15 de setembro de 2011
Gráficos que você não pode deixar de ver
8 de setembro de 2011
Meu aniversário, fica a dica!
E o mais importante de se fazer aniversário é o que? Galera reunida, amor, paz, saúde, energia positiva... Sim, sim, sim, mas o que seriam dos aniversários sem os presentes, não é mesmo? Então, como acho um saco ficar respondendo "o que você quer ganhar de presente?" todo ano, resolvi facilitar a vida de vocês e a minha, esse ano, preparando uma lista aqui mesmo. Assim coloco coisas que eu gostaria de ganhar e vocês se estapeiam pra ver quem vai me dar o que.
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| O CD "6º solo" da "Nêga" Luciana Mello sai dia 10 de setembro, então até lá tem tempo de comprar e me presentear. Juro que me contenho e não compro o CD antes do dia 25, ok? |
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| O Cirque Du Soleil está de novo em São Paulo, de 15/9 a 27/11 apresentando o espetáculo Varekai. Eu amei Saltimbanco, não estava no Brasil quando teve Quidam e perdi Varekai lá em Londres, então quebra essa pra mim, vai. Entre outubro e novembro eu tô queremdo ir! =) (compre aqui) |
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| O trio do Mmm Bop Ba Dub Dop vem pro Brasil dia 6/9 e tô muito afim de ver esse show. Os caras mandam bem nas músicas e tenho gostado bastante do novo estilo deles. Espero que não tenham mais fãs histéricas berrando agora que eles já são até papais (sim, acredite, você está ficando velho)! (compre aqui) |
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| Os ingressos não entendi se já estão esgotados ou não, mas sempre aparece alguém que conhece alguém que está vendendo. Se souberem, belezinha! Pode ser no lugar mais longe. Só tô curioso pra ver o show no dia 18/11 e depois sair reclamando que ela não canta, não dança mais e ainda dubla fora de sincronia hehehe (compre aqui) |
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| Também tô bem interessado pra ver o show da Laura Pausini que vai rolar aqui nos dias 21 e 22 de janeiro do ano que vem. Tá longe e tal, mas não dá pro mundo acabar sem eu assistir ao show dela, poxa! E nem vou ligar do quanto que a Elisa (minha ex-flatmate italiana) vai me encher o saco (ela odeia a Laura rs), vou feliz porque ela é italiana e simpática, pronto! (compre aqui) |
Essas são só algumas 'poucas' idéias de como você pode me deixar feliz. Se não quiser nenhum desses, arrase na criatividade, porque pelo menos um cartão eu quero.
Quero deixar uma coisa clara: não quero presentes repetidos, ok? rs
[ATT.] A Anne me mandou uma sugestão bem interessante, aproveita que tá em promoção, viu!
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| Boxes das edições definitivas da série Harry Potter, e tá em promoção da boa nesse site (tem que se cadastrar). |
29 de agosto de 2011
Uma mãe publicitária em licença-maternidade
Mantive as legendas que vieram no e-mail.
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| Mila voando na Rússia. |
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| Chuva de pétalas de rosa sobre a Mila! |
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| A pequena Mila no espaço. |
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| Mila andando de Elefante! |
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| Mila no campo com seus amigos ursinhos, ao pôr-do-sol. |
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| Mila no picadeiro! |
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| A sereinha Mila. |
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| A estatuetinha Mila. |
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| Mila nos palcos. |
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| Mila, o bebê gigante! |
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| A coelhinha Mila. |
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| Mila surfando! |
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| Monte o look de Mila! |
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| Mila cabeleireira! |
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| Mila pescando. |
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| Mila no balanço. |
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| Mila gnominha, na natureza. |
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| Mila Chapeuzinho e o lobo mau! |
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| Mila flautista. |
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| Mila cavalgando. |
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| Mila passeando com seu cachorrinho. |
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| Mila pulando corda! |
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| Mila no campo com sua ovelhinha! |
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| Mila para secar! |
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| Mila perolazinha protegida pelo polvo! |
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| Mila e o leopardo. |
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| Mila em seu casulo e os livros. |
8 de junho de 2011
Epopéia urbana
A luz piscou e fez meu computador desligar 3 vezes durante o dia. Primeiro sinal.
Deixei meu óculos bom pra arrumar a lente. Usei o reserva. Não enxergo bem nele e me deu dor de cabeça. Segundo sinal.
Pouco antes da hora de ir embora, começou a cair o mundo em chuva. Terceiro sinal.
Eu, feliz e contente, dei uma de Rei Leão e disse: 'eu rio na cara do perigo, vou embora no horário'. Período pré-clímax.
Saquei meu guarda-chuva surrado e capenga da mochila pra enfrentar a leve garoa. Música de suspense.
18h15 foi a hora que cheguei no ponto. Clímax. O céu despenca em água, vira meu surrado guarda-chuva do avesso, e nada do ônibus. Tensão.
O vento fica bem forte, as mulheres gritam no ponto, tábuas da enorme construção atingem um táxi logo em frente. Pânico.
As telhas do ponto que tinha o chão inundado balançam agourando os transeuntes. E 30min depois, nada do ônibus. Nervosismo.
As luzem se apagam na rua, raios no céu, abandono o surrado guarda-chuva e cubro a mochila com papéis importantes com o casaco. Ira.
50min depois um pedestre avisa que uma árvore não aguentou e impediu a passagem do nosso ônibus. Chuva continua.
O telefone tocando foi protegido dentro da mochila protegida pelo casaco. A ótica deixou de dar esperanças por passar a hora do fechamento.
10min de caminhada na chuva sem o surrado guarda-chuva, pego o primeiro ônibus cheio para pegar o segundo ônibus lotado que já esvaziou.
Sentado, se acalmando, tuitando uma história baseada em fatos reais. Tudo pra dizer: não vou pra academia e vou me entupir de chocolate. Fim.
Epílogo. Desço do ônibus um pinto molhado e com o óculos ruim. No mercado, compro uma torta congelada. Quase pego sacola rasgada de novo.
No hall do elevador solto um pum pra desestressar. Chegam mais 2 pessoas pra pegar elevador.
Já em casa, tiro a roupa molhada e de cueca corro pra fazer a torta antes do banho pra matar a fome. A torta demora 45min pra ficar pronta.
Dou graças a Deus por ter comprado um sanduíche
Põe a torta no forno. Separa o ketchup, o prato, tira o sanduba do microondas. Ele é duro e ruim. Decepção.
Me preparo pra torta, chocolate, banho e roupa quente sentado no vaso tuitando. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. FIM
2 de junho de 2011
Desde pequeno... tarde demais!
Desde pequeno eu via coisas estranhas na TV!
- O Tarzan corria pelado
- Cinderela chegava em casa meia noite
- Aladim era ladrão
- Batman dirigia a 320 km/h
- Pinocchio mentia
- Bela Adormecida era uma vagaba
- Salsicha (Scooby-Doo) tinha voz de maconheiro, via fantasma e conversava com o cachorro
- Zé Colméia e Catatau eram cleptomaníacos e roubavam cestas de pic-nic
- Branca de Neve morava na boa com 7 homens (pequenos)
- Olívia Palito tinha bulimia
- Popeye fumava um matinho suspeito
- Pac Man corria em uma sala escura com musica eletrônica comendo pílulas que o deixam ligadão
- Super-Homem locão, colocava cueca por cima da calça
- A Margarida namorava o Pato Donald e saía com o Gastão
Olha os exemplos que eu tive! Tarde demais!
Agora pedem pra eu me comportar?!?!?
24 de maio de 2011
Namorar pra que?
Não, não sou contra o namoro, pelo contrário. É a favor dele que solto essa frase. Não entendeu nada? Beleza, vamos começar do começo.
Hoje, na hora do almoço ouvi a seguinte frase:
Ser fiel pra que, xuxu? Não vale a pena, ouve o que eu te falo.
Desculpa, mundo, mas não consigo concordar. Mundo? Aliás, esse me intriga nesse quesito. Cada vez mais eu conheço menos gente que nunca traiu. Gente que eu nunca imaginei, gente que eu achava que não seria capaz... pluft! Já foi. E sempre 'acabou acontecendo'.
Ok, todos temos instinto, vontades, mas não sei, não somos seres humanos? Não é isso que nos diferencia do resto dos animais? Pode ser conservadorismo, e acho que realmente é. Pode ser que um dia eu pague minha língua, mas que realmente não. Essas situações de 'sem querer' eu até consigo me exercitar um pouco pra compreender. Mas tem aquelas pessoas que namoram, querem o título e tem um saco de galhada em casa pra colocar na cabeça do seu respectivo/sua respectiva todo dia.
Isso me assusta um pouco, porque me sinto totalmente fora do mundo. Será que sou realmente otário de acreditar em fidelidade? Ou mais do que isso, em sinceridade, honestidade, lealdade? Não estou condenando quem namora em um esquema 'relacionamento aberto'. Esses continuam sendo sinceros, honestos e leais, pois se propuseram a isso. Mas não consigo aceitar de bom grado chifre colocado forçadamente na cabeça do outro. Eu já fui traído por quem um dia amei e sei o quanto é ruim. O quanto você se desaponta com a pessoa e isso pra mim é pior do que raiva. Decepção é foda, pois bota os teus valores em jogo também.
Mas quando olho pra trás, não me arrependo nem um pouco por não ter traído nas várias oportunidades que tive (e olha que eram 'oportunidades de ouro'). Minha consciência é limpa e sei que fiz o meu melhor pra minha relação, mesmo que a outra pessoa tenha sido suja o suficiente pra fazer isso.
E é engraçado, porque estou escrevendo isso e sei o tanto de gente que vai ler e pensar no quão exagerado estou sendo, ou se estou sendo hipócrita, ou que não conheço nada da vida, sei lá. Vejo a cara das pessoas lendo isso (se chegarem até o final do texto). Então nesse post nem espero comentários. Mas precisava botar isso pra fora.
Sou careta, não acho traição legal e tenho orgulho disso.
Você gostando ou não. Você me achando inocente e utópico demais ou não.
Aliás, tem muitos outros sentidos onde sou careta, mas não vem ao caso agora. E acho engraçado também que por ter e manter esses valores, algumas pessoas acham que eu não faço nada mais ousado. E quando conto algumas coisas que já fiz, rola uma puta hipocrisia na célebre "sério? 'cê tá zuando!".
Eu posso brincar e experimentar várias coisas, mas alguns valores são meio enraizados em mim e acho que nem que eu tentasse ficaria bem. Eu não gosto de traição, assim como não gosto de drogas. E você vê gente que condena os drogados, mas é usuário. Você vê quem condena os gays mas é enrustido. Vê quem preza pela 'família e bons costumes' e trai.
E ainda acham hipócrita a Sandy fazer campanha de cerveja sem beber. Porra!
Voltando ao foco do assunto, não acho errado quem paquera, por exemplo. Paquera é um jogo de gato e rato que faz bem pro ego e só. Mas aí que tá! Tem que ter culhão pra brecar quando a coisa avançar o limite. Lembra da frase? "Não sabe brincar não desce pro play". Paquerar no metrô, retribuir aquela encarada na rua, não tem problema na minha visão. Mas daí a marcar encontro às escondidas tem um grande espaço.
E se você quer putaria, porque não optar pelos 'sex friends' ou 'friends with benefits' (amigos com benefícios), como são chamados? Pra que botar os sentimentos dos outros em jogo?

Porque não escolher um caminho só no cruzamento acima?
Quer putaria? Namorar pra que?
20 de maio de 2011
Carta aberta sobre a homofobia
Nesse cenário, recebi um e-mail um tanto quanto curioso de um endereço desconhecido. Não sei como chegaram ao meu endereço eletrônico, nem se é de fato um e-mail real.
Leia com atenção e vejam o que estão fazendo com nossas crianças;
Trechos do livro "Mamãe, Como Eu Nasci?", aprovado pelo MEC para alunos na faixa dos 10 anos;
"Olha, ele fica duro! O pênis do papai fica duro também?
Algumas vezes, e o papai acha muito gostoso. Os homens gostam quando o seu pênis fica duro."
"Se você abrir um pouquinho as pernas e olhar por um espelhinho, vai ver bem melhor. Aqui em cima está o seu clitóris, que faz as mulheres sentirem muito prazer ao ser tocado, porque é gostoso."
"Alguns meninos gostam de brincar com o seu pênis, e algumas meninas com a sua vulva, porque é gostoso. As pessoas grandes dizem que isso vicia ou "tira a mão daí que é feio". Só sabem abrir a boca para proibir. Mas a verdade é que essa brincadeira não causa nenhum problema".
O MEC distribuirá kit anti-homofobia em escolas públicas no segundo semestre;
Pelos cálculos do MEC, uma criança com sete anos de idade que chegar à escola e receber em mãos uma historinha de amor homossexual, terá menor probabilidade de tecer brincadeiras discriminatórias para com o coleguinha. Mas o que é difícil imaginar é o que se passará na cabeça de cada uma dessas criancinhas diante deste kit de orgulho gay do governo, será que a consequência vai ser a esperada pelo governo ou isto é uma propaganda de que é moda e normal namorar pessoas do mesmo sexo (Vejam foto exemplo abaixo).
Até quando nós famílias, pessoas trabalhadoras com direitos e obrigações, padrões éticos e culturais, vivendo dentro dos bons costumes, ocupados com nossas vidas e dos nossos parentes próximos, sem tempo para reivindicar nossos direitos, deixaremos minorias radicais ditar novas regras padrões? Deixaremos também esta minoria ensinar nossos filhos? Vamos deixar que façam o que quiserem com nossas vidas e nosso país?
Este é um dos exemplos, de como coisas deste tipo são defendidas e aprovadas em função de pequenos grupos que tem voz ativa, pois na grande maioria por falta do que fazerem, ficam o dia inteiro a margem da sociedade trabalhando para modificar nossas vidas.
Outro exemplo é de um pequeno grupo que se dizem pertencer aos direitos humanos, que defendem o direito de bandidos, contraventores, estupradores (inclusive defendem os que praticam violência contra os homossexuais) enquanto nós cidadãos de bem que sofremos violências de todos os tipos somos privados o tempo todo dos direitos básicos, somos desrespeitados quanto à segurança, moradia, educação, saúde, etc. Quanto a isto não aparece nenhum radical para nos defender, e dar uma verdadeira ocupação para nossos queridos e ocupadíssimos congressistas e membros do nosso governo.
Ainda também poderemos citar os radicais ambientalistas que no Brasil, improvisam leis sem critérios técnicos, e se fossem aplicadas corretamente, hoje não teríamos alimentos em nossa mesa. Pois como disse, estes radicais sem conhecimento técnico aprovarão leis que não podem nem ser aplicadas e criaram um grande conflito e medo no setor agrário. Com facilidade aprovaram a nova cartilha mas não conseguem aprovar o novo código florestal que veio para corrigir os seus próprios erros.
Deixo bem claro que sou contra a homofobia . Gostaria que criassem leis mais rígidas e que punissem os praticarem deste ou qualquer outro tipo de crime, mas deixem nossas crianças fora disto.
Agora, como um pai preocupado eu peço a todos que receberem e lerem este e-mail:
Não vamos deixar estes radicais acabarem com nossas vidas e de nossos filhos.
Repasse este e-mail a toda sua lista e no dia 05/06 (Cinco de junho) vamos desligar durante 30 (trinta) minutos às 14:00hs o relógio de energia de nossas residências em sinal de protesto silencioso contra tudo isto mostrando e que não concordamos, e se preciso for vamos marcar uma data para colocarmos novamente tinta em nossa cara e vamos as ruas.
Sendo real ou não, esse e-mail despertou minha vontade de responder a tudo isso. É pouco, mas assim espero estar contribuindo com uma pequena parte na mudança (inevitável) do mundo para um lugar mais humano. A pressão em cima disso está forte. A questão, pra mim, é só quanto tempo isso vai levar pra acontecer, pois acontecer tenho certeza que vai. De qualquer maneira, me senti compelido a responder, vamos lá:
Boa noite.
Não sei como conseguiu meu e-mail, mas devo informar-lhe que você está enviando esse e-mail para um gay. Sou homossexual e não pretendo influenciar ninguém a ser gay. Assim como não acho que a sociedade deva influenciar as crianças a ser hétero. Porque eu sofri essa influência. E sei o quanto dói até você entender o que acontece com você e que isso é normal. Sim, "pai preocupado" sem nome, isso é normal, ninguém escolhe nascer gay numa sociedade preconceituosa. Então devo discordar do seu e-mail quando diz "será que a consequência vai ser a esperada pelo governo ou isto é uma propaganda de que é moda e normal namorar pessoas do mesmo sexo" e te responder que sim, é normal. Querendo ou não. A ciência já mostra que isso vem de identidade genética. Então assim como ser loiro não é anormal perante ser moreno, ser heterossexual não é anormal perante ser homossexual, e vice-versa.
Esse kit não é um "kit gay", como diz o título do seu e-mail. É um kit que faz parte de um projeto de combate à homofobia. É um kit que ajudará a sociedade no futuro (as crianças de hoje) a entender o quão errado é um ataque a homossexuais com lâmpadas somente pelo fato deles serem homossexuais. O kit tem a intenção de trazer uma maior conscientização à população de que a diversidade é parte da raça humana.
Não faço parte de nenhum movimento gay, nem nunca fui de levantar bandeira, pois assim como você não anda com um adesivo na testa dizendo "Eu sou hétero", acredito que eu não tenha que andar com um "Eu sou gay". Mas diante desses ataques homofóbicos absurdos e declarações mais absurdas e estapafúrdias ainda, como a do deputado Jair Bolsonaro, me sinto atacado, desmerecido como cidadão e perplexo de ver o preconceito tão forte e sólido em entidades que deveriam pregar o amor ao próximo, como religiões (sem nenhuma específica) e grupos de pais preocupados, como o do senhor.
Entendo a preocupação do senhor quanto à educação de seus filhos e admiro isso. Assim como admiro casais gays ou lésbicos que adotam crianças e tem as mesmas preocupações que o senhor tem em relação a seus filhos. Talvez até algumas preocupações a mais, como o preconceito que a criança sofrerá no cruel ambiente escolar por conta dos pais serem gays ou lésbicas. Tenha certeza que essa é uma preocupação desses casais e que eles com certeza gostariam de ter um mundo mais humano para os seus filhos, um mundo onde não interessa o que cada pessoa faz entre 4 paredes, não importa se ela tem desejos por homens ou mulheres. Nesse mundo ideal, o que deveria importar é o caráter da pessoa, seus valores e atitudes. Deveria importar o que a pessoa traz para o mundo. E garanto ao senhor que em qualquer 'grupo social' se encontram pessoas com bom e com mau caráter.
Falando nisso, devo discordar também de sua afirmação "na grande maioria por falta do que fazerem, ficam o dia inteiro a margem da sociedade trabalhando para modificar nossas vidas". Essa é uma visão que me assusta. Como já disse, eu sou gay. Trabalho no mesmo horário comercial que o senhor deve trabalhar. Sou graduado por uma universidade em São Paulo, moro sozinho e tenho curso e vivência no exterior, tudo pago somente com o meu esforço e por mim mesmo. Nunca recorri a ninguém para pagar as coisas pra mim. Tenho uma relação ótima com meus pais, amigos e familiares, que conheceram todos os meus namorados, mas mesmo assim, banquei tudo por conta própria. Tenho a minha vida, tenho "o que fazer", não fico o dia inteiro à margem da sociedade e muito menos fico trabalhando para modificar a sua vida. A não ser que você considere que quem trabalha honestamente contribui para modificar o andamento do país e por consequência de seus cidadãos, o senhor incluso. Então peço que o senhor tenha cuidado ao falar dessa maneira de "minorias", que não são tão minorias assim. Por menos que o senhor acredite, a população homossexual/bissexual é muito maior do que o senhor imagina. Só que muitos nunca se assumem, pois a sociedade está cheia de gente que, de graça, ataca homossexuais, seja com agressões físicas como as que ocorreram em São Paulo, seja com agressões verbais, como as declarações descabidas do deputado Bolsonaro.
Não sei se o senhor já teve a oportunidade de conhecer outros lugares fora do Brasil. Eu morei em Londres, uma das cidades mais visitadas e com maior relevância economicamente e politicamente no mundo. Não morei lá por causa disso, mas esse fato ilustra o que quero dizer. Cidades como essa, que tem um nível de desenvolvimento político e econômico avançado tem uma postura perante a assuntos sociais que fazem que com que a postura do meu amado Brasil seja retrógrada em muitos pontos. Não concordo com a premissa de que "o que é de fora é melhor do que o da gente, no Brasil". Pelo contrário, morando fora sei tudo de bom que esse país nos oferece. Mas infelizmente, em alguns pontos, principalmente de relacionamento humano, os europeus, considerados tão frios, são muito mais humanos e tem uma consciência muito mais respeitosa em relação ao "outro" do que nós, que somos tão conhecidos por ser um povo receptivo. Essas constradições me incomodam bastante e acredito fortemente que se esse tipo de consciência atingisse nossa população, teríamos um grande desenvolvimento não só social, mas político e econômico também. Tenha certeza que turistas se assustarão com a mentalidade muitas vezes medieval dos brasileiros, quando visitarem o país nos eventos esportivos de 2014 e 2016.
Como disse, como gay não quero levantar bandeira. Assim como acho que como hétero o senhor também não deva fazer isso.
Mas se como cidadão o senhor levanta uma preocupação sua, como cidadão levanto uma minha.
Dialogando, acredito que um dia possamos chegar num nível aceitável de respeito no Brasil. E é essa minha tentativa aqui.
Sou somente um cara pretendendo ser feliz, rotulado gay e fazendo valer seu direito de cidadão de ser respeitado.
Obrigado.
Rafael Leick
Caso eu receba um retorno desse e-mail, atualizarei o post. Espero que essa conversa não acabe por aqui. Sinta-se livre para usar o espaço de comentários nessa postagem para dar continuidade à discussão do assunto.
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