sabia porque não estava aparecendo no site, mas eu podia ficar tranquilo que o técnico apareceria. Nas palavras dele: "pode até passar um pouco das 18h, mas que ele vai, ele vai, fique tranquilo". Eu, tranquilamente, manifestei minha intenção de cancelar o contrato caso ninguém aparecesse, assim como fiz com a Ingrid mais cedo. Ele registrou isso no sistema, de acordo com ele. Enquanto ele fazia o registro, pude ouvir uma outra atendente falando com outro cliente. Falando não, ela estava gritando com o cara, e assim que desligou, a fala dela foi a seguinte: "A NET agradece tenha uma boa noite. Seu filho da puta, babaca do caralho, vai tomar no seu cu", seguida por risadas das demais atendentes que deveriam estar fazendo seu trabalho. É esse o atendimento da NET, minha gente.

Pois bem, passadas 1h15, já depois das 19h, liguei novamente para a central de atendimento, para saber se o técnico ainda estava vivo ou tinha sido abduzido por extra-terrestres. Para minha não-surpresa, o Fábio me informou que 'realmente o técnico não vai poder comparecer à sua residência, para quando podemos reagendar a visita, senhor?" (protocolo de atendimento 003110527606853). Minha perplexidade com a cara-de-pau desses cidadãos explodiu. Mas não importa o que eu dissesse, a única coisa que o Fábio sabia responder era "teremos que reagendar a visita, senhor, para quando podemos reagendar, senhor?". Minha vontade era mandar ele enfiar o senhor, a visita e o técnico tudo em um só lugar, mas disse que não iria reagendar, iria entrar em contato com a Anatel, o Procon e os demais meios que conseguir e em muito breve realizar o cancelamento.

Assim que tiver novidades sobre a saga, esse post será atualizado. Todas as informações ficarão registradas.

25 de novembro de 2010

Ajude o 'Galera Solidária'

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Ajudando a divulgar um projeto interessante, feito já há bastante tempo. Recebi esse e-mail abaixo de uma pessoa próxima que participa desde 2003.

Pessoal,

Participo de uma iniciativa social que é realizada todo final de ano chamada Galera Solidária www.galerasolidaria.com.br (vejam as fotos no site) que já está no 11º ano de vida e visa levar um pouco de alegria aqueles que nunca teriam a oportunidade de ter um Natal feliz se não fosse esta oportunidade.

Arrecadamos donativos e no final de semana antes do Natal lotamos um caminhão baú de brinquedos e donativos e vamos noutro caminhão carroceria aberta entregar os donativos. Dois participantes vestem-se de Papai e Mamãe Noel e visitamos durante o todo o dia, Dom. 19/12 das 8:30 h às 17:00 h os locais abaixo:

2 Comunidades carentes: Jardim Irene e Jardim Marina na Zona Sul de São Paulo
1 Orfanato e 1 Casa de repouso.

É emocionante participar. se quiserem e puderem nos ajudar as formas são as seguintes:

1) Voluntário
Participar no sábado, dia 18/12 embalando os brinquedos e/ou no Domingo, dia 19/12 entregando os donativos conosco.
Mesmo local da doação dos donativos, descrita no próximo item.

2) Doação de donativos
- Brinquedos
- Roupas em bom estado
- Livros
- Alimentos não perecíveis
- Aparelhos eletrônicos que estejam funcionando.

Podem ser entregues a partir de hoje na Rua Deputado Martinho Rodrigues, 291- Chácara Monte Alegre tel. 5541-0030. Liguem antes e conversem para acertar a entrega com a nossa anfitriã, Dona Noêmia. Ou entreguem no sábado da montagem, dia 18/12, desde que cedo, pois, teremos que fazer uma triagem.

3) Doações financeiras
Neste caso devem ser depositadas de maneira identificada no:
Bradesco Ag 0762 c/c 96/5
Daniel Pinsky CPF 125.605.488-79

Feito o depósito, por favor envie email (daniel@editoracontexto.com.br) informando o valor, data e nome do depositante para que eu possa contabilizar corretamente

Quero ressaltar novamente que participo desde 2003 ininterruptamente e atesto a veracidade e idoneidade da iniciativa.

Luciano Amato


Colaborem da maneira que puderem!

20 de julho de 2010

Here and There (Aqui e Lá)

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Do you know what happens? Neither do I! The mind at these times is a whirl and sends disordered signals to the heart to beat faster, to the sleep to remain absent, to the basic functions of the body to be disarranged, to the lips to start to be bitten on the inside and the nails to become smaller and irregular.

The body tires, not the mind. Many things arrive at the magnetic field of this powerful tool that changes the course of the things and makes it so tattered that I can look the backlog that I continuously do and redo and notice I didn’t leave the place. Place, moreover, is the problem… and solution at the same time. It’s that time when the Libran scale flips out.

There is where I always felt confident, sometimes overconfident, owner of myself. My job wasn't the dream's, but I strove to do it the best. From this, came good results and compliments. There is a space where I had domination of my territory, and I always fight intensely for it. There is the place where my friends were always ready to have fun together and also to have hour-long conversations filled with advice and outflowings, or about the banalities of public transport or that TV show.

There is where life is easier, where I’ve all the elements that protect me, care about me, look out for me, surround me.

Here, on the other hand, is where the things happen. I don’t talk just about the hype of the new gadget or about the concert of the moment; here the things happen when you’re ill, need to move around the city or even make the supermarket purchases of the month. They happen on a daily basis. Here life is more difficult, more challenging and also makes a fantastic and dynamic place, that consequently moves you along with the river current.

Here, nobody cares if you go out on the street in flip-flops, floral shirt, top hat and filibeg. Maybe they think I’m eccentric, but they’ll hardly lose more than 5 seconds of their busy lives with me. Here they don’t care if I’m young or old, man or woman, gay or straight, Brazilian or Polish. Here you have to show it belongs, without carrying the prerequisite social tags and labels that the majority don't put on you. Here is a multicultural cauldron with buzzing differences around common interests, that makes more viable the acceptance of the other, who doesn't have, in general, a routine very different from yours. Even though he earns your triple, he knows that the easiest way to reach his workplace is by tube. There it is also known, but is better to cover the eyes, give a smile and move on.

There they smile a lot, here not so much. There they also fake a smile a lot, here not so much. There they’ve sympathy, here respect. There they’ve hypocrisy, here a possible loneliness. There they’ve the idea that what comes from here is the best. Here the domestic product is valued and yet the outer one, respected. There, the idea is to multiply, here is to share. There you do have the best treatment in the world, here you’ve the world on your treatment.

There and here are opposites. And twins. There are differences that weight and search for a balance inside the ones who pass between both locations. This is what happens with me and brings me the whirl.

Here the glass windows on the offices let everybody follow other’s routine. But, to be honest, nobody cares that much about the work routine of a stranger. Strange one that consequently has exposed his life, but has at the same time more freedom than he would have there. And he hides himself more efficiently that he could there.

The people from there that are here brings a bit of the taste of home, but this reminds me too that they have a knack for everything and always, it can disturb these good memories and remember that being wherever they are, have in their nature the trial to take advantage of everything, even if it means cheating on the person that lives with them. And this is sad, here or there.

On the other hand, the people there have natural swing, that the people from here try hard to imitate and can’t do at first, sounds artificial. The people there have this swing also regarding music, this music that is often less logical and technical than here, but that is contaminated here, that just repeats meaningless phrases they listen, as well as there’s ones repeats, most idolised, the songs from here, returning to the paradox value and respect.

But both here and there some similarities take shape in light of the passage of time. The bath, for example, anywhere, is my deepest, more intense, logical and practical thinking. It’s a pity I can’t verbalise as well as thinking in the bath.

Either there or here, bureaucracy, high taxes and corrup politicians exist. The difference is that here the results of the taxes are returned to the population, the bureaucracy serve as efficient register most of the time and corruption must be uncovered publicly in a satisfactory way.

There, the appearance counts a lot. Beyond the physical and personal, the house must be beautiful and imposing so that the others will have a good impression of your job, which must bring status, even if only in the nomenclature of the post that carries the badge. The clothes have to be stunning, even if they’re uncomfortable.

Here the functionality of the things matters more, being simpler. The houses are virtually all the same, mainly externally they’re twins among them. The job must reward each one’s necessities, independent if its function is waiter, receptionist, manager, marketing researcher, representative or company’s owner. And knowing that, everybody respects the others, without looking down on them.

But now, there is here and here is there. Everything changed… again. But many things didn’t change. Others are completely different. The adaptation between the “here” and the “there” seems much more difficult now then when the direction was from here to there, even though it brought uncertainties (and maybe exactly because of that it seemed easier). Here’s family can’t and won’t understand how painful it was to leave there. There’s family can understand a part of it, to live a similar situation in the change of here and there. Only the family of transition, the one which walked here and there, the other piece of middle part, is the one who knows that beyond all of it, the plural, in terms, turn to be singular. But knows too that there’s a mark this process left on us and that will keep an eternal link.

Between singular and plural. Between here and there.

[From the original, in Portuguese: Aqui e Lá. Thanks to Louise Latham for the language correction!]

21 de junho de 2010

Aqui e Lá

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Sabe o que acontece? Nem eu! A cabeça nessas horas é turbilhão e manda sinais desordenados para o coração bater mais rápido, para o sono se manter mais ausente, para as funções básicas do organismo se desregularem, para os lábios começarem a ser mordidos por dentro e as unhas ficarem menores e irregulares. O corpo cansa, a mente não. Muita coisa chega ao campo magnético dessa ferramenta poderosa que altera o curso das coisas e a faz ficar tão estafada que eu posso olhar para aquela lista de coisas pendentes que eu continuamente faço e refaço e perceber que não saí do lugar. Lugar, aliás, é que está sendo o problema... e solução ao mesmo tempo. É a hora que a balança libriana entra em parafuso.

Lá é o lugar que sempre me senti seguro, às vezes muito seguro, dono de mim. Meu trabalho não era dos sonhos, mas eu me empenhava para fazer dele o melhor. Disso saíam bons resultados e elogios. Lá é um espaço onde eu tinha domínio do meu território, e sempre briguei intensamente por ele. Lá é o lugar onde os amigos estavam sempre prontos pra gente se divertir junto e também para conversas de horas cheias de conselhos e desabafos, ou ainda sobre as banalidades do transporte público ou daquele programa de TV. Lá é o lugar onde a vida é mais fácil, onde tenho todos os elementos que me protegem, me cuidam, me olham, me cercam.

Aqui, por outro lado, é o lugar onde as coisas acontecem. Não falo só da badalação do novo gadget ou do show do momento; aqui as coisas acontecem quando você fica doente, precisa se locomover ou mesmo fazer as compras do mês. Acontecem no dia-a-dia. Aqui a vida é mais difícil, mais desafiadora e isso também faz daqui um lugar fantástico e dinâmico, que conseqüentemente te move junto com a correnteza do rio.

Aqui ninguém liga se eu sair na rua de chinelo, camisa floral, cartola e saia escocesa. Talvez me achem excêntrico, mas dificilmente perderão mais de 5 segundos de suas vidas ocupadas comigo. Aqui não ligam se eu sou novo ou velho, homem ou mulher, gay ou hétero, brasileiro ou polonês. Aqui você tem que mostrar a que veio, sem carregar como pré-requisito as etiquetas e rótulos sociais que a maioria não faz questão nenhuma de te colocar. Aqui é um caldeirão multicultural que fervilha diferenças em torno de interesses comuns, o que torna mais viável a aceitação do outro, que não tem, num geral, uma rotina muito diferente da sua. Mesmo que ganhe o triplo, ele sabe que o jeito mais fácil de chegar ao trabalho é de metrô. Lá também se sabe, mas é melhor cobrir os olhos, dar um sorriso e seguir em frente.

Lá se sorri muito, aqui não tanto. Lá também se sorri muito de mentira, aqui não tanto. Lá se tem simpatia, aqui se tem respeito. Lá rola hipocrisia, aqui uma possível solidão. Lá se tem a idéia de que o que sai daqui é o melhor. Aqui o produto interno é valorizado e ainda assim o externo, respeitado. Lá a idéia é multiplicar, aqui dividir. Lá você tem o melhor atendimento do mundo, aqui o mundo no seu atendimento.

Lá e aqui são opostos. E gêmeos. Tem diferenças que pesam e procuram o equilíbrio dentro de quem transita entre as duas localidades. É o que acontece comigo. É o que me traz o turbilhão.
Aqui as janelas de vidro nos escritórios deixam todo mundo acompanhar a rotina do outro. Mas, pra ser sincero, ninguém se importa tanto assim com a rotina trabalhista de um estranho. Estranho esse que por conseqüência tem a sua vida exposta, mas ao mesmo tempo mais liberdade do que teria por lá. E ele se esconde mais eficientemente do que seria se fosse lá.
O povo de lá que está aqui traz um pouco do gostinho bom de casa, mas me faz lembrar também que eles têm um “jeitinho” pra tudo e sempre, que pode atrapalhar essas memórias boas e lembrar que estando onde estiver, têm em sua natureza o “tentar levar vantagem em tudo”, mesmo que pra isso tenha que passar por cima ou trapacear o outro que mora com eles. E isso é triste, aqui ou lá.

Em contrapartida, o povo de lá tem ginga natural, que o povo daqui se esforça pra imitar e não consegue de primeira, soa artificial. O povo de lá também tem música com essa ginga, uma música muitas vezes menos lógica e técnica do que aqui, mas que contagia os de cá, que só repetem as frases sem sentido que ouvem, assim como o povo de lá repete, com mais idolatria, as músicas daqui, voltando ao paradoxo valor e respeito.

Mas tanto aqui como lá algumas similaridades tomam corpo à luz do passar do tempo. O banho, por exemplo, seja onde for, é o meu pensar mais profundo, intenso, lógico e prático. É uma pena que não consiga verbalizar tão bem quanto pensar no banho. Tanto lá como aqui há burocracia, impostos altos e políticos corruptos. A diferença é que aqui os resultados dos impostos são retornados para a população, a burocracia serve de registro eficiente na maioria das vezes e a corrupção deve ser retratada publicamente de maneira satisfatória.

Lá, a aparência conta muito. Além da física e pessoal, a casa deve ser bonita e imponente para que os outros tenham uma boa impressão do seu trabalho, que deve trazer status, nem que seja só na nomenclatura do cargo que se carrega no crachá. As roupas tem que nos deixam deslumbrantes, mesmo que sejam desconfortáveis. Aqui importa mais a funcionalidade das coisas, sendo elas, portanto, mais simples. As casas são praticamente todas iguais, principalmente externamente são gêmeas uma das outras. O trabalho tem que recompensar as necessidades de cada um, independente se sua função é garçom, recepcionista, gerente, pesquisador de marketing, representante ou dono da empresa. E todo mundo sabendo disso, respeita o outro, sem olhar de superioridade.

Mas agora lá é aqui e aqui é lá. Tudo mudou... de novo. Mas muita coisa não mudou. Outras são completamente diferentes. A adaptação entre o aqui e lá parece muito mais difícil agora do que quando a direção era daqui pra lá, mesmo que trouxesse incertezas (e talvez exatamente por isso parecesse mais fácil). A família daqui não consegue e não vai conseguir entender quão doloroso foi deixar lá. A família de lá consegue entender uma parte disso, por viver situação similar na troca do aqui e do lá. Só a família de trânsito, a que caminhou aqui e lá, a outra peça no meio termo, é que sabe que além de tudo isso, o plural vira, em termos, singular. Mas sabe também que há uma marca que esse processo deixou e que vai manter uma ligação eterna.

Entre singular e plural. Entre aqui e lá.

3 de fevereiro de 2010

Chuvas e enchentes no verão

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Fonte: Revista Veja. Foto: Reuters

Entra ano, sai ano e as fortes chuvas que costumam cair no verão sempre provocam alagamentos em várias partes do país. Em função desses desastres, muitos moradores das regiões prejudicadas pelas cheias perdem seus bens e ficam desabrigados, como ocorreu na tragédia de Santa Catarina, em novembro de 2008. Se o filme é o mesmo todos os anos, por que não são tomadas providências para contornar os efeitos dos temporais da estação? A culpa é só do governo ou também da população?


1. Em qual período do ano o risco de enchentes é maior?
Entre novembro e março. Para este verão, a previsão é de que as chuvas mais fortes aconteçam em dezembro e janeiro. De acordo com a previsão do instituto de meteorologia Climatempo, a maior cidade do país poderá ser muito castigada pelos temporais em janeiro, quando uma frente fria deve estacionar em São Paulo.

2. O que o governo faz para evitar as enchentes?
A Defesa Civil de São Paulo se mobiliza todos os anos para tentar prevenir os danos provocados pela chegada das chuvas de verão. Para este ano, está em vigência desde o início de novembro o Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC), que tem duração prevista até o dia 15 de abril de 2009.

3. Quais são os principais pontos do Plano Preventivo de Defesa Civil?
São a prevenção aos riscos e integridade física e psicológica da população, redução das perdas e danos causados à cidade e aos munícipes, monitoramento e gerenciamento de áreas de risco e envolvimento da comunidade em práticas preventivas através dos Núcleos de Defesa Civil (Nudec).

4. Que tipo de obra pode ser feita numa região sujeita a inundações?
Limpeza de bueiros e canalização, obras em córregos, ampliações de galerias e muros de contenção, além dos piscinões, que recebem a água das chuvas em regiões onde o relevo é favorável às inundações.

5. Até que ponto é possível prever uma enchente?
Em São Paulo, o órgão responsável por isso, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), é equipado com um radar meteorológico capaz de fazer a previsão do tempo com até 15 dias de antecedência. “Com isso nós conseguimos antever a chuva e emitir boletins para os principais órgãos envolvidos com a emergência na cidade”, explica Hassan Barakat, engenheiro do CGE. Em caso de uma chuva forte, o centro indica os estados de observação, atenção (quando começa um alagamento), alerta (alagamento, mais enchente) e alerta máximo (decretado apenas com autorização do prefeito).

6. O que a população pode fazer para evitar as enchentes?
As pessoas devem tentar manter as drenagens, valas e canaletas desobstruídas. Nunca devem jogar lixo nas ruas, em encostas, córregos, margens de rios ou áreas verdes. “Quando se fala em lixo, falamos desde o papel de bala até móveis velhos. Basta andar pela cidade, principalmente na periferia, que você encontra facilmente geladeiras e móveis jogados no rio. É preciso ter consciência e não transformar um rio numa extensão de lixão”, ressalta Hassan Barakat, do CGE de São Paulo. Além disso, a população deve cobrar as obras necessárias para conter as águas e fiscalizar o poder público.

7. Existe outra forma de ajudar?
Sim. As pessoas podem participar como voluntárias do Núcleo de Defesa Civil (Nudec), formado por um grupo comunitário organizado em um distrito, bairro, rua, edifício, associação comunitária ou entidade. O Nudec tem por objetivo organizar e preparar a comunidade local a dar a pronta resposta aos desastres. Suas principais atividades são incentivar a educação preventiva, organizar e executar campanhas, cadastrar os recursos e os meios de apoio existentes na comunidade, coordenar e fiscalizar o material estocado e sua distribuição e promover treinamentos.

8. Como acontece uma inundação?
Há dois tipos clássicos de inundações: as repentinas e as lentas. As inundações repentinas ocorrem geralmente em regiões de relevo montanhoso. Elas acontecem pela presença de grande quantidade de água num curto espaço de tempo. Chuvas fortes ou moderadas, mas duradouras, também podem originar inundações repentinas, quando o solo esgota sua capacidade de infiltração. Já nas inundações lentas as águas elevam-se de forma previsível, mantêm-se em situação de cheia durante algum tempo e, a seguir, escoam-se gradualmente.

9. Quando acontece uma enchente, quem é o culpado?
Os culpados são tanto o governo como a população. O governo, por não fazer obras preventivas, e a população, por jogar lixo nas ruas e ocupar as encostas de forma irregular. Quando ambos, governo e população, cumprem seus deveres, as enchentes podem ser mais raras. “Alagamento sempre acontecerá. Se chover mais do que o solo agüenta, é claro que ele vai transbordar. Mas, se a população é consciente, podemos evitar um desastre”, afirma o engenheiro Hassan Barakat.

10. Perdi bens numa enchente. Como devo proceder?
Tudo depende da situação dos bens das pessoas que foram afetadas pela tragédia. Os que têm seguro devem imediatamente procurar seus corretores. Já os que não têm devem procurar um advogado o quanto antes para estudar a possibilidade de abrir uma ação judicial contra o poder público.

11. O que devo fazer quando estou no carro e ocorre uma enchente?
De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), em caso de chuva forte, o motorista deve imediatamente reduzir a velocidade do veículo e evitar passar perto de rios e córregos. A CET também recomenda que o motorista não passe por locais alagados em que não se pode ver a rua. Em casos extremos, quando é preciso atravessar o trecho alagado, mantenha o carro acelerado e não troque de marcha.

12. O que devo fazer quando estou em casa e ocorre uma enchente?
No caso de alagamento, a chave geral de energia deve ser desligada, e alimentos e produtos de limpeza devem ficar fora do alcance da água. “Além disso, os moradores devem procurar um lugar alto para ficar”, aconselha Ronaldo Malheiros Figueira, geólogo e coordenador de ações preventivas e recuperativas da Defesa Civil da cidade de São Paulo.

16 de setembro de 2009

Saci Urbano invade São Paulo

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Adorei essa matéria falando do Saci Urbano. Já tinha visto ele andando de skate na Av. 23 de Maio, mas achei que era um grafite isolado e não uma "campanha", que achei ótima, por sinal!

Sobre as manifestações, Thiago Vaz, o artista por trás da obra, diz que "isso é muito político, porque o Saci vem representar, no meio urbano, o pobre sofredor brasileiro".

O UOL fez uma matéria legal com o cara. E mostra como o grafite também tem efeito mesmo sendo muito mais efêmera que uma escultura ou quadro em museu.

O que acharam desse peralta na selva de pedra?

4 de setembro de 2009

Vou discotecar no dia 20/09, no Grind @ A Lôca

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Esse ano, como vou viajar no final de setembro, vou discotecar no projeto Grind, no clube A Lôca, em São Paulo, um final de semana antes do costumeiro (flyer acima).

Vou tocar no dia 20/09, às 20h45.
Vai rolar uma lista VIP até 19h30 (abre às 19h). Quem for, me manda o nome que passo pra essa lista, ok?

Segue abaixo um release que recebi sobre o projeto.

Com uma programação eclética, buscando atender a todos os gostos dentro do pop/rock, o Grind como sempre dá espaço a novos DJs, sempre ao lado dos já consagrados na cena alternativa. Recentemente foi eleita como a "Melhor balada para não ter ressaca moral" pela Revista Época. O projeto também lançou um livro escrito pelo jornalista Lufe Steffen, em que a história de mais de uma década e é contada por seus primeiros frequentadores. Para maiores informações e adquirir o livro, basta acessar ao site http://www.tragamoscavalosdancantes.com.br.

GRIND - PROGRAMAÇÃO SETEMBRO/2009 - 11 ANOS
DJ residente e promoter: André "Pomba"
DJs matinê: Gabriel Rocha & Click
Hostess: Renata Fassina e Caio Iummy
Door: Kátia Miranda e Alisson Gothz

06/setembro - Guest DJs: - Serginho Oliveira - A.pow + Vanilla Dancer - Lufe Steffen - Alan + Alex - Antony
Performance: Michael Love

13/setembro - Guest DJs: Tatu T - Rafael Truffaut + Tom Paranhos - Gustavo Machado - Higor Magno - Rodrigo Martini
Performance: La Negra (Argentina) & Heitor Werneck (Luxuria)

20/setembro - Guest DJs: Allan Martuchelli - Rafa Leick - Rodrigo LC - Ullisses Campbell - Bel & Rique
performance: Emilia Aratanha

27/setembro - Guest DJs: The Victorettes - Alec e Alex - Jade Gola - Raphael Volk - Alex Lopes
performance: Silvana Bowie

GRIND @ A LÔCA. Domingos das 19h00 às 6h30 da manhã. A Lôca - Rua Frei Caneca, 916 - Cerqueira César (próximo da Avenida Paulista - metrô Consolação). Fone: (11) 3159.8889. Site: www.aloca.com.br.
Preços com flyer: Até 22h00: R$ 15,00 de entrada. Depois: R$ 25,00 de entrada.
Sem flyer: R$ 25,00 de entrada.

GRIND 11 ANOS - PRESS RELEASE

O projeto Grind começou em maio de 1998 e já pode ser considerado um 'clássico' dentro do circuito underground com mais de 10 anos de atividade ininterrupta. Por vários anos foi indicada como uma das melhores noites fixas da noite paulistana, viu seu produtor, André Pomba, ser eleito como 'promoter'de 2.000 e seus performers, Bianca Exótica, Michael Love e Alisson Gothz, consagrados como 'personalidade da noite', do jornal Folha de São Paulo, que também coloca o Grind como uma das melhores matinês do Brasil. O mais conceituado site GLS, o Mix Brasil, já citou o projeto como o mais inovador projeto da noite paulistana.
Enfocando o rock em suas várias tendências (rock, electro, alternativo, pop, eletrônico, black, indie, anos 80, etc.), o GRIND tem atraído um público mix aficionado por este estilo musical, sem alternativas dentro da noite paulistana. Assim, em 2009, chegou aos 11 anos de vida, ancorado por um sucesso de público e longevidade raros em se tratando da cena underground. O projeto também editou por 6 anos, um fanzine colorido impresso e gratuito: O Grind Zine, e trata de cultura Pop / Rock GLS www.aloca.com.br/grindzine.
A fórmula do Grind, de reunir DJS amigos convidados, de várias tendências musicais, criando a aura de clubinho para uma celebração descontraída realmente pegou, se tornando uma referência para vários outros projetos alternativos espalhados pela cidade. Os performers também buscam referências rockers, fugindo do habitual esquema tribal house - drag queens - gogoboys das casas GLS.
Na organização e idealização, está o produtor da Dynamite (www.dynamite.com.br), André Pomba Cagni. O projeto se tornou uma boa opção para as noites de domingo num horário acessível e ampliado (iniciando às 19h00 e indo até as 6 – ou mais - da manhã), além de colaborar para diminuir o preconceito do público de rock com relação à cena GLS e, porque não dizer, vice-versa. E o rock, finalmente, saiu do armário!


Quero ver todo mundo lá!

10 de agosto de 2009

Exposição Pop-Brasil na estação Vila Madalena do metrô

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Hoje, depois de resolver algumas coisas lá pelo lado da Paulista, antes de voltar para casa, dei um pulo na estação Vila Madalena do metrô para conferir a exposição Pop-Brasil, de Rodrigo Lima, que comentei no post anterior.

É muito interessante enxergar nossa cultura pop brasileira por essa perspectiva diferente, em obras que datam de 2003 a 2006. Não sei se é porque a cultura pop por natureza te condiciona a querer sempre mais, mas achei que eram poucas imagens, são somente 9 telas. Mas ainda assim indico a visitação pois é diferente ver imagens pela Internet e perceber a textura ao vivo.

Deixando de lado o papo, tirei algumas fotos para vocês, confiram abaixo.


Da dir. pra esq.: Senor Abravanel (Sílvio Santos), Havaianas, O Homem Pássaro (Santos Dumont), Pó Royal


Da dir. para esq.: Chita (essa desconheço), Gina, Elis, Leite de Rosas e Pelé


Para ver algumas obras em maior detalhamento, clique nas miniaturas abaixo.



E aí? O que acharam?

Exposição Pop-Brasil retrata Sílvio Santos e Elis Regina no metrô

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Rodrigo Lima, um artista plástico e publicitário paulista de 34 anos, mostra a partir de amanhã seus trabalhos baseados no movimento Pop Art em exposição nas estações do metrô de São Paulo. Mas o que faz dessa exposição diferente das demais do gênero é a temática. O artista trouxe ícones da cultura pop brasileira para as suas obras, então podemos ver Sílvio Santos em pontilhismo (imagem acima), Elis Regina com adereços florais e ainda Pelé, sandálias Havaianas e em comparação com a obra baseada na Campbell's Soup de Andy Warhol (o maior ícone da Pop Art mundial), temos o fermento em pó Royal.

Veja algumas outras imagens na galeria do Terra.

A pop art se apropria de bens de consumo que ficam no inconsciente popular. Só que eles são vistos pelo ponto de vista da arte, não da publicidade. (...) Uma exposição em galeria inibe a pessoa e, por causa dessa inibição, ela deixa de participar da arte. A gente deveria mudar esse ponto de vista e deixar a arte mais democrática.
Rodrigo Lima


O !ObaOba diz que escolhendo o metrô, com circulação diária de 2,5 milhões de passageiros por dia, Rodrigo começou bem essa democratização da arte. Acho interessante as exposições que ficam nas estações de metrô, pena que elas geralmente têm pouca divulgação. Na , por exemplo, já vi muita coisa legal, como exposição sobre publicidade, tecnologia e mais recentemente sobre aves em extinção (se bobear, ainda está por lá).

A exposição tem início hoje, dia 10/08, na estação Vila Madalena do metrô e até janeiro do próximo ano passa pelas estações São Bento, Clínicas e Tucuruvi. Eu quero ver se visito a exposição ainda esse mês. Se eu for, ponho o registro aqui.

Exposição Pop-Brasil
Artista: Rodrigo Lima
Inauguração (10/ago): Estação Vila Madalena
Set e Out/09: Estação São Bento
Nov e Dez/09: Estação Clínicas
Jan/10: Estação Tucuruvi

30 de julho de 2009

Show de estreia do projeto de drum 'n bass Sonic Loungescape

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O projeto “ Sonic Loungescape” surgiu da idéia de mesclar...
Primeiro: o Hardcore – guitarras distorcidas com ritmos acelerados...
Segundo: o Drum and Bass – com seus rápidos BPM’s e suas batidas quebradas...
Terceiro: o Fx – Sound – efeitos sonoros colocados na música para realçar seus conceitos...
Quarto: a Projeção - que inclui às composições uma “visualidade sensorial”...

Da junção destes quatro conceitos nasceu uma brincadeira com o termo “Sonic Landscape” (Paisagem Sonora).

O idealizador e fundador do projeto, André Grynwask, trabalha à alguns anos compondo trilhas sonoras para espetáculos de teatro e curta-metragens, na cidade de São Paulo. Esta sua experiência se traduz nas composições feitas para este projeto.


O texto acima, foi retirado da descrição do Sonic Loungescape em sua página do MySpace. Esse "tal" André Grynwask é um grande amigo (caramba, já fazem 5 anos e parece que foi ontem) e vai fazer junto com essa banda eletrônica de Drum 'n Bass o seu show de estreia no próximo dia 22, na balada Puri, que fica na Rua Augusta, 2052, em São Paulo.

O André, como dito na citação acima, além de trabalhos em teatro, televisão e eventos, ainda compõe trilhas sonoras. É um cara multi-uso. É dele, inclusive a produção dos elogiados spots de rádio do meu TCC, que em 2006, rendeu à Zap (minha agência no TCC) o prêmio de Agência do Ano.

Ouvi algumas coisas e gostei da levada. Vale a pena dar uma conferida no som do projeto no perfil do MySpace (que é o 35º no ranking do MySpace Brasil no gênero Drum 'n Bass) e assistir a performance ao vivo que rola no dia 22 pra lançar oficialmente o projeto Sonic Loungescape.
Fica a dica!

23 de junho de 2009

201 coisas pra se fazer na cidade de São Paulo

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Texto recebido por e-mail.

1. Provar o bolinho de bacalhau e o chope do Bar do Leo, que, desde 1940, sai religiosamente abaixo de zero grau e com colarinho, na rua Aurora, 100, em Santa Ifigênia. Telefone: (11) 221 0247

2. Experimentar os docinhos de festa da doceira Di Cunto, na rua Borges de Figueiredo, 61, na Mooca. http://www.dicunto.com.br

3. Devorar uma pizza calabresa no Castelões, na rua Jairo Góes, 126, no Brás, com um bando de amigos. Telefone: (11) 229 0542

4. Almoçar nas bancas de comidinhas das feiras de antiguidades das praças Benedito Calixto, em Pinheiros, e Dom Orione, no Bexiga, que acontecem no sábado e no domingo, respectivamente.

5. Circular pelas bancas do Mercado Municipal, na avenida do Estado, e consumir, sem medo de ser feliz, toda a sorte de guloseimas que encontrar pela frente. http://www.mercadomunicipal.com.br

6. Comer uma das especialidades do Bar Sujinho, o frango caipira, a qualquer hora da madrugada. A salada de repolho já faz parte do couvert. Coma sem preconceitos, é divina. O Sujinho fica na rua da Consolação, 2063. Telefone: (11) 3231 5487

7. Deliciar-se com os irresistíveis sorvetes da Häagen Dasz. A loja mais charmosa da rede fica na rua Oscar Freire, 900, Jardins. Telefone: (11) 3062 1099

8. Tomar vários copos de mate com leite espumante no Rei do Mate da avenida São João, 530. Telefone: (11) 222 7504. http://www.reidomate.com.br

9. Comer qualquer item do cardápio 100% árabe do Almanara da rua Basílio da Gama, 70, no Centro - só a decoração anos 50 já vale a empreitada. Telefone: (11) 3257 7580. http://www.almanara.com.br

10. Ir ao brunch do Empório Santa Maria, na avenida Cidade Jardim, 790, aos sábados e domingos, e sentir-se no Dean&Deluca de Nova York. Telefone: (11) 3706 5211

11. Dar um pulinho no Rancho da Empada, na Rua Sena Madureira, 357, na Vila Mariana. As de camarão e palmito são incomparáveis. Telefone: (11) 5579-5330

12. Provar o penne com melão e presunto cru do Spot, na rua Ministro Rocha Azevedo, 72, em meio ao clima mais hollywoodiano de São Paulo e não dispensar as profiteroles. Telefone: (11) 3284 6131

13. Deleitar-se com os quindins, cocadas e beijinhos da Doceira Modelo, na rua Padre Raposo, 77, na Mooca. Telefone: (11) 6692 3196

14. Resistir, se puder, ao tradicional Bauru do Ponto Chic do Largo Paissandu. Telefone: (11) 222 6528 (Uptade: Segundo informações já existem vários Pontos Chic, mas a do Largo do Paissandu ainda existe)

15. Deixar o regime de lado e atacar os generosos sundaes e bananas splits da Sorveteria Alaska, na rua Dr. Rafael de Barros, 70, no Paraíso. O chantilly é simplesmente divino. Telefone: (11) 3889 8676

16. Se abastecer de pães, frios e cia. na Padaria São Domingos, na Bela Vista, e sentir-se na Itália enquanto escolhe o que levar entre os comestíveis que ‘decoram’ a casa. Fica na rua São Domingos, 330. Telefone: (11) 3104 7600 http://www.bixiga.com.br/telas/padarias.htm

17. Tomar milk shake com leite maltado no Rocket's, na alameda Lorena, 2090, enquanto ouve os hits dos anos 50 nas mini-jukebox dispostas sobre as mesas. Telefone: (11) 3081 9466 http://www.rockets.com.br

18. Deliciar-se com os bolos e pães preparados pelos monges do Mosteiro de São Bento. O Bolo Santa Escolástica é a melhor pedida. Telefone: (11) 228-3633

19. Provar qualquer prato absurdamente generoso do Gigetto, na rua Avanhandava, 63, e correr o risco de cruzar com figurinhas carimbadas do circuito teatral da cidade. Telefone: (11) 256 9804

20. Comer muitas empanadas e curtir a muvuca organizada do Bar das Empanadas, na rua Wisard, 489, na Vila Madalena. Telefone: (11) 3032 2116

21. Provar o sensacional filé coberto com muito alho do Filé do Moraes da praça Júlio de Mesquita, no centro da cidade. http://www.filetdomoraes.com.br

22. Conferir toda a tradição do Capuano, restaurante italiano fundado em 1912. Fica na rua Conselheiro Carrão, 416, no Bexiga. Telefone: (11) 3288-1460

23. Degustar, sem peso na consciência, a dobradinha pastel de feira com caldo de cana em qualquer feira livre da cidade - de preferência na do Pacaembu, que acontece de segunda a sábado em frente ao estádio.

24. Comer um beirute no Joakin's, que serve os melhores de São Paulo há 31 anos, na rua Joaquim Floriano, 163. Telefone: (11) 3168 0030

25. Passar pela Cidade Universitária só para saborear o cachorro quente do Super Hot Dog. Fica na Rua do Estádio, Travessa C, logo atrás do Crusp.

26. Tomar café expresso com pão de queijo no Café Girondino, nas imediações do Mosteiro de São Bento. Fica na Rua Boa Vista, 365, Telefone: (11) 229-4574.

27. Comer o quanto puder no rodízio da churrascaria Fogo de Chão, na avenida Moreira Guimarães, 964, em Moema. Telefone: (11) 5530 2795

28. Tentar descobrir quem tem a melhor esfiha, o Jáber ou o Catedral. Os dois ficam quase lado a lado, na rua Domingos de Morais, no Paraíso – o Jáber no número 86 e o Catedral no 54.

29. Provar o porpettone do Jardim di Napoli, na Rua Dr. Martinico Prado, 463, em Higienópolis. Telefone: (11) 3666 3022

30. Gastar todas as suas economias num jantar no Massimo. É caro, muito caro, mas vale a pena. O restaurante fica na Alameda Santos, 1826. Telefone: (11) 3284 0311.

31. Tomar um breakfast supernatureba no Parque da Água Branca aos sábados de manhã e aproveitar para visitar a feirinha de produtos orgânicos que rola no local.

32. Tentar resistir aos caprichados docinhos da Cristallo. Rua Oscar Freire, 914. Telefone: (11) 3082 1783.

33. Correr para a Vila Madalena num sabadão ensolarado para comer (quase ao ar livre) em algum dos pontos mais concorridos do bairro, como o Bar do Sacha ou o Jacaré!!!!

34. Nada mais paulistano que uma boa pizza, certo? O Pedaço da Pizza, como o próprio nome já indica, serve a iguaria em pedaços. O melhor: fica aberto até altas horas da madrugada. Fica na Rua Augusta, 2931. Telefone:(11)3891 2431.

35. Surpreender-se com a mesa inacreditavelmente farta do As Mestiças. Nessa casa de chá em Moema, o cliente paga um preço fixo e tem direito a pães, bolos, salgadinhos, doces, chás, sucos… Alameda dos Aicás, 50. Telefone: (11) 5051 2547.

36. Assistir a um concerto na Sala São Paulo, na antiga estação Júlio Prestes, que tem uma das melhores acústicas da América Latina. Telefone: (11) 3337 5414.

37. Assistir a uma peça, um balé ou um concerto no Teatro Municipal e sentir-se no Ópera de Paris. Telefone: (11) 223 3022. http://www.prodam.sp.gov.br/theatro/index.html

38. Assistir a qualquer filme na Sala Cinemateca, que fica no antigo matadouro da Vila Mariana, na rua Senador Raul Cardoso, 207. telefone: (11) 5084 2177. http://www.cinemateca.com.br

39. Peregrinar até o Teatro Alfa, ao lado da Ponte Transamérica da marginal Pinheiros, para curtir qualquer um dos espetáculos sensacionais que acontecem no local. Telefone: (11) 5693 4000 http://www.teatroalfa.com.br

40. Pode até parecer um programa batido, mas uma visita ao Masp é realmente um programa obrigatório. Avenida Paulista, 1578. Telefone: (11) 251 5644.

41. Ir a um ensaio da escola de samba Vai Vai. A quadra fica na Praça 14 Bis, no Bexiga. http://www.vaivai.com.br (Uptade: Para ser MAIS exato, a quadra da Vai-Vai fica na rua Rua São Vicente, 276 - Bela Vista - Uptade2: Nos comentários estava escrito outra rua, verifiquei e coloquei o endereço certo)

42. Conferir a programação do Centro Cultural Banco do Brasil, na rua Álvares Penteado, 112, centro da cidade. Telefone: (11) 3113 3651.

43. Pegar um cineminha no Espaço Unibanco, reduto dos cinéfilos paulistanos. Fica na Rua Augusta, 1475, Consolação. Telefone: (11) 688-6780.

44. Conferir as obras de arte do MAM (Museu de Arte Moderna), que fica dentro do parque do Ibirapuera (http://mam.terra.com.br), e do MAC (Museu de Arte Contemporânea), que fica dentro da USP. http://www.mac.usp.br

45. Dar uma passadinha no Museu Lasar Segall, que funciona no imóvel que serviu de residência ao artista até sua morte, em 1932, fincado na Rua Berta - que abriga as primeiras construções modernistas do Brasil. http://www.spguia.com.br/museus/lasarsegall/lasarsegall.html

46. Visitar o Museu de Arte Sacra, na avenida Tiradentes, 676, e… http://www.saopaulo.sp.gov.br/saopaulo/cultura/museus_sacra.htm

47. … aproveitar o passeio para conhecer a Pinacoteca, também na avenida Tiradentes. http://www.uol.com.br/pinasp

48. Conhecer o Centro Cultural do Liceu de Artes e Ofícios, na Rua da Cantareira, 1351, fundado em 1873.

49. Manter-se antenado na programação eclética do Sesc Pompéia, na rua Clélia, 93. http://www.sescsp.com.br/sesc

50. Procurar preciosidades na biblioteca Mário de Andrade, na Praça Dom José Gaspar. http://www.prodam.sp.gov.br/bib/mario

51. Visitar o belo (e pouco conhecido) Teatro São Pedro, construído em 1917. Fica na Rua Barra Funda, 171. Telefone: (11) 3823 9660

52. Levar as crianças na Sala Disney do Cinemark do Shopping Santa Cruz. Lá são exibidos somente filmes infantis, e a decoração vai fazer a alegria dos pequenos. Rua Domingos de Morais, 2564, na Vila Mariana. Telefone: (11) 3471 8066

53. Conhecer o Teatro Oficina, na rua Jaceguai, 520, epicentro de manifestos vários nos anos 60. http://www.dialdata.com.br/oficina

54. Conferir a biblioteca do Centro Cultural São Paulo, na ruaVergueiro, 1000. http://sampa3.prodam.sp.gov.br/ccsp/ccsp/index0.htm

55. Sentir-se num pedacinho do Japão no bairro da Liberdade. O ideal é fazer a visita aos domingos, quando acontece uma animada feirinha ao lado do Metrô Liberdade.

56. Dar uma volta na linha de ônibus Machado de Assis - Cardoso de Almeida (408P), que passa por alguns dos pontos mais interessantes da capital. O ponto de partida é na praça da rua Machado de Assis, no bairro da Aclimação.

57. Passear pela Praça Vilaboim, em Higienópolis, no sábado à tarde, com direito a uma parada estratégica na banca de jornal.

58. Conferir a vista privilegiada do Bar do Jockey, na av. Linneu de Paula Machado, 1263, cercado de figurinhas da high society paulistana. http://www.hcj.com.br

59. Visitar o Parque da Luz, na av. Tiradentes, que passou recentemente por uma recuperação como poucas realizadas na cidade. http://www.prodam.sp.gov.br/dph/servicos/rotjdluz.htm

60. Ir a uma festa de arromba no Bar do Hotel Cambridge, que fica na Av.Nove de Julho, 216. http://www.cambridgehotel.com.br

61. Ver o show dos padres do canto gregoriano no Mosteiro de São Bento, no Largo de São Bento, que acontece aos domingos, às 11h da manhã. http://www.mosteiro.org.br/

62. Ir ao Parque do Ibirapuera, na av. República do Líbano, durante a semana num dia de sol. http://www.prodam.sp.gov.br/ibira/historico.htm

63. Tomar chá da tarde na Fundação Maria Luiza e Oscar Americano, na av. Morumbi, 4077, uma das boas coisas do Morumbi. http://www.fundacaooscaramericano.org.br/

64. Suar na matinê de domingo da boate A Lôca, na rua Frei Caneca, 916. Telefone: (11) 3159 8889. http://www.aloca.com.br

65. Conferir como ficou bonita a Catedral da Sé depois da reforma.

66. Matar o tempo no bar do Cinesesc, na rua Augusta 2075, antes do filme começar. Telefone: (11) 3082 0213

67. Curtir o clima 'Beverly Hills é aqui' da rua Oscar Freire, na porção mais efevercente dos Jardins.

68. Ir às festas gênero 'mamma mia' das igrejas Achiropita, na rua 13 de Maio, 478, na Bela Vista (realizada aos finais de semana do mês de agosto), São Vito, na rua Poliana Amare, 51, no Brás (no dia 15 de junho), e São Genaro (no dia 19 de setembro), na Mooca.

69. Encostar o carro na Praça do Pôr do Sol, no Alto de Pinheiros, no finalzinho de uma tarde de verão. A vista é fantástica!

70. Checar os últimos lançamentos e tomar um cafezinho na Livraria da Vila, na rua Fradique Coutinho, 915, na Vila Madalena. Telefone: (11) 38145811

71. Testemunhar um casamento nas charmosas capelas São José, na rua Dinamarca, no Jardim Europa, e São Pedro e São Paulo, na rua Pe. José Glieco, 111, no Morumbi

72. Mergulhar no universo paralelo criado pelas habitués da Daslu, a butique mais exclusiva da cidade, fincada na rua Júlio Diniz, 56, na Vila Nova Conceição.

73. Visitar o Museu da Imigração e tentar descobrir as suas origens. Fica na rua Visconde de Parnaíba, 1316, na Mooca. http://www.memorialdoimigrante.sp.gov.br/Inicial.html

74. Meditar no templo zen da rua São Joaquim, 273, na Liberdade.Telefone: (11) 278 4515

75. Visitar as lojas da Livraria Cultura e os cinemas em meio ao clima cinquentinha do Conjunto Nacional, na av.Paulista, 2073. http://www.livcultura.com.br

76. Embarcar num programa em família no Simba Safári, que agora está menos emocionante, com os animais presos, mas ainda vale uma visita. Av. do Cursino, 6338

77. Dar um pulinho até a Zona Sul para conhecer o Autódromo de Interlagos e suas corridas. Fica na Avenida Senador Teotônio Vilela, 167. Telefone: (11) 5666 8822. http://www.ainterlagos.com

78. Subir até o alto da Serra da Cantareira para conhecer as trilhas do Horto Florestal. Rua do Horto, 931. Telefone: (11) 6231 8555

79. Participar do terror instrutivo do Instituto Butantã, na av. Vital Brasil, 1500. Telefone: (11) 3726 7222. http://www.butantan.gov.br

80. Assistir a um clássico no Estádio do Pacaembu, na Praça Charles Müller, sem número.

81. Fazer um pit stop na boate Nostro Mundo, na Rua da Consolação, 2554 - ponto partida da São Silvestre Gay. Telefone: (11) 3259 29459.

82. Caminhar pela Avenida Odila, no Planalto Paulista, famosa por suas árvores frutíferas como jaboticabeiras e cerejeiras.

83. Ver 'relíquias', como a mala do Crime da Mala, encontradas no Museu do Crime, na Praça Reinaldo Porchat, 219, Cidade Universitária.

84. Encarar o clássico da malhação sem frescura: a ACM Norte, na rua José Amato, 39, Limão. Telefone: (11) 3966-7511. http://www.acmsp.com.br

85. Passear de carro pelos armazéns antigos da Avenida Presidente Wilson, entre os bairros do Ipiranga e da Moóca.

86. Fugir para algum motel da Marginal Tietê quando a chuva começa a apertar e o trânsito a ficar complicado.

87. Encarar uma noitada nostálgica no legendário Madame Satã. http://www.madamesata.com.br

88. Passar o sábado na feirinha da Praça Benedito Calixto, em Pinheiros, e depois tomar um drink em um dos bares que ficam nas proximidades.

89. Observar a fúria consumista chic do Shopping Iguatemi, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 2232 e, no final, investir num coffee break estilo primeiro mundo no Gero Café.

90. Marcar um programinha entre amigos na tradicional Pizzaria São Pedro, na rua Javari, 333, na Mooca.

91. Entrar no embalo das noites regadas a litros de chopp no Bar Pirajá, na rua Nova Faria Lima, 64, em Pinheiros. Telefone: (11) 816 6413.

92. Passear de bicicleta em pleno Minhocão. Nos finais de semana, o trânsito de veículos é proibido no local. Se você não tem bicicleta, é possível alugar uma por lá.

93. Enfrentar filas homéricas para brincar nas atrações do Playcenter, na rua Dr. Rubens Meirelles, 380. http://www.playcenter.com.br

94. Curtir o verde do pequeno mas simpático Parque da Aclimação, na rua Muniz de Souza, 1119, na Aclimação.

95. Passar a noite de sábado na Vila Olímpia, cujos bares e boates reúnem a maior concetração de mauricinhos e patricinhas da capital paulista.

96. Presenciar um jogo do Juventus no estádio da rua Javari.

97. Visitar o Hotel Normandie, na av. Ipiranga, 1187, no Centro, e aproveitar para bebericar alguma coisa no bar. http://www.bdh.com.br/hoteis/normandie/indexp.htm

98. Aproveitar a tranqüilidade do Parque Siqueira Campos, mais conhecido como Trianon, um pedacinho de Mata Atlântica em plena Avenida Paulista.

99. Pegar o trenzinho histórico que parte da estação da Luz, na Pça. da Luz, rumo a Paranapiacaba.

100. Dançar bastante no after hours do Susi in Transe, que começa às 8h da manhã. Fica na rua Vitória, 810, centro.

101. Se acabar com o samba rock do Green Express, na Avenida Rio Branco, 90, centro. Ainda dá para comprar ótimos vinis no local.

102. Percorrer a via-sacra paulistana, na avenida Nazareth, Ipiranga, abarrotada de que igrejas e colégios católicos.

103. Observar o pessoal que faz bungee jump/rapel no viaduto da Avenida Doutor Arnaldo sobre a Avenida Sumaré.

104. Ir aos jardins do Museu do Ipiranga, na av. Nazaré, s/n, e fazer de conta que está no Jardim de Luxemburgo, em Paris.

105. Conhecer a trilha das boates baixo nível e o caos arquitetônico da Amaral Gurgel, bem embaixo do Minhocão.

106. Conhecer o prédio do iG, na rua Amauri, 299, no Itaim.

107. Andar de bicicleta por bairros mais tranqüilos e arborizados, como o Alto da Lapa ou o Jardim Europa.

108. Mergulhar no mar de flores do Ceagesp, na rua Gastão Vidigal, 1946, de preferência na sexta-feira de manhã, quando os preços são bem mais em conta do que no sábado e o movimento, um pouco menor. http://www.ceagesp.com.br

109. Dar uma voltinha pelo Parque Burle Marx, na av. Dona Helena Pereira de Morais, 200, no Morumbi.

110. Em qualquer passeio de metrô, fazer uma parada estratégica na estação República do metrô para observar os painéis de Antônio Peticov.

111. E já que o assunto é metrô, a estação Sumaré também vale uma visita, pela vista e também pelos painéis de Alex Fleming.

112. Fazer um tour histórico pela Ladeira da Memória, que fica na saída da rua Xavier de Toledo da estação Anhangabau do metrô, e que abriga o primeiro monumento público de São Paulo: um obelisco em forma de pirâmide erguido em 1814.

113. Conhecer os casarões de Campos Elíseos, na região central - e perceber que, mesmo abandonados e transformados em cortiços, ainda conseguem conservar parte de sua beleza.

114. Ficar boquiaberto com os contrastes do Jardim Ângela - que concentra, de um lado, mansões que abrigam parte da nata da sociedade da zona Sul e, do outro, a área considerada a mais violenta da capital paulista.

115. Curtir o visual do alto do Terraço Itália (av. Ipiranga, 344, 41º e 42º andar) durante um jantar incrementado com baixelas de prata.

116. Aproveitar o clima de praia da represa de Guarapiranga, na zona Sul.

117. Encontrar toda a sorte de folhas milagrosas, utilizadas nos mais variados tipos de chás medicinais, no Largo da Batata, em Pinheiros.

118. Ir até o Mirante da Lapa e conferir um visual cinematográfico deitado no gramado.

119. Visitar o jardim que fica no alto do prédio do Banespa da Praça do Patriarca, no centro da cidade. A entrada é gratuita, e o local está aberto para visitação de segunda à sexta, das 10h às 17h.

120. Visitar todas as lojas da Galeria do Rock, na rua 24 de Maio, 62, e aproveitar a viagem para conhecer a galeria vizinha e comprar todos os CDs importados que o seu bolso deixar.

121. Comprar coisas absurdas na Galeria Ouro Fino, na rua Augusta, 2690 e, se for o caso, aproveitar para investir em uma tatuagem ou em um piercing.

122. Garimpar úteis-fúteis no Promocenter da rua Augusta com a Luís Coelho. (Uptade: O site está fora do ar e segundo informações no comentário esses pontos já foram fechado) http://www.promocenter.com.br

123. Comprar flores no Largo do Arouche.

124. Se entregar a um dia de consumo selvagem no circuito José Paulino, 25 de Março e ladeira Porto Geral.

125. Conferir o sortimento high-tech e as baciadas da Galeria Pajé, na rua 25 de Março.

126. Comprar revistas na banca da avenida São Luiz com a Ipiranga.

127. Vasculhar o acervo de CDs da Pop's Music, na rua Teodoro Sampaio, 763, loja 4.

128. Conferir o acervo do Sebo Messias, o mais tradicional da cidade, com seus corredores estreitos e toda a sorte de relíquias. Fica no centro da cidade, na praça João Mendes, 166. (Uptade: Nos comentários dizia que existem CINCO Sebos, verifiquei no site e só encontrei três: Praça João Mendes, 166, Praça João Mendes, 140, Rua Quintino Bocaiúva, 166)

129. Divertir-se com os contrastes da Loja de Velas Santa Rita, na Praça da Liberdade, 248, que, de um lado, oferece santinhos católicos e, do outro, os ícones máximos do candomblé. http://www.srita.com.br/

130. Conferir as novidades do Sex Shop Ponto G, na rua Amaral Gurgel, 206. Telefone: (11) 223 3011

131. Conferir o universo eletrônico da rua Santa Ifigênia e aproveitar o passeio para encontrar tudo, tudo mesmo, no quesito eletrônicos.

132. Encarar, com um sorriso nos lábios, as promoções imperdíveis do Shopping D, na av. Cruzeiro do Sul, 1100.

133. Pechinchar correntinhas, anéis e pulseiras na rua do Ouro, também conhecida como rua Barão de Paranapiacaba, no centro da cidade.

134. Fazer o circuito das lojas de decoração da al. Gabriel Monteiro da Silva.

135. Ir até a rua das Noivas, ou rua São Caetano, e encontrar tudo sobre o tema.

136. Passar a tarde ouvindo CDs e folheando livros na gigantesca Fnac de Pinheiros. Fica na Avenida Pedroso de Moraes, 858. Telefone: (11) 3097 0022

137. Garimpar roupas das melhores grifes do brechó Trash Chic. Fica na Rua Carlos de Carvalho, 95, Itaim. Telefone: (11) 3167 4331

138. Comprar bijuterias e objetos de decoração na feira hippie da Praça da República, que acontece todos os domingos.

139. Abastecer-se de produtos importados na Casa Santa Luzia, o supermercado mais chique da cidade. Fica na Alameda Lorena, 1471, Jardins. O telefone é (11) 3088 0663. http://www.santaluzia.com.br

140. Subir até a sobreloja do número 176 da Rua Sete de Abril, no centro. Lá estão diversas lojas especializadas em vinis. Ótima pedida para encontrar aquela raridade.

141. Fazer o circuito das lojas de decoração da Alameda Gabriel Monteiro da Silva, no Jardim Europa. (Uptade: Nós comentários me avisaram que era repeteco da 134, e não é que é verdade?)

142. Passear pelas três unidades da Livraria Cultura no Conjunto Nacional. Fica na Avenida Paulista, 2073.

143. Conferir o estilo art nouveau do Teatro São Pedro, na rua Barra Funda, 171

144. Deslumbrar-se com a arquitetura gótica do prédio que abriga a Santa Casa desde 1886. Fica na rua Cesário Motta Júnior, 112, na Vila Buarque.

145. Se arrepiar ao avistar o prédio art deco da Secretaria de Esportes e Turismo, na Praça Antônio Prado, nº 9, próximo à rua São Bento, no centro.

146. Analisar a arquitetura kitsch do Motel Faraós, na entrada da Via Anchieta, enquanto curte uma noite, no mínimo, bizarra.

147. Incorporar um caça-vampiros antes de visitar os túmulos grã-finos do Cemitério da Consolação.

148. Percorrer a av. Ipiranga para ter a vista mais incrível do histórico Edifício Copan, assinado por Oscar Niemeyer.

149. Conhecer um dos mais famosos verticais da cidade, o edifício Treme-Treme, na Rua Paim, Bela Vista. (Uptade: Me avisaram nos comentários que tem também o "Treme-Treme" da avenida do Estado, ao lado do Mercado Municipal)

150. Conferir a arquitetura art noveau do Colégio Santa Inês, na Rua Três Rios, 362, no Bom Retiro.

151. Visitar o mirante do prédio do Banespa, um dos cartões postais mais populares de São Paulo, na rua João Bricola, 24.

152. Surpreender-se com o vão livre do MASP (Museu de Arte de São Paulo - Assis Chateaubriand), na avenida Paulista, 1578. http://www.masp.art.br/

153. Conhecer o mórbido prédio do Dops, vizinho à Estação Julio Prestes, agora transformado em Centro Cultural. Fica no Largo General Osório, 66.

154. Percorrer, a pé, a trilha das mansões das arborizadas ruas do Jardim América, um dos bairros residenciais mais charmosos da zona Sul de São Paulo.

155. Dar uma espiada na casa de Armando Álvares Penteado, na rua Maranhão, 86, uma das construções mais refinadas da cidade a seguir o estilo art noveau. Atualmente a casa abriga as turmas de pós-graduação da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo).

156. Visitar o magnífico palacete da Vila Itororó, hoje transformado em cortiço. O acesso é feito pela rua Martiniano de Carvalho, na Bela Vista.

157. Conhecer o Pátio do Colégio, no centro da cidade, onde tudo começou.

158. Fazer o circuito dos prédios estilosos do bairro de Higienópolis, entre as ruas Piauí e Aracaju - os Edifícios Piauí, Bretagne e Cinderela.

159. Não perder de vista o Edifício Santa Elisa em um passeio pelo Largo do Arouche.

160. Ter o prazer de conhecer uma autêntica vila napolitana na rua Vitorino Carmilo, no coração da Barra Funda.

161. Conferir a exuberância da cúpula da Igreja Ortodoxa, ao lado do Metrô Paraíso.

162. Tentar descobrir, em um passeio a pé, se os arranha-céus da Avenida Paulista são bonitos ou horrorosos.

163. Conferir a cafonice chic da Igreja Nossa Senhora do Brasil, na esquina da rua Colômbia com a avenida Brasil.

164. Escalar o Pico do Jaraguá para espiar o visual lá de cima.

165. 'Babar' com a arquitetura anos 50 da casa que, dizem, já pertenceu a Sílvio Santos, na rua Professor Fonseca Rodrigues, no Alto de Pinheiros, dona de um dos layouts mais atraentes da área.

166. Observar o projeto bizarro da Casa Bola, na rua Amauri.

167. Conhecer a faculdade de Direito do Largo São Francisco.

168. Tomar um café no saguão do Aeroporto de Congonhas e, enquanto espera o seu vôo, apreciar os detalhes da arquitetura dos anos 50 da construção.

169. Tirar uma foto do Edifício Esther, na Praça da República (tombado pelo Condephaat) e do Edifício Viadutos (com arquitetura típica dos anos 50), no final da av. São Luís.

170. Visitar o Palácio das Indústrias, sede da Prefeitura, logo ao lado do Parque Dom Pedro II.

171. Conhecer o Palácio dos Campos Elísios, que foi sede do governo do Estado. Fica na avenida Rio Branco, 1269.

172. Visitar o Edifício Parque das Hortênsias, na av. Angélica, ícone dos anos 50.

173. Visitar o Prédio da Bienal, no Ibirapuera, de preferência em um dia de evento. http://www.uol.com.br/bienal/24bienal/fundacao.htm)

174. Ir até a sinagoga Beth-el, na rua Martinho Prado, 175.

175. Surpreender-se como o tamanho e a arquitetura impressionante do Tribunal de Justiça, ao lado da Catedral da Sé.

176. Descer a famosa escadaria da rua Cristiano Vianna, no bairro de Pinheiros , que desemboca na rua Cardeal Arcoverde.

177. Entrar no pátio entre os prédios antigos da PUC (Pontifícia Universidade Católica), na rua Monte Alegre, em Perdizes, para se entregar ao ócio enquanto observa cada um dos detalhes de sua arquitetura.

178. Percorrer as lojas do Shopping Light, no Viaduto do Chá.

179. Visitar o Solar da Marquesa, ao lado do Pátio do Colégio, para ver um pouco da arquitetura colonial, típica de cidades históricas como Parati.

180. Circular pelo jardim interno da Universidade São Marcos, que lembra um claustro, na avenida Nazareth, Ipiranga.

181. Atravessar o viaduto Santa Ifigênia, agora livre dos camelôs. (Uptade: Assim como diz nos comentários. Essa informação nem é tão verdadeira, mas que é legal passar por lá, é.)

182. Descer na estação Santa Cruz do metrô só para observar os traços de dois dos colégios que fizeram sucessos nos anos dourados: o Arquidiocesano e o Madre Cabrini.

183. Em um passeio pelo bairro de Perdizes, fazer paradas estratégicas no portão do Colégio Batista, na rua Dr. Homem de Mello, em Perdizes, um dos mais tradicionais da cidade, e na capela do colégio São Domingos.

184. Se estiver passando pela rua General Olímpio da Silveira, nas imediações do minhocão, dar um pulo no Castelinho, umas das 'pérolas' arquitetônicas da cidade que, vira-e-mexe, é invadida pelos sem-teto.

185. Visitar o tradicional Colégio Sion, na avenida Higienópolis, 983.

186. Conhecer o Memorial da América Latina, projetado por Oscar Niemeyer. A construção foi erguida em 1989 e não caiu até hoje nas graças dos paulistanos - que a consideram pouco convidativa. Fica em frente à estação Barra Funda do metrô. www.memorial.org.br

187. Observar a trilha de palacetes da década de 30 no bairro do Ipiranga, na rua Bom Pastor.

188. Ir até a Vila Economisadora (com 's' mesmo), na rua São Caetano, para conferir como viviam os operários no início do século XX.

189. Ir até o prédio do TRT, na Barra Funda, e verificar até onde a corrupção tem relação direta com a arquitetura.

190. Surpreender-se com a atmosfera pós-moderna dos edifícios da Avenida Luís Carlos Berrini, no Brooklin.

191. Fazer seus pedidos ao santo das soluções imediatas na Igreja de Santo Expedito, na rua Jorge Miranda, 264, perto da estação Tiradentes do metrô.

192. Admirar a extravagância do Instituto Tomie Ohtake, na Avenida Faria Lima, 201, em Pinheiros.

193. Rir um pouco com a estátua totalmente desproporcional de Duque de Caxias (incrivelmente assinada por Victor Brecheret) plantada na avenida Rio Branco.

194. Encantar-se com a fachada do Teatro Cultura Artística, que ostenta um imenso painel de Cândido Portinari. Fica na rua Nestor Pestana, 196, centro. http://www.culturaartistica.com.br

195. Tirar muitas fotos da Catedral da Sé, que recentemente foi restaurada.

196. Conferir a imensidão do Vale do Anhangabau de cima do Viaduto do Chá.

197. Visitar o prédio histórico dos Correios, no vale do Anhangabaú (Hoje é um Centro Cultural).

198. Posar para uma foto em frente ao Monumento às Bandeiras – também conhecido como 'Deixa que eu empurro' -, de Victor Brecheret, em frente ao parque do Ibirapuera.

199. Curtir um dos cenários mais realistas da vida em São Paulo: o emaranhado de prédios que se vê a partir do bairro da Bela Vista.

200. Visitar a Casa das Retortas, próximo à sede da prefeitura, onde funciona parte da administração municipal. No passado, o local foi um importante centro cultural. Fica na Rua das Figueiras, 77.

201. Visitar a residência modernista do arquiteto Jayme Fonseca Rodrigues na Rua Ceará A casa foi restaurada no final dos anos 90.
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