27 de dezembro de 2010

Da gente que eu gosto

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Eu gosto de gente que vibra, que não tem de ser empurrada, que não se tem de dizer que faça as coisas, mas que sabe o que tem que fazer e que faz. Gente que cultiva seus sonhos até que esses sonhos se apoderam de sua própria realidade.

Eu gosto de gente com capacidade para assumir as conseqüências de suas ações, de gente que arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, que se permite, abandona os conselhos sensatos deixando as soluções nas mãos de Deus.

Gosto de gente que é justa com sua gente e consigo mesma, da gente que agradece o novo dia, as coisas boas que existem em sua vida, que vive cada hora com bom animo dando o melhor de si, agradecido de estar vivo, de poder distribuir sorrisos, de oferecer suas mãos e ajudar generosamente sem esperar nada em troca.

Eu gosto de gente capaz de me criticar construtivamente e de frente, mas sem me lastimar ou me ferir. De gente que tem tato.

Gosto de gente que possui sentido de justiça.

A estes chamo de meus amigos.

Gosto de gente que sabe a importância da alegria e a pratica. De gente que por meio de piadas nos ensina a conceber a vida com humor. De gente que nunca deixa de ser animada. Gosto de gente que nos contagia com sua energia.

Gosto de gente sincera e franca, capaz de se opor com argumentos razoáveis a qualquer decisão.
Gosto de gente fiel e persistente, que não descansa quando se trata de alcançar objetivos e idéias.

Me encanta gente de critério, que não se envergonha em reconhecer que se equivocou ou que não sabe algo.

De gente que, ao aceitar seus erros, se esforça genuinamente por não voltar a cometê-los.

De gente que luta contra adversidades. Gosto de gente que busca soluções.

Gosto de gente que pensa e medita internamente. De gente que valoriza seus semelhantes, não por um estereótipo social, nem como se apresentam.

De gente que não julga, nem deixa que outros julguem.

Gosta de gente que tem personalidade.

Me encanta gente que é capaz de entender que o maior erro do ser humano é tentar arrancar da cabeça aquilo que não sai do coração.

A sensibilidade, a coragem, a solidariedade, a bondade, o respeito, a tranqüilidade, os valores, a alegria, a humildade, a fé, a felicidade, o tato, a confiança, a esperança, o agradecimento, a sabedoria, os sonhos, o arrependimento, e o amor para com os demais e consigo próprio são coisas fundamentais para se chamar GENTE.

Com gente como essa, me comprometo, para o que seja, pelo resto de minha vida... já que, por tê-los junto de mim, me dou por bem retribuído.


Mario Benedetti
1920-2009
(Poeta, escritor e ensaísta Uruguaio)

2 de dezembro de 2010

Se Harry Potter fosse Brasileiro...

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Rolou no Twitter um movimento com a hashtag #SeHarryPotterFosseBrasileiro. E o pessoal completava com as continuações mais inusitadas possível. Houveram algumas memoráveis, que vale a pena o registro. Aí vão!

#SeHarryPotterFosseBrasileiro

- O Rony se chamaria Ronyscleidson Wesley da Silva, e teria entrado em Hogwarts pelo PROUNI.

- Quadribol seria narrado pelo Galvão Bueno, gravado no Morumbi, e existiria tráfico de poções alucinógenas.

- Ele subiria na vassoura e gritaria: “É nóis que voa, bruxão!

- O ‘Chapéu Seletor Falante’ seria um boné de aba reta.

- Tiririca seria Ministro da Magia.

- A Murta-Que-Geme seria a Joelma do Calypso.

- Hermione estaria grávida no segundo filme.

- Hogwarts teria que ter cotas para nascidos trouxas.

- O
"Avada Kedrava" seria "Morre, diabo!"

- Tom Riddle diria: “Tom Riddle o caralho! Meu nome agora é Voldemort, porra!

- Grifinória, Sonserina, Lufa-Lufa e Corvinal seriam escolas de samba.

- Os N.I.E.M’s iam ser cancelados por erros no pergaminho-resposta.

- Hermione estaria protestando contra o INEP por ter pego a prova amarela.

- A escola Hogwarts estaria de greve.

- Os filmes seriam "A Pedra do Crack", "A Câmara de Gás", "O Prisioneiro do Carandiru", "O Cálice de Vodka", "A Ordem do Urubu".

- Nicolas Flamel seria José Alencar.

-
Os alunos pegariam o metrô pra ir pra Hogwarts!

-
Xuxa seria a rainha dos bruxinhos.

-
Hogwarts e o Ministério da Magia seriam cheios de curvas e teriam sido projetados por Niemeyer.

-
Gringotes teria uma enorme fila!

-
Luna Lovegood seria uma loira do Tchan.

- Os Comensais da Morte seriam os traficantes do Rio de Janeiro e a Ordem da Fênix, o BOPE.

- Draco Malfoy iria de revólver calibre 38 para Hogwarts.

- O Torneio Tribruxo iria virar uma micareta de 3 dias com bebida liberada.

- Dolores Umbridge seria Dilma Rousseff.

- A tia dos doces no trem a caminho de hogwarts estaria sempre dizendo ‘eu podia estar matando, roubando..’.

- A tia que vende doces no trem ia gritar “MINDUIM 50 CENTAVOS MINDUIIIIM”

- Em vez de Corujas, seriam Urubus!

- A banda preferida de Lord Voldemort seria INIMIGOS DO HP.

- O Ministro da Magia seria acusado de participar de esquemas de desvio de dinheiro e mensalão.

- O beco diagonal seria a 25 de Março.

- O Hagrid não ia ter um dedinho da mão e ia se chamar Lula.

- Snape se chamaria Severino Cobra Souza.

25 de novembro de 2010

Ajude o 'Galera Solidária'

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Ajudando a divulgar um projeto interessante, feito já há bastante tempo. Recebi esse e-mail abaixo de uma pessoa próxima que participa desde 2003.

Pessoal,

Participo de uma iniciativa social que é realizada todo final de ano chamada Galera Solidária www.galerasolidaria.com.br (vejam as fotos no site) que já está no 11º ano de vida e visa levar um pouco de alegria aqueles que nunca teriam a oportunidade de ter um Natal feliz se não fosse esta oportunidade.

Arrecadamos donativos e no final de semana antes do Natal lotamos um caminhão baú de brinquedos e donativos e vamos noutro caminhão carroceria aberta entregar os donativos. Dois participantes vestem-se de Papai e Mamãe Noel e visitamos durante o todo o dia, Dom. 19/12 das 8:30 h às 17:00 h os locais abaixo:

2 Comunidades carentes: Jardim Irene e Jardim Marina na Zona Sul de São Paulo
1 Orfanato e 1 Casa de repouso.

É emocionante participar. se quiserem e puderem nos ajudar as formas são as seguintes:

1) Voluntário
Participar no sábado, dia 18/12 embalando os brinquedos e/ou no Domingo, dia 19/12 entregando os donativos conosco.
Mesmo local da doação dos donativos, descrita no próximo item.

2) Doação de donativos
- Brinquedos
- Roupas em bom estado
- Livros
- Alimentos não perecíveis
- Aparelhos eletrônicos que estejam funcionando.

Podem ser entregues a partir de hoje na Rua Deputado Martinho Rodrigues, 291- Chácara Monte Alegre tel. 5541-0030. Liguem antes e conversem para acertar a entrega com a nossa anfitriã, Dona Noêmia. Ou entreguem no sábado da montagem, dia 18/12, desde que cedo, pois, teremos que fazer uma triagem.

3) Doações financeiras
Neste caso devem ser depositadas de maneira identificada no:
Bradesco Ag 0762 c/c 96/5
Daniel Pinsky CPF 125.605.488-79

Feito o depósito, por favor envie email (daniel@editoracontexto.com.br) informando o valor, data e nome do depositante para que eu possa contabilizar corretamente

Quero ressaltar novamente que participo desde 2003 ininterruptamente e atesto a veracidade e idoneidade da iniciativa.

Luciano Amato


Colaborem da maneira que puderem!

23 de novembro de 2010

Sincericídio

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Eu prefiro a verdade acima de tudo. Sempre! Mesmo que pra isso, eu tenha que cometer um sincericídio, nesse caso, matar algo pela sinceridade. Seja algo um sentimento, uma vontade, um desejo, uma relação, uma esperança... qualquer coisa.

Na minha visão, acima de tudo está o ser sincero. Mas concordo que falar a verdade mais profunda não é fácil. É por isso que procuro estar preparado para falá-la, preparado para aguentar a consequência que vem inevitavelmente, pro bem ou pro mal. Na hora de analisar como as pessoas encaram a sinceridade, a contagem dos pontos é modificada.

Dois casos que passaram pelos meus olhos nos últimos meses são opostos nesse tratamento.

O Caso A tinha uma relação pessoal muito forte com um outro alguém, era uma relação que gerava bons frutos, mas é uma relação que pouco depois do meio do caminho se contaminou. Uma ação sempre gera uma reação. Mas o Caso A teve a ação omitida, para evitar a reação. Omissão é falta de verdade, o que acaba, em alguns casos, se assemelhando à mentira. Um ano depois o tempo se encarregou (irônico e como sempre) de trazer a ação à tona, gerando como reação a quebra de toda essa relação previamente sólida. E quando a rachadura vem da sinceridade, da verdade, da essência, ela pode ser remendada, repensada, mas estará sempre lá presente. Um ano do caminho teria se baseado em uma falta de verdade, seguida de uma mentira direta e da falta de justificativas. Esse caminho, em essência pura, não existiu. Algo que se pensava sólido virou poeira e foi varrido pelo vento.

O Caso B tinha um ar mais efêmero. Começou de repente, inusitadamente, totalmente inesperadamente! Mas começou a cavar seu espaço. De cara, turbulências balançaram o avião antes dele se estabilizar, mas ainda assim, adaptação está sempre no nosso caminho. Dúvidas, receios e simplicidade foram aos poucos se diluindo. Quando as coisas pareciam caminhar pra um mar de rosas, veio o conceito, que não chegou nem ao ponto de ação, logo seguida do balde de água fria chamado sinceridade. Mas ainda assim, era um balde de água fria verdadeiro. E eu sempre penso que a verdade vem pro bem. A água gelada talvez tenha transformado essa névoa prévia em algo um pouco mais parecido com solidez.

Os casos apresentados acima tiveram pontos de partida e chegada bem diferentes. Enquanto um 'tudo' se desmoronou, um 'em processo' se tornou algo mais palpável para o futuro. De nada adianta pra mim todos os entornos sem a sinceridade, talvez um dia só reste ela, os entornos podem todos cair, mas a verdade vai estar sempre estampada aos olhos. E eu de fato considero isso. Nos dois casos, a relação citada (seja ela familiar, fraternal, amorosa, profissional... cada um tem a sua interpretação dos casos) teve o mesmo resultado final, mas o caminho traçado até ele demonstra pra mim a integridade dos indivíduos envolvidos em relação à sinceridade. E se há esse tipo de compromisso, porque outros não poderiam voltar a ser assumidos no futuro? Agora, se isso é algo que falta, um dos pilares de qualquer firmamento futuro está trincado.

Porque o ser humano tem tanta dificuldade em falar a verdade dos fatos? Disso tudo, um só dizer:
"Desculpa minha incapacidade, mas nesse caso, eu não consigo. Todavia, eu agradeço pela confiança, ela é mútua e não foi quebrada."

25 de outubro de 2010

Um babaca convicto

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Acabei de chegar do cinema, fui assistir ao filme Tropa de Elite 2. O filme é muito bem feito e não deixa de incorporar o clichê "tapa na cara da sociedade". Ele mostra, de maneira muito explícita, o que o povo brasileiro procura manter os olhos fechados para não ver. (leia matéria sobre a repercurssão do filme)

Saí da sala de cinema com mais fé no cinema nacional e com mais nojo da nossa política e da nossa corrupção que tem berço no tão aclamado jeitinho brasileiro.

A propósito, eu odeio o "jeitinho brasileiro"! E sem discursos moralistas sobre a valorização da cultura e personalidade nacional pra cima de mim. Isso pra mim é desculpa de malandro. É discurso pra quem gosta de levar vantagem em tudo sobre qualquer coisa, a qualquer preço. E pra mim as coisas não funcionam dessa maneira.

Eu já fui um entusiasta desse jargão nacional e defendia que nós, brasileiros, tínhamos uma personalidade nacional flexível, se adaptando a todas as dificuldades, fazendo milagres com a miséria que nos é concedida sob a capa de pão e circo. E ainda acreditaria nessa adaptabilidade do jargão, se ela fosse real. Quando morei fora, tive contato e experiência com alguns brasileiros. E estando fora da nossa terra, estando longe desse ambiente e respirando ares de uma outra cultura, totalmente diferente da nossa, pude perceber o quão falha é essa desculpa.

O "jeitinho brasileiro", sem tradução clara o suficiente para nossos irmãos gringos, nada mais é do que um cobertor. Ele não deixa de incluir a flexibilidade e adaptabilidade. Mas os fins a que essas características se destinam geralmente não apresentam razões tão nobres. A ideia, crua, é sim levar vantagem em qualquer situação. Quem nunca tentou furar fila no cinema? Quem nunca fingiu estar dormindo quando uma senhora entrou no ônibus ou no vagão do metrô em que você estava sentado (mesmo que fosse no assento preferencial)? Quem nunca recebeu um troco errado na padaria e além de se gabar, ainda chamou o caixa de "trouxa" por não perceber que deu dinheiro a mais?

Se você conseguiu responder "eu" à maioria dessas perguntas, fico contente que você seja mais um no caminho certo, dentro do que eu acredito que seja o caminho certo. Não espero que você tenha 100% de "eus" nas suas respostas, porque todos já passamos por pelo menos uma situação assim. E aprendemos assim com nossos pais, que aprenderam com nossos avôs e assim por diante. Você pode discordar de mim, dizer que você não se inclui nesse grupo, mas se você conseguir dizer a verdade pra você mesmo sobre essas questões, esse texto cumpre seu papel.

Há sim a possibilidade de se fazer as coisas funcionarem sem querer levar vantagem em tudo. É só respeitar o próximo como gostaria de ser respeitado. Se em vez de falsificar uma carteira de estudante pra pagar meia entrada em shows, cinema, teatro e outras atividades culturais, o povo se unisse e levantasse bandeira para cobrar de nossos governantes um incentivo maior à cultura e um investimento em boas estruturas públicas, talvez não precisaríamos dessa falsificação. Provavelmente, o preço do ingresso seria menor, por meios legais.

A legalidade geralmente demora mais, é mais burocrática. E queremos sempre o agora, o imediato. Flando em termos mais técniso, percebo isso em meus alunos, por exemplo, no ensino de um código CSS perante uma construção de site em tabelas. O código CSS demanda um planejamento um pouco maior, uma construção visual um pouco mais cuidada, mas ele demanda um investimento inicial de tempo maior. Então, todos preferem "dar um jeitinho" com a construção em tabela. Ela resolve os problemas de forma mais rápida, sem que você precisse se preocupar tanto assim com a estrutura na construção. Mas no final das contas, quando precisamos procurar algum erro num código em tabelas, a sujeira e a quantidade de gambiarras é tão grande que sinto o mesmo asco de quando olho pro nosso corrompido e imundo sistema político atual.

O exemplo que usei pode ser técnico, mas a essência é bem humana. E, com o perdão da palavra, está na merda do jeitinho brasileiro. Ser honesto no Brasil é ser babaca! Posso ainda não estar lá, mas minha luta por ser um babaca convicto no Brasil continua.

30 de agosto de 2010

Contando os paradoxos

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Recebi essa semana de um amigo esse texto que tem muito a ver com o que penso e faz parte de muitas das minhas recentes reflexões.

"Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado".


O texto, chamado "O Paradoxo do Nosso Tempo", de autoria de George Carlin, é um clichê que vale a pena ser lembrado.

23 de agosto de 2010

Personalidade do Tempo

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"A dor que fere o peito... Isso vai passar."

O Tempo, tão sábio e provocante. Não diria traiçoeiro, pois ele é muitas vezes até lógico, mas ele adora uma brincadeira, pregar peças que nos pegam tão de surpresa. E por mais que você se blinde contra alguns fatores específicos, o Tempo se encarrega de achar a brecha necessária pra te fazer passar pelo sentimento que você vislumbrou e tentou se esquivar com tanto sucesso por certo Tempo. Mas o Tempo não se engana, com seu passar, ele esclarece, mostra... Muitas vezes, lentamente, outras de modo instantâneo. Mas ele é implacável quanto ao futuro certo; demorando mais ou menos, dependendo do caso.

E ele não deixa de ser irônico e sacana pois coloca as coisas na frente dos seus olhos quando você se sentia seguro o suficiente para não olhar mais para aquilo. E muitas vezes em um momento que você não poderia ter mais nada em sua frente por ter um outro foco, bem definido e que demanda energias concentradas.

O Tempo é assim... Cabe a gente aceitar, gostando ou não.

20 de julho de 2010

Here and There (Aqui e Lá)

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Do you know what happens? Neither do I! The mind at these times is a whirl and sends disordered signals to the heart to beat faster, to the sleep to remain absent, to the basic functions of the body to be disarranged, to the lips to start to be bitten on the inside and the nails to become smaller and irregular.

The body tires, not the mind. Many things arrive at the magnetic field of this powerful tool that changes the course of the things and makes it so tattered that I can look the backlog that I continuously do and redo and notice I didn’t leave the place. Place, moreover, is the problem… and solution at the same time. It’s that time when the Libran scale flips out.

There is where I always felt confident, sometimes overconfident, owner of myself. My job wasn't the dream's, but I strove to do it the best. From this, came good results and compliments. There is a space where I had domination of my territory, and I always fight intensely for it. There is the place where my friends were always ready to have fun together and also to have hour-long conversations filled with advice and outflowings, or about the banalities of public transport or that TV show.

There is where life is easier, where I’ve all the elements that protect me, care about me, look out for me, surround me.

Here, on the other hand, is where the things happen. I don’t talk just about the hype of the new gadget or about the concert of the moment; here the things happen when you’re ill, need to move around the city or even make the supermarket purchases of the month. They happen on a daily basis. Here life is more difficult, more challenging and also makes a fantastic and dynamic place, that consequently moves you along with the river current.

Here, nobody cares if you go out on the street in flip-flops, floral shirt, top hat and filibeg. Maybe they think I’m eccentric, but they’ll hardly lose more than 5 seconds of their busy lives with me. Here they don’t care if I’m young or old, man or woman, gay or straight, Brazilian or Polish. Here you have to show it belongs, without carrying the prerequisite social tags and labels that the majority don't put on you. Here is a multicultural cauldron with buzzing differences around common interests, that makes more viable the acceptance of the other, who doesn't have, in general, a routine very different from yours. Even though he earns your triple, he knows that the easiest way to reach his workplace is by tube. There it is also known, but is better to cover the eyes, give a smile and move on.

There they smile a lot, here not so much. There they also fake a smile a lot, here not so much. There they’ve sympathy, here respect. There they’ve hypocrisy, here a possible loneliness. There they’ve the idea that what comes from here is the best. Here the domestic product is valued and yet the outer one, respected. There, the idea is to multiply, here is to share. There you do have the best treatment in the world, here you’ve the world on your treatment.

There and here are opposites. And twins. There are differences that weight and search for a balance inside the ones who pass between both locations. This is what happens with me and brings me the whirl.

Here the glass windows on the offices let everybody follow other’s routine. But, to be honest, nobody cares that much about the work routine of a stranger. Strange one that consequently has exposed his life, but has at the same time more freedom than he would have there. And he hides himself more efficiently that he could there.

The people from there that are here brings a bit of the taste of home, but this reminds me too that they have a knack for everything and always, it can disturb these good memories and remember that being wherever they are, have in their nature the trial to take advantage of everything, even if it means cheating on the person that lives with them. And this is sad, here or there.

On the other hand, the people there have natural swing, that the people from here try hard to imitate and can’t do at first, sounds artificial. The people there have this swing also regarding music, this music that is often less logical and technical than here, but that is contaminated here, that just repeats meaningless phrases they listen, as well as there’s ones repeats, most idolised, the songs from here, returning to the paradox value and respect.

But both here and there some similarities take shape in light of the passage of time. The bath, for example, anywhere, is my deepest, more intense, logical and practical thinking. It’s a pity I can’t verbalise as well as thinking in the bath.

Either there or here, bureaucracy, high taxes and corrup politicians exist. The difference is that here the results of the taxes are returned to the population, the bureaucracy serve as efficient register most of the time and corruption must be uncovered publicly in a satisfactory way.

There, the appearance counts a lot. Beyond the physical and personal, the house must be beautiful and imposing so that the others will have a good impression of your job, which must bring status, even if only in the nomenclature of the post that carries the badge. The clothes have to be stunning, even if they’re uncomfortable.

Here the functionality of the things matters more, being simpler. The houses are virtually all the same, mainly externally they’re twins among them. The job must reward each one’s necessities, independent if its function is waiter, receptionist, manager, marketing researcher, representative or company’s owner. And knowing that, everybody respects the others, without looking down on them.

But now, there is here and here is there. Everything changed… again. But many things didn’t change. Others are completely different. The adaptation between the “here” and the “there” seems much more difficult now then when the direction was from here to there, even though it brought uncertainties (and maybe exactly because of that it seemed easier). Here’s family can’t and won’t understand how painful it was to leave there. There’s family can understand a part of it, to live a similar situation in the change of here and there. Only the family of transition, the one which walked here and there, the other piece of middle part, is the one who knows that beyond all of it, the plural, in terms, turn to be singular. But knows too that there’s a mark this process left on us and that will keep an eternal link.

Between singular and plural. Between here and there.

[From the original, in Portuguese: Aqui e Lá. Thanks to Louise Latham for the language correction!]

2 de julho de 2010

Viva Dunga, abaixo o "dunguismo"

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Mais um texto recebido da Ju Lázaro, bem oportuno sobre a saída do Brasil da Copa do Mundo na África do Sul hoje, ao perder de 2x1 para a Holanda.

Viva Dunga, abaixo o "dunguismo"

Lá vou eu com a antiga mania de desafiar a chamada sabedoria convencional, que, pelo que vi nos canais de TV após o jogo contra a Holanda, está crucificando Dunga.

Eu vou defender Dunga. A eliminação não é culpa dele, por mais que você precise de um Judas a quem malhar na derrota.

Dunga levou para a Copa o que tinha à mão. Não me venha com Ronaldinho Gaúcho, pelo amor de Deus. Esse rapaz, no auge de sua forma na Copa de 2006, foi um tremendo fiasco. Agora que está no tobogã para baixo, você queria levá-lo para repetir o fracasso?

Já Ganso e Neymar, eu levaria, sim. São atrevidos e ousados, características ideais para jogadores de futebol (e para outras profissões também, mas não são elas que estão na berlinda hoje).

Como Dunga não é nem atrevido nem ousado, deve ter achado que convocá-los seria uma aventura. Seria mesmo. Tanto que os dois não estão jogando no campeonato nacional o que jogaram no paulista. Se Robinho, igualmente atrevido, igualmente ousado e igualmente brilhante no campeonato paulista, foi o fiasco que foi na África do Sul (e não só no jogo contra a Holanda), quem garante que seus jovens companheiros fariam diferente?

Sobrou algum talento mais, espalhado pelo mundo, que Dunga não tenha convocado? Não vejo nem ouvi meus ídolos no colunismo esportivo (PVC, Juca, Tostão, José Geraldo Couto, Fernando Calazans) mencionarem algum com entusiasmo ou até sem ele.

Dunga, portanto, levou o que o Brasil tem hoje para mostrar na passarela do futebol. Que culpa ele tem se os dois maiores talentos da atualidade --Kaká e Robinho-- fracassaram?

Que culpa ele tem se os três jogadores que toda a crônica esportiva transformou em monstros sagrados --Júlio César, Juan e Lúcio-- falharam miseravelmente nos gols da Holanda? O goleiro saiu do gol estabanadamente no primeiro gol; os zagueiros deixaram um baixinho de 1m70, Sneijder, cabecear no segundo gol, sem precisar nem sequer erguer o pescoço, quanto mais pular, porque os beques que deveriam marcá-lo estava caçando mosca.

A seleção não podia ser salva por Dunga, mas por Freud, se vivo estivesse e gostasse de futebol. Só ele para explicar como é que 11 jogadores que atuaram tão bem no primeiro tempo conseguem perder totalmente o rumo apenas porque o time adversário fez o gol de empate, na primeira jogada de perigo que conseguiu criar até então.

É por isso que o título da "Janela" termina com "abaixo o dunguismo". O problema de Dunga não é com a pessoa jurídica (o treinador), é com a pessoa física. Dunga é triste, é chato, é resmungão, deveria chamar-se Zangado, se é para ficar em nome de anões. Futebol, ao contrário, é alegria, é molecagem, exige que não se perca a alegria jamais, mesmo quando é preciso endurecer (se o Ché me permite parafraseá-lo).

É por isso que a seleção de 2010 perde e pede para ser deletada da memória, ao contrário da de 1982, que também perdeu.

Texto de: Clóvis Rossi que é repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha, ganhador dos prêmios Maria Moors Cabot (EUA) e da Fundación por un Nuevo Periodismo Iberoamericano. Assina coluna às quintas e domingos na página 2 da Folha e, aos sábados, no caderno Mundo. É autor, entre outras obras, de "Enviado Especial: 25 Anos ao Redor do Mundo e "O Que é Jornalismo".


E esse texto, em sua maioria, define o que penso. Dunga pode ter errado na convocação, mas o time se desintegrou no último jogo sem explicação plausível e racional. E crucificar o cara como o culpado é se cegar diante dos outros erros. É querer concentrar vários erros em uma pessoa só. Não sou expert em futebol, por isso não me atreveria a escrever um post só com palavras minhas sobre o assunto. Mas o que me incomoda é a postura das pessoas perante o fato. E são pessoas que cantam "Eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor" durante a Copa e o resto do ano só reclamam do Brasil e acham que todo mundo é melhor que a gente.

Quem deveria ser eliminada é a hipocrisia.
Segura o orgulho, cria vergonha na cara, abre o olho.

21 de junho de 2010

Aqui e Lá

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Sabe o que acontece? Nem eu! A cabeça nessas horas é turbilhão e manda sinais desordenados para o coração bater mais rápido, para o sono se manter mais ausente, para as funções básicas do organismo se desregularem, para os lábios começarem a ser mordidos por dentro e as unhas ficarem menores e irregulares. O corpo cansa, a mente não. Muita coisa chega ao campo magnético dessa ferramenta poderosa que altera o curso das coisas e a faz ficar tão estafada que eu posso olhar para aquela lista de coisas pendentes que eu continuamente faço e refaço e perceber que não saí do lugar. Lugar, aliás, é que está sendo o problema... e solução ao mesmo tempo. É a hora que a balança libriana entra em parafuso.

Lá é o lugar que sempre me senti seguro, às vezes muito seguro, dono de mim. Meu trabalho não era dos sonhos, mas eu me empenhava para fazer dele o melhor. Disso saíam bons resultados e elogios. Lá é um espaço onde eu tinha domínio do meu território, e sempre briguei intensamente por ele. Lá é o lugar onde os amigos estavam sempre prontos pra gente se divertir junto e também para conversas de horas cheias de conselhos e desabafos, ou ainda sobre as banalidades do transporte público ou daquele programa de TV. Lá é o lugar onde a vida é mais fácil, onde tenho todos os elementos que me protegem, me cuidam, me olham, me cercam.

Aqui, por outro lado, é o lugar onde as coisas acontecem. Não falo só da badalação do novo gadget ou do show do momento; aqui as coisas acontecem quando você fica doente, precisa se locomover ou mesmo fazer as compras do mês. Acontecem no dia-a-dia. Aqui a vida é mais difícil, mais desafiadora e isso também faz daqui um lugar fantástico e dinâmico, que conseqüentemente te move junto com a correnteza do rio.

Aqui ninguém liga se eu sair na rua de chinelo, camisa floral, cartola e saia escocesa. Talvez me achem excêntrico, mas dificilmente perderão mais de 5 segundos de suas vidas ocupadas comigo. Aqui não ligam se eu sou novo ou velho, homem ou mulher, gay ou hétero, brasileiro ou polonês. Aqui você tem que mostrar a que veio, sem carregar como pré-requisito as etiquetas e rótulos sociais que a maioria não faz questão nenhuma de te colocar. Aqui é um caldeirão multicultural que fervilha diferenças em torno de interesses comuns, o que torna mais viável a aceitação do outro, que não tem, num geral, uma rotina muito diferente da sua. Mesmo que ganhe o triplo, ele sabe que o jeito mais fácil de chegar ao trabalho é de metrô. Lá também se sabe, mas é melhor cobrir os olhos, dar um sorriso e seguir em frente.

Lá se sorri muito, aqui não tanto. Lá também se sorri muito de mentira, aqui não tanto. Lá se tem simpatia, aqui se tem respeito. Lá rola hipocrisia, aqui uma possível solidão. Lá se tem a idéia de que o que sai daqui é o melhor. Aqui o produto interno é valorizado e ainda assim o externo, respeitado. Lá a idéia é multiplicar, aqui dividir. Lá você tem o melhor atendimento do mundo, aqui o mundo no seu atendimento.

Lá e aqui são opostos. E gêmeos. Tem diferenças que pesam e procuram o equilíbrio dentro de quem transita entre as duas localidades. É o que acontece comigo. É o que me traz o turbilhão.
Aqui as janelas de vidro nos escritórios deixam todo mundo acompanhar a rotina do outro. Mas, pra ser sincero, ninguém se importa tanto assim com a rotina trabalhista de um estranho. Estranho esse que por conseqüência tem a sua vida exposta, mas ao mesmo tempo mais liberdade do que teria por lá. E ele se esconde mais eficientemente do que seria se fosse lá.
O povo de lá que está aqui traz um pouco do gostinho bom de casa, mas me faz lembrar também que eles têm um “jeitinho” pra tudo e sempre, que pode atrapalhar essas memórias boas e lembrar que estando onde estiver, têm em sua natureza o “tentar levar vantagem em tudo”, mesmo que pra isso tenha que passar por cima ou trapacear o outro que mora com eles. E isso é triste, aqui ou lá.

Em contrapartida, o povo de lá tem ginga natural, que o povo daqui se esforça pra imitar e não consegue de primeira, soa artificial. O povo de lá também tem música com essa ginga, uma música muitas vezes menos lógica e técnica do que aqui, mas que contagia os de cá, que só repetem as frases sem sentido que ouvem, assim como o povo de lá repete, com mais idolatria, as músicas daqui, voltando ao paradoxo valor e respeito.

Mas tanto aqui como lá algumas similaridades tomam corpo à luz do passar do tempo. O banho, por exemplo, seja onde for, é o meu pensar mais profundo, intenso, lógico e prático. É uma pena que não consiga verbalizar tão bem quanto pensar no banho. Tanto lá como aqui há burocracia, impostos altos e políticos corruptos. A diferença é que aqui os resultados dos impostos são retornados para a população, a burocracia serve de registro eficiente na maioria das vezes e a corrupção deve ser retratada publicamente de maneira satisfatória.

Lá, a aparência conta muito. Além da física e pessoal, a casa deve ser bonita e imponente para que os outros tenham uma boa impressão do seu trabalho, que deve trazer status, nem que seja só na nomenclatura do cargo que se carrega no crachá. As roupas tem que nos deixam deslumbrantes, mesmo que sejam desconfortáveis. Aqui importa mais a funcionalidade das coisas, sendo elas, portanto, mais simples. As casas são praticamente todas iguais, principalmente externamente são gêmeas uma das outras. O trabalho tem que recompensar as necessidades de cada um, independente se sua função é garçom, recepcionista, gerente, pesquisador de marketing, representante ou dono da empresa. E todo mundo sabendo disso, respeita o outro, sem olhar de superioridade.

Mas agora lá é aqui e aqui é lá. Tudo mudou... de novo. Mas muita coisa não mudou. Outras são completamente diferentes. A adaptação entre o aqui e lá parece muito mais difícil agora do que quando a direção era daqui pra lá, mesmo que trouxesse incertezas (e talvez exatamente por isso parecesse mais fácil). A família daqui não consegue e não vai conseguir entender quão doloroso foi deixar lá. A família de lá consegue entender uma parte disso, por viver situação similar na troca do aqui e do lá. Só a família de trânsito, a que caminhou aqui e lá, a outra peça no meio termo, é que sabe que além de tudo isso, o plural vira, em termos, singular. Mas sabe também que há uma marca que esse processo deixou e que vai manter uma ligação eterna.

Entre singular e plural. Entre aqui e lá.

29 de maio de 2010

10 coisas que uma mulher deve saber sobre o cérebro de um homem

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Recebi, mais uma vez da minha amiga Ju Lázaro, um texto que, como todos que ela me manda é interessante e dá margem a várias cadeias de pensamento.

As noções mais populares sobre o cérebro masculino vêm de pesquisas que analisam homens com idades entre 18 e 22 anos – então não é de se surpreender que os estudos digam que eles pensam mais sobre carros, cerveja e sexo. Mas o fato é que o cérebro do homem varia muito de acordo com sua idade.

Quer saber mais? Confira 10 coisas que uma mulher deve saber sobre o cérebro de um homem:

1. Meninos são mais emotivos:

Enquanto mulheres são consideradas mais sensíveis do que homens, meninos pequenos são considerados mais emotivos do que as meninas. De acordo com pesquisas não é que homens sejam menos sensíveis quando ficam adultos. Eles apenas aprendem a controlar melhor suas emoções. Segundo estudos, homens demonstram suas emoções até perceberem que os outros estão conscientes de suas reações. Após esse momento eles adotam uma expressão neutra e fingem que não estão nem aí. Isso por que, desde cedo, ensinamos aos meninos que “não é coisa de macho” se emocionar.

2. Homens são mais vulneráveis à solidão:

Homens não são tão extrovertidos quanto mulheres, o que agrava a sensação de solidão. De acordo com especialistas, viver com uma mulher pode ajudar bastante. Segundo estudos, homens que tem um relacionamento estável vivem mais, são mais saudáveis e menos ansiosos.

3. Eles se preocupam com as soluções e não com os problemas:

O mito é que as mulheres sentem mais compaixão do que os homens e se importam mais com problemas. A verdade é que, em vez de ficar se preocupando com o problema, o homem se concentra imediatamente na solução – o que dá a impressão que ele se importa menos. Então quando você e seu namorado estiverem perdidos na estrada e ele não quiser parar para pedir informações, saiba que é porque todo o cérebro dele está se esforçando para achar uma solução por conta própria.

4. Homens são “fabricados” para analisar as mulheres ao seu redor:

Talvez o cientista que descobriu esse fato tenha sido pego pela namorada enquanto olhava uma morena sambando no carnaval. O fato é que, segundo especialistas, por terem seis vezes mais testosterona no sangue do que as mulheres o controle dos impulsos naturais pelo cérebro masculino se torna mais difícil. Então a olhada que seu marido dá para a loira oxigenada que passou por perto não é de propósito – ele estaria no “piloto automático”.

5. Ciúmes:

Os homens, por questões evolutivas, têm uma necessidade de proteger suas parceiras. Enquanto mulheres sentem o ciúme possessivo o homem, mais frequentemente, parte para a violência com o adversário. Isso por que a área do cérebro que estimula essas reações em qualquer mamífero que seja macho é maior do que nas fêmeas.

6. Necessidade de um chefe:

Ou eles são os chefes ou precisam ter um. Estudos mostram que homens que estão em uma hierarquia instável e mal-estabelecida são mais ansiosos e agressivos. Aqueles que participam de organizações nas quais a hierarquia é bem definida, como no exército, têm níveis menores de testosterona e são menos agressivos entre si.

7. O cérebro masculino maduro:

Durante a evolução, machos mais novos se preocuparam em competir por status e por parceiras, enquanto homens mais velhos davam mais importância à comunidade e à cooperação. E isso acontece até hoje. Estudos psicológicos mostram que homens mais velhos são mais dependentes e se preocupam mais com questões sociais, além de trabalharem melhor em equipe.

8. Pai de primeira viagem:

Nos meses que antecedem o nascimento de um filho, o cérebro masculino se torna mais propício para raciocínios cooperativos. Até mesmo os hormônios mudam (a testosterona cai e a prolactina sobe) encorajando o comportamento paterno. Supõe-se que os responsáveis por isso sejam os feromônios de uma mulher grávida, que causariam essas mudanças em seu parceiro.

9. Brincadeiras paternas:

Os pais brincam com os filhos de forma diferente do que as mães. Os pais são mais espontâneos e cientistas acham que esse jeito especial faz com que os filhos tenham facilidade de aprendizado, sejam mais confiantes e mais preparados para o mundo, quando chegam à idade adulta.

10. Homens também querem casar:

A idéia dos solteirões inveterados pode ser um dos maiores mitos sobre a masculinidade. De acordo com estudos, os homens também querem achar a mulher ideal, casar, constituir família e serem felizes para sempre. Alguns homens, claro, têm problemas com o comprometimento, mas 60% da população masculina não teria esse problema (supostamente genético) e deseja se casar. E os que já casaram dizem estar felizes com a escolha e com a vida familiar.

O texto é uma tradução do original: 10 Things Every Woman Should Know About a Man's Brain

5 de abril de 2010

"A Outra Alface" do Hortifruti com os trocadilhos

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Mais um e-mail já lido anteriormente que recebi de novo e que vale a pena compartilhar, dessa vez da minha amiga Juliana Lazaro. Dá uma olhada!

No Rio de Janeiro, uma rede de venda de legumes, verduras e frutas - HORTIFRUTI, há 2 anos inovou em suas propagandas, criando uma série baseada em títulos de filmes onde os atores principais são os próprios produtos da loja.

Os cariocas, ficavam na expectativa da próxima propaganda, que era sempre estampada em um outdoor no Centro do RJ... e o lançamento sempre às segundas-feiras.

Vejam a criatividade!




























Não sei se a campanha é real ou se é fantasma criada com intuito de ser viral ou se foi feito por alguém não ligado ao Hortifruti. Mas, independente de quem tenha feito, achei a ideia muito boa. Ainda mais o tipo de divulgação feito, que fazia o público aguardar naquele espaço uma nova peça semanalmente. Fora que é uma ideia simples - sempre digo que o simples geralmente é mais eficiente -, com trocadilhos banais e que bem aplicada no Photoshop dá vida à brincadeira pública que se tornou.

Já fico imaginando as pessoas comentando "Você viu o filme da semana no outdoor do Hortifruti?" e a campanha se propagando no boca-a-boca.

3 de abril de 2010

Desconstruções, de Martha Medeiros

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Recebi por e-mail um texto da @gabijoaninha que eu já tinha lido antes, mas que é bom demais, e valeu a pena reler e, dessa vez, compartilhar aqui com vocês.

O texto, de autoria de Martha Medeiros, chama-se Desconstruções.

Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem. A imagem tem a ver com as nossas expectativas e mais ainda com o que ela "vende" de si mesma.
É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se a pessoa for parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se dela, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças.

Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você acreditou, virá um processo mais lento: a de desconstrução daquilo que você achou que era real.

Desconstruindo Ana, desconstruindo Marcos, desconstruindo Carla.
Milhares de pessoas vivem seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão "desconstruindo ilusões". Tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico.

Ok, é natural que, numa aproximação, a gente "venda" mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme.
Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas, manias e imperfeições. Isso se formos honestos.
Os desonestos são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, sem entender absolutamente nada.

Quem se apaixonou por uma mentira, tem que desconstruí-la para "desapaixonar".
É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo é mais forte do que sua astúcia.
Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento bacana não chegou a existir, que tudo não passou de uma representação.

Talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma,por isso ela se inventa.

Sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé.

Afinal, todos, resistimos muito a aceitar que alguém que gostamos não é, e nem nunca foi, Especial.


Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. Quando sabemos com quem estamos lidando, tudo se manterá de pé! Graças a Deus...

3 de fevereiro de 2010

Chuvas e enchentes no verão

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Fonte: Revista Veja. Foto: Reuters

Entra ano, sai ano e as fortes chuvas que costumam cair no verão sempre provocam alagamentos em várias partes do país. Em função desses desastres, muitos moradores das regiões prejudicadas pelas cheias perdem seus bens e ficam desabrigados, como ocorreu na tragédia de Santa Catarina, em novembro de 2008. Se o filme é o mesmo todos os anos, por que não são tomadas providências para contornar os efeitos dos temporais da estação? A culpa é só do governo ou também da população?


1. Em qual período do ano o risco de enchentes é maior?
Entre novembro e março. Para este verão, a previsão é de que as chuvas mais fortes aconteçam em dezembro e janeiro. De acordo com a previsão do instituto de meteorologia Climatempo, a maior cidade do país poderá ser muito castigada pelos temporais em janeiro, quando uma frente fria deve estacionar em São Paulo.

2. O que o governo faz para evitar as enchentes?
A Defesa Civil de São Paulo se mobiliza todos os anos para tentar prevenir os danos provocados pela chegada das chuvas de verão. Para este ano, está em vigência desde o início de novembro o Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC), que tem duração prevista até o dia 15 de abril de 2009.

3. Quais são os principais pontos do Plano Preventivo de Defesa Civil?
São a prevenção aos riscos e integridade física e psicológica da população, redução das perdas e danos causados à cidade e aos munícipes, monitoramento e gerenciamento de áreas de risco e envolvimento da comunidade em práticas preventivas através dos Núcleos de Defesa Civil (Nudec).

4. Que tipo de obra pode ser feita numa região sujeita a inundações?
Limpeza de bueiros e canalização, obras em córregos, ampliações de galerias e muros de contenção, além dos piscinões, que recebem a água das chuvas em regiões onde o relevo é favorável às inundações.

5. Até que ponto é possível prever uma enchente?
Em São Paulo, o órgão responsável por isso, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), é equipado com um radar meteorológico capaz de fazer a previsão do tempo com até 15 dias de antecedência. “Com isso nós conseguimos antever a chuva e emitir boletins para os principais órgãos envolvidos com a emergência na cidade”, explica Hassan Barakat, engenheiro do CGE. Em caso de uma chuva forte, o centro indica os estados de observação, atenção (quando começa um alagamento), alerta (alagamento, mais enchente) e alerta máximo (decretado apenas com autorização do prefeito).

6. O que a população pode fazer para evitar as enchentes?
As pessoas devem tentar manter as drenagens, valas e canaletas desobstruídas. Nunca devem jogar lixo nas ruas, em encostas, córregos, margens de rios ou áreas verdes. “Quando se fala em lixo, falamos desde o papel de bala até móveis velhos. Basta andar pela cidade, principalmente na periferia, que você encontra facilmente geladeiras e móveis jogados no rio. É preciso ter consciência e não transformar um rio numa extensão de lixão”, ressalta Hassan Barakat, do CGE de São Paulo. Além disso, a população deve cobrar as obras necessárias para conter as águas e fiscalizar o poder público.

7. Existe outra forma de ajudar?
Sim. As pessoas podem participar como voluntárias do Núcleo de Defesa Civil (Nudec), formado por um grupo comunitário organizado em um distrito, bairro, rua, edifício, associação comunitária ou entidade. O Nudec tem por objetivo organizar e preparar a comunidade local a dar a pronta resposta aos desastres. Suas principais atividades são incentivar a educação preventiva, organizar e executar campanhas, cadastrar os recursos e os meios de apoio existentes na comunidade, coordenar e fiscalizar o material estocado e sua distribuição e promover treinamentos.

8. Como acontece uma inundação?
Há dois tipos clássicos de inundações: as repentinas e as lentas. As inundações repentinas ocorrem geralmente em regiões de relevo montanhoso. Elas acontecem pela presença de grande quantidade de água num curto espaço de tempo. Chuvas fortes ou moderadas, mas duradouras, também podem originar inundações repentinas, quando o solo esgota sua capacidade de infiltração. Já nas inundações lentas as águas elevam-se de forma previsível, mantêm-se em situação de cheia durante algum tempo e, a seguir, escoam-se gradualmente.

9. Quando acontece uma enchente, quem é o culpado?
Os culpados são tanto o governo como a população. O governo, por não fazer obras preventivas, e a população, por jogar lixo nas ruas e ocupar as encostas de forma irregular. Quando ambos, governo e população, cumprem seus deveres, as enchentes podem ser mais raras. “Alagamento sempre acontecerá. Se chover mais do que o solo agüenta, é claro que ele vai transbordar. Mas, se a população é consciente, podemos evitar um desastre”, afirma o engenheiro Hassan Barakat.

10. Perdi bens numa enchente. Como devo proceder?
Tudo depende da situação dos bens das pessoas que foram afetadas pela tragédia. Os que têm seguro devem imediatamente procurar seus corretores. Já os que não têm devem procurar um advogado o quanto antes para estudar a possibilidade de abrir uma ação judicial contra o poder público.

11. O que devo fazer quando estou no carro e ocorre uma enchente?
De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), em caso de chuva forte, o motorista deve imediatamente reduzir a velocidade do veículo e evitar passar perto de rios e córregos. A CET também recomenda que o motorista não passe por locais alagados em que não se pode ver a rua. Em casos extremos, quando é preciso atravessar o trecho alagado, mantenha o carro acelerado e não troque de marcha.

12. O que devo fazer quando estou em casa e ocorre uma enchente?
No caso de alagamento, a chave geral de energia deve ser desligada, e alimentos e produtos de limpeza devem ficar fora do alcance da água. “Além disso, os moradores devem procurar um lugar alto para ficar”, aconselha Ronaldo Malheiros Figueira, geólogo e coordenador de ações preventivas e recuperativas da Defesa Civil da cidade de São Paulo.

6 de janeiro de 2010

Avatarize-se

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Numa parceria do McDonald's Espanha com o filme Avatar, novo blockbuster da Fox Films, esse site oferece a possibilidade de ver como você ficaria se estivesse vivendo no mundo retratado no filme. Avaratize-se você também!



Caso a animação acima não funcione ou expire, esse é o resultado final da minha pessoa em Avatar.



E depois de pronto, claro, você pode se avatarizar em diversas redes sociais, como publicação instantânea no Facebook, como já se tornou praxe (e obrigação) pras novas campanhas publicitárias.

Ainda não vi o filme, mas somando essas estratégias de divulgação com os comentários positivos do boca-a-boca também quero conferir o filme mais caro da história... e em 3D, claro!
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